sexta-feira, 25 de setembro de 2015

XÔ LAMENTAÇÃO!!!!

É bastante comum as pessoas atribuírem o insucesso a motivos que lhes são externos: famílias, governos, instituições etc. Essa mentalidade retrata uma transferência de responsabilidade que na maioria das vezes serve de justificativa para os nossos fracassos. Culpar alguém é muito melhor que assumir a culpa. Esse pacto de mediocridade interpessoal faz com que muitos se utilizem da cruel vitimização para dar respostas a uma vida sem brilho, sem projetos, sem realização.
Ao culparmos os outros por nossas desventuras, estamos atribuindo a eles a responsabilidade sobre o nosso insucesso. Isso de fato é bastante cômodo porque não exige uma investigação sobre as causas e muito menos uma ação concreta no sentido de superar aquele estado  de inércia. Se fracassamos, a culpa é do professor, do pai, do vizinho, do político,  quem sabe até da cegonha. Nesse contexto nos permitimos enveredar pelo ciclo vicioso  da zona de conforto.
E haja culpados para tanto fracasso. Será  uma existência inteira de lamentações. Pior ainda  para quem vai ter que ouvir e conviver com esse rosário de lamúrias. Com certeza vocês já partilharam do convívio de pessoas que preferem valorizar suas desgraças a  lutar para transformar as realidades que lhe são adversas. Apontam seus culpados, ao contrário de perceberem que são eles próprios, na maioria das vezes, a razão de seus infortúnios. Esquecem-se da lição básica de avaliar os seus erros, de reconhecer suas omissões. Tornam-se algozes de si mesmos, atiram-se no abismo de suas desventuras.
Dessa tragédia do conformismo cego, devemos colher boas lições. Uma delas é percebermos que se fracassamos, parcela ou quase totalidade desse fatídico resultado, advém dos nossos próprios erros. Faltou-nos coragem e audácia. Deixamos de enxergar o mundo pelas possibilidades  e optamos por aceitar os horizontes sombrios de uma existência pífia, morna e amorfa.
Talvez alguns de vocês tenham a vontade de me dizer que o que  ora escrevo não tem sentido, pois desconheço sua história pessoal. Mais ou menos isso: “Se você soubesse  como é a minha vida, com certeza me daria razão....” Lamento desapontá-lo mas mesmo a meio das maiores intempéries e dos invernos existenciais  pelos quais você passa,  nada justifica o fracasso que se ampara no imobilismo, na ausência de ação, na aceitação imotivada.
 Já disse antes e repito: Nascemos para a vitória. Basta que façamos as escolhas certas. Isso, entretanto, impõe trabalho, determinação e foco. Muito mais ainda nos exige amor próprio e vontade de construir uma história diferente, motivada pela singularidade que é peculiar à nossa própria existência; somos únicos e há em cada um de nós uma inarredável vocação para a vida em plenitude. Vida que viceja vida. Vida que se dinamiza, se transforma e se renova.

                              Por isso, antes de atribuir a alguém seus fracassos, olhe para dentro de si mesmo e se redescubra como um ser capaz de superar o comodismo, as limitações. Siga em frente como quem olha o mundo com os olhos de criança. Um olhar de quem sonha e acredita, de quem supera os obstáculos  pela fé e pela certeza de que aqui estamos, fruto de uma vontade sublime e divina, para construir uma grande história. Não deixe, portanto, de ser o ator principal da sua vida

Papa condena exclusão social e pede regulação de sistema financeiro

Em seu discurso nesta sexta-feira (25), na sede das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o papa Francisco fez uma ampla defesa dos direitos humanos e da proteção ao meio ambiente. Ele fez críticas ao lucro indiscriminado de organismos financeiros que não estão submetidos ao interesse coletivo, defendendo, inclusive, a regulação desses organismos. O Papa discursou diante de 150 chefes de Estado e de governo, entre eles a presidente Dilma Rousseff, reunidas na Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável..
Ele chamou a gestão econômica global de ‘”irresponsável” e disse que a economia mundial não deve ser guiada pela ambição e riqueza. Defendeu que os organismos financeiros internacionais devem se comprometer com o financiamento do desenvolvimento sustentável dos países. “Os organismos financeiros internacionais deveriam promover o progresso, ao invés de submeter as populações a mecanismos de maior pobreza, exclusão e dependência”, declarou.
Em outro momento do discurso, defendeu o combate a vários tipos de crimes, como o narcotráfico, a lavagem de dinheiro e o tráfico de seres humanos. Para ele, o narcotráfico mata milhões de pessoas silenciosamente e não é suficientemente combatido.
(Agência Brasil)

Cid Gomes só define data para se filiar ao PDT neste sábado


O ato de filiação em bloco do grupo dos Ferreira Gomes ao PDT não deverá ocorrer mais na próxima segunda-feira. Segundo o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (Pros), a nova data do evento – com local ainda para ser definido, sairá de uma reunião que o ex-governador Cid Gomes terá, neste sábado (26), com alguns membros do bloco.

De acordo com Roberto Cláudio, o objetivo é promover um evento que congregue o maior número de prefeitos. O esforço é para conciliar a agenda dos gestores municipais com o ato de filiação. A data mais provável, de acordo com outras lideranças ainda abrigadas no Pros é o dia 30.

Roberto Cláudio não fala, mas há, também, problemas localizados nas bases envolvendo prefeitos e segmentos de oposição abrigados no PDT. Os acertos ainda estão em andamento.

Fonte: Blog do Eliomar de Lima

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

CADA DIA ESTOU MAIS PERTO DO QUE PENSA O MEMORÁVEL ESCRITOR BRASILEIRO MÁRIO ANDRADE

"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade,

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,

O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!"

(Mario de Andrade)


terça-feira, 22 de setembro de 2015

Enem 2015 terá mais de 7,7 milhões na disputa


Nos dias 24 e 25 de outubro próximo, mais de 7,7 milhões de estudantes de todo o País são esperados para participar da edição de 2015 do exame, que permite ainda a certificação do ensino médio. Os dados são do Ministério da Educação.

Em 1998, quando o Enem foi criado para avaliar o domínio de competências pelos estudantes concluintes do ensino médio, a participação era voluntária. O exame recebeu então cerca de 157 mil inscrições.

Em 2001, os alunos de escolas públicas passaram a ter isenção do pagamento da taxa de inscrição. O número de participantes foi superior a 1,6 milhão.

DETALHE – O resultado do Enem abre oportunidades de acesso à educação superior pública e particular e à educação profissional e tecnológica.

(Com Agências)

O dia do '4', por THAIS HERÉDIA

E o dólar atravessou a barreira psicológica dos R$ 4 neste 22 de setembro de 2015. Esse dia chegou muito rápido e anuncia que a correção do “preço Brasil” está longe do fim. A avaliação sobre o país está sem parâmetro e por isso está tão difícil dar valor ao risco que se corre ao investir aqui. A pergunta embutida na cotação do câmbio pode ser a seguinte: até onde vai a ousadia dos políticos e governantes do Brasil?
A ousadia de desafiar a capacidade de multiplicação do dinheiro público parece não ter chegado ao limite ainda. O atrevimento não é privilégio do Congresso Nacional rebelde e suas pautas bombas, conduzido pelo PMDB nos últimos meses. Desde 2009 o governo vem pesando a mão na condução do orçamento federal, financiando a “nova matriz econômica” num ritmo crescente até chegar ao fundo do poço. Ou melhor, até atravessar o fundo do poço aumentando a dívida pública e inviabilizando a gestão mínima dos cofres públicos.
O dólar a R$ 4 num espaço tão curto de tempo é uma “queda na real” sobre a situação da economia brasileira e a extensão dos estragos provocados pelo modelo econômico adotado nos últimos anos. Imagine você que o dólar terminou 2014 valendo pouco mais de R$ 2,70! Repito: R$ 2,70. E no começo deste ano, os economistas previam que a moeda americana chegaria a módicos R$ 2,80 em 2015 – em todo o ano. Não, não estou enganada. Eram R$ 2,80 mesmo.
Essa mudança radical nas estimativas mostra que, mesmo diante de um cenário negativo e desfavorável já conhecido há 9 meses, havia uma esperança de que o bom senso teria algum lugar nas cadeiras de Brasília. Era ilusão, não esperança. A cegueira política foi mais forte e vem impondo ao país uma pauta insana de reformas, irresponsável no trato do dinheiro público e sem precedentes no egocentrismo e interesse partidário.
A sequência de perdas acumuladas em 2015 estava fora de qualquer cenário, mesmo dos mais pessimistas. A perda do grau de investimento era coisa pra 2016. A recessão era coisa “só” para este ano – agora vai pegar 2016 também. A falência do orçamento público nem se cogitava. A inflação bem acima da meta era um preço alto a se pagar com prazo até meados do ano que vem – sem precisar beliscar os dois dígitos como vemos agora.
Em economia sempre é possível fazer contas estapafúrdias, considerando teorias realistas. São duas as medidas básicas de valores em dinheiro: a nominal e a real. A primeira é o número do momento; a segunda é o valor descontado da inflação, ou seja, aquele que reflete o “poder de compra” da moeda. Se levarmos em conta a inflação de 2002 para cá, os R$ 3,98 por US$ 1 de 2002 valem cerca de R$ 6,50 hoje.  Isso significa que os R$ 4 ainda são pouco? Não. Felizmente esse cálculo não é tão cartesiano assim.
Quem arrisca um palpite para o valor da moeda americana? Com alguma responsabilidade, ninguém. Enquanto não for possível entender qual o valor que os governantes e legisladores dão ao país, fica difícil fixar o preço do risco Brasil. 

Saiba como se concentrar nos estudos para concursos e não desanimar com demora na nomeação, por LIA SALGADO




A especialista em concursos públicos do G1 recomenda planejar o tempo, organizar o local de estudo e cuidar da saúde. Além disso, ela explica como funcionam as nomeações e informa que a convocação para tomar posse até pode demorar, mas ela acaba acontecendo principalmente para quem presta concursos para a mesma área.

Mande dúvidas sobre concursos no espaço para comentários; as perguntas selecionadas serão respondidas em coluna quinzenal.

Concentração
“Estou iniciando uma fase de estudo para concursos, mas venho pecando no quesito concentração. Você tem dicas de como concentrar mais nos estudos?”, pergunta a internauta Flávia Cerqueira.

Segundo Lia, a maioria das pessoas não tem problemas de concentração, mas existem alguns cuidados simples que melhoram muito o foco nos estudos.

Planejamento - definir com clareza os horários de estudo (e a hora das outras tarefas) evita o ruído no cérebro de fazer uma coisa preocupado com outra). “Nesse horário seu cérebro vai aceitar que é hora de pensar só naquele assunto”, diz Lia.

Local de estudo – mantê-lo em boas condições de iluminação, temperatura e conforto (cadeira), dentro do possível.  Vale uma boa dose de criatividade para adequar a situação, como estudar próximo a uma janela durante o dia. Além disso, as bibliotecas são ótimas opções para os concurseiros. “Precisa ser um local confortável, dói as costas, está escuro, está tudo bagunçado, isso demanda mais esforço do cérebro”, alerta Lia.

Organização – de acordo com Lia, o cérebro funciona com o que ele está vendo, isso facilita que não fique pensando em outra coisa. “Deixe o celular desligado e o computador fechado para não ter mais estímulos fora do que você vai fazer naquele momento”, diz. Outro conselho é deixar sobre a mesa somente o material referente à disciplina que está sendo estudada no momento.

Saúde – a especialista recomenda alimentação a cada 3 horas para o cérebro não entrar em “modo econômico” (o que provoca sono também), beber água (2 litros por dia), pois ajuda o trânsito de informações no cérebro, e praticar atividade física aeróbica que turbina os neurônios e melhora o aprendizado.

Estudo dinâmico, que envolva não só leitura, mas resolução de exercícios e elaboração de material para revisões.

Nomeação
“Faz dois anos que estudo e já fui aprovada diversas vezes, mas não fui nomeada. Estou cansada e começando a desacreditar. Sei que não devo desistir, já que vim até aqui e preciso prosseguir, mas como não cair no desânimo? O primeiro concurso para o qual fui aprovada já está vencendo o prazo de 1 ano e nada”, pergunta a internauta Mara Lima.

Segundo Lia, existem dois tipos de aprovação: em cadastro de reserva ou em vagas disponibilizadas já no edital. No caso do cadastro de reserva, a administração pública não é obrigada a nomear, mas há decisões judiciais que determinam que ao menos o 1º colocado deve ser nomeado. Já no caso de aprovação dentro das vagas, a nomeação é obrigatória e vai acontecer, mas isso pode demorar até o fim do prazo de validade do concurso previsto no edital, que ainda pode ser prorrogado uma vez.

“Então, é preciso ter a consciência de que está colecionando aprovações e depois poderá escolher a vaga que considerar melhor. Infelizmente, é assim que funciona. Por outro lado, fica claro que a partir de um ponto, o conhecimento fica tão sedimentado que a pessoa efetivamente é aprovada sucessivamente, desde que faça concursos sempre na mesma área”, diz.

“Seu caso não é único e dá mesmo um frio na barriga de medo de não ser convocada nunca. Mas, fique tranquila e siga, porque sua hora de comemorar vai chegar. E vai compensar todo o seu esforço”, finaliza

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O Santíssimo Nome de Maria, POR JOSÉ VASCONCELOS ARRUDA

O nome Maria, que é hebreu, quer dizer em português Senhora Soberana. E a Senhora é realmente Soberana, em virtude da soberania que Lhe foi conferida pelo Filho, Rei e Soberano do Universo. Chamemos a Maria Nossa Senhora, pelo mesmo título que chamamos a Jesus Nosso Senhor. Pronunciar o Seu nome é afirmar o seu domínio, implorar o seu auxílio e colocarmo-nos debaixo da sua proteção maternal.
Missal Quotidiano e Vesperal
[Missal Quotidiano e Vesperal por Dom Gaspar Lefebvre, Beneditino da Abadia de S. André. Notação moderna da música por P. CH. Van de Walle; Ilustrações de R. de Cramer. - Bruges, Bélgica, 1957, p. 1546.]
Até a reforma do calendário litúrgico, a Igreja Católica celebrava, no dia 12 de setembro, a festa do Santíssimo Nome de Maria, instituída com indulto apostólico em 1513 e concedida a algumas igrejas particulares, depois estendida por Inocêncio XI, em 1683, a toda a cristandade, após a vitória obtida pelos soldados de João Sobieski, rei da Polônia, sobre o exército turco que assediava Viena. A celebração, atualmente, é limitada às igrejas locais.
Até agora eu nunca havia lido ou escutado nada sobre essa festa, apesar dos meus muitos anos de leitura e estudos de mariologia. Tratei, pois, hoje cedo, de buscar no meu exemplar do Missal Quotidiano e Vesperal informações sobre o assunto. E lá estava, a partir da página 1546, o texto do ritual conforme celebrado no antigo calendário litúrgico da Igreja. À contextualização do evento, em que é enaltecido o Santo Nome da Virgem Maria, segue-se o belo introito da Missa, cujo texto reza:
“Curvar-se-ão diante de Ti os mais ricos do povo. As virgens serão apresentadas ao Rei depois dela. As suas companheiras ser-te-ão apresentadas com alegria e com júbilo. Saiu do meu coração uma palavra boa: consagrarei ao Rei todo o meu ser. Glória ao Pai.”
O Santíssimo Nome de Maria. Que posso dizer desse nome? Tudo quanto eu pudesse falar dele seria pouco. Não sei se seria exagero ao afirmar que nenhuma palavra é tão presente em meu vocabulário quanto esta: Maria. Tantas vezes e em tão díspares situações a frase “Maria passa na frente, resolvendo o que eu não posso” tem sido por mim repetida mentalmente ao longo do dia. Outras tantas vezes, quantos de nós, ante uma periclitante situação, não encontramos outra alternativa a não ser pronunciar automaticamente a frase: “Minha Nossa Senhora!”? Em que pese o automatismo da sentença, serve-nos ela de lenitivo e apaziguamento nas horas de dificuldade.
As palavras têm poder. Em se tratando de nome próprio, então, dependendo do ser nominado e da forma como o pronunciamos, esse poder se faz notar de imediato. É como se o ato de enunciar o nome tivesse como prerrogativa evocar a presença do nominado.
Mas será que se trata, apenas, de um “como se”? Penso que não. Creio que a um devoto fiel e sincero Maria não falta quanto solicitada a socorrê-lo pela evocação reverente de seu Santo Nome. Nesse caso, Ela se faz presente na vida do devoto no momento exato em que ele clama por seu socorro, sem que, muitas vezes, se dê conta disso. De que forma se chega a essa conclusão? Pelos efeitos produzidos pela evocação.
Ousaria dizer: nesse caso, não se trata de fé, mas de fatos. A fé está implícita, sim, pela esperança do devoto na intercessão de Nossa Senhora. Mas como o resultado é inevitável e imediato, passa-se logo à dimensão factual. A quem restar dúvidas, que faça a experiência e tire suas próprias conclusões.
Por fim, devo dizer que, até quando não o menciono explicitamente, o nome de Maria continua presente em minha vida em diversas ocasiões do meu quotidiano. É que o seu nome está implícito na oração que recito mentalmente diversas vezes ao longo do dia, o Magnificat. É o meu mantra. Recitá-lo mentalmente me acalma e me traz de volta para o meu centro, para o meu eixo, focando a minha mente quando a dispersão dos milhões de estímulos que nos bombardeiam a cada instante ameaça me estilhaçar em mil fragmentos.
Nessas ocasiões, sem pronunciar o seu nome, me uno a Maria, glorificando, ao mesmo tempo, Aquele cujo nome não se ousa pronunciar, motivo pelo qual a Virgem atribui-lhe o qualificativo de Santo: “…o Todo Poderoso fez por mim grandes coisas, Santo é o Seu Nome”.

Ciro Gomes diz ter coragem para enfrentar Lula numa possível disputa em 2018


Após sua filiação ao PDT, o ex-ministro Ciro Gomes deu coletiva, na última quarta-feira (16), na sede do partido, em Brasília e duas respostas dele foram as que os jornalistas mais aguardavam:

1. O senhor está preparado para enfrentar uma possível disputa com Lula em 2018?

“Não quero isso! Mas, se for preciso, tenho coragem. Já fiz isso duas vezes”

2. E o processo que o senhor pode responder por causa do episódio com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (ele foi chamado de picareta-mor e outras ofensas), Ciro devolveu:

“Quem tem que ser processado nesse País é quem é suspeito de envolvimento em corrupção. Quem fala a verdade tem que ser é aplaudido de pé.”

Fonte: Blog do Eliomar de Lima

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Estes não são seres humanos, nossos irmãos e irmãs? por LEONARDO BOFF

O grau de civilização e de espírito humanitário de uma sociedade se mede pela forma como ela acolhe e convive com os diferentes. Sob este aspecto a Europa nos oferece um exemplo lastimável que beira à barbárie. Ela se mostra tão centrada em si mesma e em seus louros que lhe custa enormemente acolher e conviver com os diferentes.
Geralmente a estratégia era e continua sendo esta: ou marginaliza o outro, ou o submete ou o incorpora ou o destrói. Assim ocorreu no processo de expansão colonial na Africa, na Asia e principalmnete na América Latina. Chegou a destruir etnias inteiras como aquela do Haiti e no México. 
O limite maior da cultura européia ocidental é sua arrogância que se revela na pretensão de ser  a mais elevada do mundo, de ter a melhor forma de governo (a democracia), a melhor consciência dos direitos, a criadora da filosofia e da tecnociência e, como se isso não bastasse, ser a portadora da única religião verdadeira: o cristianismo. Resquícios desta soberba aparece ainda no Preâmbulo da Constituição da União Européia. Aí se afirma singelamente:
“O continente europeu é portador de civilização, que seus habitantes a habitaram desde o início da humanidade em sucessivas etapas e que no decorrer dos séculos desenvolveram valores, base para o humanismo: igualdade dos seres humanos, liberdade e o valor da razão…”
Esta visão é somente em parte verdadeira. Ela esquece as frequentes violações destes direitos, as catástrofes que criou com ideologias totalitárias, guerras devastadoras, colonialismo impiedoso e imperialismo feroz que subjudaram e inviabilizaram inteiras culturas na Africa e na América Latina em contraste frontal com os valores que proclama. A situação dramática do mundo atual e as levas de refugiados vindos dos países mediterrâneos se deve, em grande parte, ao tipo de globalização que ela apoia, pois configura, em termos concretos, uma espécie de ocidentalização tardia do mundo, muito mais que uma verdadeira planetização.
Este é o pano de fundo que nos permite entender as ambiguidades e as resistências da maioria dos países europeus em acolher os refugiados e imigrantes que vêm dos países do norte da Africa e do Oriente Médio, fugindo do terror da guerra, em grande parte, provocada pelas intervenções dos ocidentais (NATO) e especialmente pela política imperial norteamericana.    
Segundo dados o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) somente neste ano 60 milhões de pessoas se viram forçadas a abandonar seus lares. Só o conflito sírio provocou 4 milhões de desalojados. Os países que mais acolhem estas vítimas são o Líbano com mais de um milhão de pessoas (1,1 milhão) e a Turquia (1,8 milhões).
Agora esses milhares buscam um pouco de paz na Europa. Somente neste ano cruzaram o Mediterrâneo cerca de 300.000 pessoas entre imigrantes e refugiados. E o número cresce dia a dia. A recepção é carregada de má vontade, despertando na população de ideologias fascistóides e xenófobas, manifestações que revelam grande insensibilidade e até inumanidade. Foi somente depois da tragédia da ilha de Lampedusa, ao sul da Itália, quando se afogaram 700 pessoas em abril de 2014 que se colocou em marcha uma operação Mare Nostrum com a missão de rastrear possíveis naufrágios.
A acolhida é cheia de percalços, especialmente, por parte da Espanha e da Inglaterra. A mais mais aberta e hospitaleira, apesar dos ataques que se fazem aos acampamentos dos refugiados, tem sido a Alemanha. O governo filo-fascista de Viktor Orbán da Hungria declarou guerra aos refugiados. Tomou uma medida de grande barbárie: mandou construir uma  cerca de arame farpado de quatro metros altura ao longo de toda fronteira com a Sérbia, para impedir a chegada dos que vêm do Oriente Médio.  Os governos da Eslováquia e da Polônia declararam  que somente aceitariam refugiados cristãos.
Estas são medidas criminosas. Todos estes sofredores não são humanos, não são nossos irmãos e irmãs?   Kant foi um dos primeiros a propor uma República Mundial (Weltrepublik) em seu último livro A paz perpétua. Dizia que a primeira virtude desta república deveria ser a hospitalidade como direito de todos e dever para todos, pois todos somos filhos  da Terra.
Ora, isso está sendo negado vergonhosamente pelos membros da Comunidade Européia. A tradição judeo-cristã sempre afirmou: quem acolhe o estrangeiro, está hospedando anonimamente Deus. Valham as palavras da física quântica  que melhor escreveu sobre a inteligência espiritual – Danah Zohar: ” A verdade é que nós e os outros somos um só, que não há separatividade, que nós e o ‘estranho’ somos aspectos da única e mesma vida”(QS: consciência espiritual, Record 2002, p. 219). Como seria diferente o trágico destino dos refugiados se estas palavras fossem vividas com paixão e compaixão. 
* Leonardo Boff escreveu Hospitalidade:direito e dever de todos, Vozes 2005.

Maldades com atraso, por CRISTINA LOBO


O pacote de medidas com cortes de despesa, aumento de impostos e retirada de incentivos fiscais anunciado nesta segunda-feira (14) chega com 15 dias de atraso.
Se o governo tivesse apresentado estas mesmas medidas em 31 de agosto, quando encaminhou ao Congresso a proposta de Orçamento da União de 2016, talvez o Brasil não tivesse perdido o grau de investimento da agência Standard & Poor's e preservado a imagem do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Com certeza, a vida do governo hoje seria diferente.
 
Apresentar proposta de aumento de impostos, seja a velha e conhecida CPMF ou a mudança no sistema S ou o aumento da alíquota do imposto relativo a ganho de capital sobre a venda de imóveis (que pode chegar a 30%), é coisa natural para o PT.

Mas o que gerou problemas no PT foram outras medidas de cortes. O partido deixa sua digital na proposta de adiar o reajuste salarial dos servidores públicos (muitos em greve por aumentos maiores) e também na proposta de reforma da Previdência que pretenderá aumentar a idade mínima de homens e mulheres para o acesso à aposentadoria.

Antes de anunciar as medidas, petistas do governo queriam ter uma conversa com os movimentos sociais. Isso não aconteceu. Dilma já não tinha mais tempo a conceder. Na tentativa de recuperar credibilidade com setores importantes da economia, ela decidiu fazer o que evitou em 31 de agosto. Naquela ocasião, disse que o governo não tinha onde cortar; nesta segunda, anunciou corte de nada desprezíveis R$ 26 bilhões.
 
Desde bem cedo, petistas avaliavam que o governo precisava mediar conversas com os seus aliados tradicionais, como os movimentos sociais, antes de divulgar as medidas que durante anos foram chamadas pelo PT de "arrocho da direita". O ex-presidente Lula tem se movimentado junto a petistas do governo para manifestar sua discordância com o programa de ajuste fiscal.
 
Eduardo Cunha e José Serra, em momentos diferentes, falaram a mesma coisa: Dilma está seguindo Maquiavel às avessas  está fazendo o mal aos poucos e não de uma só vez como ensinou o pensador italiano.


Agora, o governo tentou reunir tudo de uma só vez. Mas ficou para trás a reforma da Previdência que gera polêmica em qualquer lugar do mundo.
 
Diante do agravamento da crise, o governo espera contar com o que chama "responsabilidade do Congresso Nacional" para evitar um mal maior. Responsabilidade que lhe faltou quando assumiu os gastos e postergou o quanto pôde as medidas saneadoras.

Ex-governador Ciro Gomes oficializa filiação ao PDT hoje(16) com status de pré-candidato



O ex-governador Ciro Gomes se filia nesta quarta-feira (16) ao PDT com status de pré-candidato  presidencial para a eleição de 2018. A filiação ocorre paralelamente à do irmão Cid Gomes e do restante do grupo político que também deve trocar o Pros pelo partido trabalhista até o final do mês. O evento em Brasília se justifica, segundo aliados, pela “liderança nacional” de Ciro já que ele foi ministro e candidato presidencial por duas vezes.

“A filiação isolada é para mostrar que ele não é apenas mais um cearense se filiando, mas um nome nacional. A nossa pretensão é que ele tente se viabilizar como candidato”, afirma o deputado e aliado Sérgio Aguiar (Pros).

Apesar de não ter definido ainda sua saída ou permanência do Pros, o líder da legenda na Câmara dos Deputados, Domingos Neto, afirma que a cerimônia tem um foco em 2018. “Fazer (o evento) aqui em Brasília demonstra que tem um caráter nacional”.

Já Cid Gomes, que também tomou projeção nacional após passagem relâmpago pelo Ministério da Educação, deverá se filiar em evento no Ceará, no dia 28. O objetivo do irmão mais novo de Ciro seria valorizar a filiação do grupo com sua presença no evento.

Ainda há a possibilidade de lideranças políticas de outras legendas acompanharem o movimento de vereadores, deputados e prefeitos ligados ao Pros para fortalecer o pedetismo no Estado.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

TJ do Ceará faz mutirão para julgar ações penais

Tem início nesta segunda-feira  a I Semana Estadual do Júri. O objetivo, segundo o Tribunal de Justiça do Estado, é agilizar o julgamento de processos de competência do júri. Uma força-tarefa atuará nessa ação, que será concluída na próxima sexta-feita. Foram agendadas 135 sessões de julgamento para os cinco dias do mutirão. Essas sessões ocorrerão em 34 comarcas do Estado.
A iniciativa está relacionada com a Meta de “Persecução Penal de Ações Penais em Tramitação” da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (ENASP) para 2015, que prevê o julgamento de crimes dolosos contra a vida, com denúncia recebida até 31 de dezembro de 2009 e que não foram julgados até 31 de outubro de 2014, excluídos os processos suspensos.
De acordo com a desembargadora Adelineide Viana, gestora da meta no Estado, as sessões serão feitas com a colaboração do Ministério Público do Ceará (MP/CE) e da Defensoria Pública, além do apoio da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus).

Déficit de confiança, POR BETH CALADO


A semana que foi marcada pela decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor’s de rebaixar a nota de crédito brasileira termina sem que o governo tenha conseguido apontar um rumo concreto para a recuperação da confiança dos agentes econômicos e políticos. As dificuldades para a montagem de um conjunto de medidas destinadas a reduzir os gastos públicos continuam evidentes. E a reação negativa da opinião pública ao aumento de tributos completa o quadro desfavorável ao reequilíbrio das contas públicas.  

Ainda sob impacto da perda do grau de investimento na classificação da S&P, o governo cuida de medir os efeitos que a mudança pode provocar na economia do país. Há grande preocupação com as oscilações da moeda brasileira e a tendência de uma dose maior de desvalorização diante do dólar. O endividamento das empresas em moeda estrangeira é uma das portas de contaminação desse processo, mesmo que muitas tenham acionado os instrumentos financeiros de proteção cambial. 

As consequências podem ser mais profundas para a política monetária conduzida pelo Banco Central, especialmente se o governo não conseguir montar com maior rapidez um pacote de medidas que devolva solidez à política fiscal. O pior cenário é aquele em que as expectativas em relação à inflação do próximo ano escapem ao controle e deixem de convergir para as proximidades do centro da meta de 4,5%. Nesse caso, o Comitê de Política Monetária (Copom) seria obrigado a recorrer, mais uma vez, ao remédio amargo da elevação dos juros. 

Como tudo é interligado na economia, subir ainda mais a taxa Selic, hoje na altura de 14,25% ao ano, significa acrescentar custos na área fiscal, já pressionada por gastos que o governo não tem conseguido comprimir. As barreiras para a redução das despesas públicas não são apenas de ordem legal, como reiterou o governo ao tratar da proposta orçamentária deficitária que encaminhou ao Congresso para o próximo ano. Os entraves de ordem política são igualmente relevantes. 

Nesse ponto, pesam tanto os acordos partidários que distribuem os aliados por milhares de cargos e funções espalhados nos principais escalões do governo, como também os compromissos de ordem programática e ideológica. É o caso dos gastos com o pagamento de salários do funcionalismo público, uma categoria que mantém uma aliança estratégica com o partido da presidente Dilma Rousseff. Sem contar a enorme capacidade de mobilização das entidades representativas dos servidores públicos. 

As pressões para assegurar os reajustes salariais no próximo ano são muito fortes, como comprovam os movimentos que ocupam a Esplanada dos Ministérios. Na semana passada, dirigentes de algumas pastas ficaram sitiados por manifestantes que impediam a entrada nos prédios. Alguns optaram por marcar reuniões em casa ou em outros locais públicos para escapar do certo. É de se imaginar o que poderia acontecer se o relator do Orçamento do próximo ano, deputado Ricardo Barros (PP-PR), tentar levar adiante a ideia de eliminar da proposta orçamentária os reajustes previstos para o funcionalismo. 

Há, por fim, a avaliação negativa que pesa sobre o governo da presidente Dilma Rousseff, às voltas com recordes de impopularidade, e seus auxiliares. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, está inserido nesse cenário de desgaste, o que dificulta sua argumentação em favor do aumento de impostos para equilibrar as contas públicas brasileiras. Levy enfrenta aquilo que o cientista político Leonardo Barreto chama de “déficit de confiança” provocado pelos insucessos colhidos até agora na política econômica. E que torna improvável uma resposta positiva ao pedido de apoio para novas medidas de sacrifício.

PMDB realiza encontro regional em Sobral


O município de Sobral, na Região Norte do Estado, recebeu neste sábado (12), a terceira edição do Encontro Regional do PMDB. O presidente da sigla, e senador da República, Eunício Oliveira reuniu aliados e confirmou seu apoio à pré-candidatura do peemedebista Oscar Rodrigues, recém filiado ao PMDB, e que tomou posse como dirigente municipal do partido também no sábado.

Cerca de mil pessoas, vinda de várias cidades da região, participaram do encontro. As críticas ao Governo do Estado foram a tônica dos discursos de deputados, prefeitos e do próprio Eunicio, que mais cedo, fez uma visita ao Becco do Cotovelo, acompanhado de lideranças políticas que formam a oposição sobralense.

O encontro contou com a participação dos deputados Audic Mota, Danniel Oliveira, Walter Cavalcante, Dra. Silvana Oliveira, Tomaz Holanda (PPS), do vice-prefeito de Fortaleza, Gaudêncio Lucena, do ex-deputado Mauro Benevides, além de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, das regiões Norte, Cariri, Centro-Sul e Ibiapaba.

(com informações da Assessoria do PMDB)

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Juiz de Massapê estabelece regras para participação de crianças e adolescentes em eventos olímpicos


O juiz Aldenor Sombra de Oliveira, diretor do Fórum de Massapê, na região norte do Ceará, publicou Portaria (nº 7/2015) estabelecendo regras para a circulação em viagens, participação, hospedagem e entrada de crianças e adolescentes em locais onde acontecerão eventos relacionados aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. A medida atende à Recomendação nº 20/2015, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que considerou o interesse e a quantidade de eventos paralelos destinados aos jovens.
Com relação à circulação e hospedagem, o documento estabelece que crianças e adolescentes precisam estar acompanhados de pessoa maior de 18 anos com autorização dos pais ou responsável legal. O texto ainda determina que a entrada de menores de 12 anos em locais onde serão realizados eventos ligados às olimpíadas só poderá ser feita com responsável. Já os adolescentes poderão ingressar desacompanhados.
Está permitida a participação em atividades culturais, educacionais, celebrativas, promocionais e desportivas relacionadas aos Jogos, incluindo acompanhamento de atletas e condução da tocha, desde que autorizada pelos pais ou responsável legal.
A portaria ficará em vigor até dia 31 de dezembro de 2016, tendo em vista o calendário dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.
TOCHA OLÍMPICA
A tocha olímpica, símbolo da competição, será acesa em Olímpia, na Grécia, durante o mês de maio, como acontece tradicionalmente. Depois seguirá pelas cidades gregas por uma semana até chegar em Atenas, de onde virá de avião para o Brasil.
Brasília será a primeira cidade brasileira a receber a tocha. Dentre as 300 nas quais o símbolo será levado, 83 foram escolhidas para serem a “cidade celebração“. Em cada um desses locais haverá um grande evento, que inclui show musical nacional e outras atrações. No Ceará, Fortaleza e Sobral, foram os pontos escolhidos. Daqui a tocha seguirá para o Piauí via terrestre, devendo passar pelo município de Massapê.
Ao todo, 12 mil pessoas vão conduzir o objeto, cada uma percorrendo cerca de 200 metros com a tocha nas mãos. A jornada irá durar entre 90 e 100 dias. A última parada será no Rio de Janeiro, onde ocorrerá a cerimônia de abertura, marcada para 5 de agosto.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Parceria entre Cejai e Assembleia Legislativa capacitará jovens acolhidos em abrigos


 

A parceria tem o objetivo de capacitar e qualificar jovens das unidades de acolhimento de Fortalez


A presidente da Comissão Judiciária de Adoção Internacional do Ceará (Cejai/CE), desembargadora Lisete Gadelha, firmou, nesta terça-feira (08/09), parceria com Assembleia Legislativa do Estado para beneficiar jovens acolhidos em abrigos da Capital. A informação foi dada após reunião no Palácio da Justiça, com o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado Zezinho Albuquerque e o desembargador Paulo Airton Albuquerque.

A parceria tem o objetivo de capacitar e qualificar jovens das unidades de acolhimento de Fortaleza para o mercado de trabalho. Entre os cursos ofertados pela Assembleia estão: informática, inglês, espanhol, dentre outros. Os adolescentes serão beneficiados com bolsa de estudo no valor de 50% e ajuda custo.
Segundo a desembargadora, a parceria é necessária para a inclusão social. “Eles precisam se capacitar, ter oportunidades. Vamos contar com cursos profissionalizantes e ajudar da melhor maneira possível”, destacou.


O deputado Zezinho Albuquerque disse estar muito satisfeito com o trabalho da desembargadora. “Queremos proporcionar uma qualidade de vida para esses jovens. Essa parceria é muito importante, pois buscamos nesse momento ajudar os adolescentes e mobilizá-los para a melhoria da vida profissional”, ressaltou.

Na ocasião, a desembargadora Lisete entregou ao parlamentar o convite do “Baile Beneficente de Debutantes das Unidades de Acolhimento 2015”. A festa será realizada nesta sexta-feira (11/09), a partir das 20h, no Clube dos Magistrados, e beneficiará dez jovens de abrigos de Fortaleza.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

O pequenino afogado Ayslan Kurdi nos faz chorar e pensar, POR LEONARDO BOFF

O pequenino sírio de 3 a 4 anos jaz afogado na praia, pálido e ainda con suas roupinhas de criança. De bruços e com o rosto voltado ao lado, como quem quisesse ainda respirar. As ondas tiveram piedade dele e o levaram à praia. Os peixes, sempre famintos, o pouparam porque também eles se compadeceram de sua inocência. Ayslan Kurdi é seu nome. Sua mãe e seu irmãozinho também morreram. O pai não pôde segurá-los e lhes escaparam das maõs, tragados pelas águas.
Querido Ayslan: você  fugia dos horrores da guerra na Síria, onde tropas do presidente Assad, apoiado pelos ricos Emirados árabes, lutam contra soldados do cruel Estado Islâmico, esse que degola a quem não se converte à sua religião, tristemente apoiado pelas forças ocidentais da Europa e dos Estados Unidos.  Imagino que você tremia ao som dos aviões supersônicos que lançam bombas assassinas. Não dormia de medo de que sua casa voasse pelos ares em chamas.
Quantas vezes você  não deve ter escutado de seus pais e vizinhos quão temíveis são os aviões não pilotados (drones). Eles caçam as pessoas pelas colinas desérticas e as matam. Festas de casamento, celebradas com alegria, apesar de todo o horror, também são bombardeadas, pois se supõe que no meio dos convidados deverá haver algum terrorista.
Talvez você nem imagina que quem pratica essa barbaridade e está por trás disso tudo, é um soldado jovem, vivendo no Texas num quartel militar. Ele está sentado tranquilo em sua sala diante de imensa tela como de televisão. Através de um satélite mostra os campos de batalha da sua terra, a Síria, ou do Iraque. Conforme a sua suspeita, com um pequeno toque num botão dispara uma arma presa no drone. Nada sente, nada escuta, nem chega a ter pena. Lá no outro lado, a milhares de quilômetros, são mortas subitamente  30-40 pessoas, crianças como você, pais e mães como os seus e pessoas que nada têm a ver com a guerra. São friamente assassinadas. Lá do outro lado, ele sorri por ter acertado o alvo.
Por causa do terror que vem pelo céu e pela terra, pelo pavor de serem mortos ou degolados, teus pais resolveram fugir. Levaram toda a família. Nem pensam em arranjar trabalho. Apenas não querem morrer ou  serem mortos. Sonham em viver num país onde não precisam ter medo, onde possam dormir sem pesadelos.
E você, querido Ayslan, podia brincar alegremente  na rua com coleguinhas cuja língua você não entende mas nem precisa, porque  vocês, crianças, têm uma linguagem que todos, os meninos e meninas, entendem.
Você não pôde chegar a um lugar de paz. Mas agora, apesar de toda a tristeza que sentimos, sabemos que você, tão inocente, chegou a um paraíso onde pode enfim brincar, pular e correr por todos os lados na companhia de um Deus que um dia foi também menino, de nome Jesus, e que, para não deixá-lo só, voltou a ser de novo menino. E vai jogar futebol com você; você vai poder pegar no colo um gatinho e correr atrás de um cachorrinho; vocês vão se entender tão bem como se fossem amigos desde de sempre; juntos vão fazer desenhos coloridos, vão rir dos bonecos que fizerem e vão contar histórias bonitas, um ao outro. E se sentirão muito felizes. E veja que surpresa: lá estará também seu irmãozinho que morreu. E sua mãe vai poder abraçá-lo e beijá-lo como fazia tantas vezes.
Você não morreu, meu querido Ayslan.  Foi viver e brincar num outro lugar, muito melhor. O mundo não era digno de sua inocência.
E agora deixe que eu pense com meus botões. Que mundo é esse que assusta e mata as crianças? Por que a maioria dos países não querem receber os refugiados do terror e da guerra? Não são eles, nossos irmãos e irmãs, habitando a mesma Casa Comum, a Terra? Esses refugiados não cobram nada. Apenas querem viver. Poder ter um pouco de paz e não ver os filhos chorando de medo e saltando da cama pelos estrondos das bombas. Gente que quer ser recebida como gente, sem ameaçar ninguém. Apenas quer viver o seu jeito de venerar Deus e de se vestir como sempre se vestiu.
Não foram suficientes dois mil anos de cristianismo para fazer os europeus minimamente humanos, solidários e hospitaleiros? Ayslan, o pequeno sírio, morto na praia é uma metáfora do que é a Europa de hoje: prostrada, sem vida, incapaz de chorar e de acolher vidas ameaçadas. Não ouviram eles tantas vezes que quem acolhe o forasteiro e o perseguido está anonimamente hospedando Deus?
Querido Ayslan, que a sua imagem estirada na praia nos suscite o pouco de humanidade que sempre resta em nós, uma réstea de solidariedade, uma lágrima de compaixão que não conseguimos reter em nossos olhos cansados de ver tanto sofrimento inútil, especialmente, de crianças como você. Ajude-nos, por favor, senão a chama divina que tremula dentro de nós, pode se apagar. E se ela se apagar, então afundaremos todos, pois sem amor e compaixão nada mais terá sentido neste mundo. 
De Leonardo Boff, um vovô de um país distante que já acolheu muitos de seu país, a Síria, e que se compadeceu com sua imagem na praia e lhe fizeram escapar doloridas lágrimas de compaixão.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Fala de Temer sobre momento político de Dilma gera 'perplexidade' no Planalto, POR CRISTINA LOBO

A declaração do vice-presidente Michel Temer de que será "difícil" a presidente Dilma Rousseff resistir a mais três anos e meio de governo se mantiver os atuais índices de popularidade gerou "perplexidade" dentro do Palácio do Planalto e até mesmo em aliados do PMDB. A fala seca e direta do peemedebista permite medir o tamanho de seu distanciamento do governo.
Temer fez a afirmação durante um debate nesta quinta (3), em São Paulo, com o grupo Política Viva, organização que se autointitula suprapartidária e reúne empresários e estudiosos.
O "day after" da declaração polêmica foi marcado por avaliações políticas dentro do Planalto. No discurso oficial, o ministro Edinho Silva (Comunicação Social) tentou colocar panos quentes sobre a história, dizendo que a fala do vice foi usada "fora de contexto". No entanto, nos bastidores, os palacianos reconhecem que essa interpretação de Edinho não é cabível.
Há duas leituras para a declaração na qual Temer mandou um recado muito claro ao governo. Primeiro, de que, por estratégia política, ele decidiu elevar o tom para se consolidar como alternativa a um eventual afastamento da presidente da República. Outra é de que o vice ainda não digeriu a forma como Dilma faz política, com seus avanços e recuos inesperados.
A questão é que, enfraquecida com seus 8% de aprovação, a presidente não tem sequer como reagir à fala do vice, classificada internamente como "incompatível com o perfil dele".
Mesmo diante da polêmica gerada pela afirmação, Temer não escalou ninguém para explicar ou justificar a fala. Pessoas próximas ao vice admitem que a análise do peemedebista sobre a situação política da presidente foi inoportuna, porém, ele não manifestou nenhum interesse em fazer algum tipo de reparo.
Aliados de Temer afirmam que ele simplesmente deu voz ao que está na cabeça de todo mundo, fazendo uma espécie de desabafo em razão de ter se sentido fritado dentro do governo. O vice, dizem pessoas que convivem com ele, compara sua situação política à do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que tem sido bombardeado por fogo amigo do governo.
Temer sente, contam aliados, que se tornou alvo de fofocas e insinuações de infidelidade no Palácio do Planalto desde que fez um apelo público pedindo a unificação do país em meio a um dos momentos mais críticos da crise política que tomou conta da Esplanada dos Ministérios no segundo mandato de Dilma.
Ele ainda não superou a reação que houve na ocasião, dentro do governo  especialmente por parte de ministros petistas , por conta do trecho do pronunciamento no qual disse que "é preciso que alguém tenha capacidade de reunificar a todos, de reunir a todos". À época, ministros do PT ventilaram que a frase indicava a atuação de um conspirador.
No final do evento desta quinta com o grupo Política Viva, Temer teve uma reação muito forte ao ser indagado por um dos participantes se ele preferia entrar para a história como um estadista ou como um oportunista.