sexta-feira, 3 de julho de 2015

PENSE ANTES DE AGIR...

Somos diariamente tentados à insensatez. Vivemos a meio de conflitos que nos levam a tomar atitudes que se não bem pensadas nos trarão enormes prejuízos. Falo das muitas vezes que agimos sem pensar. Os resquícios da luta pela sobrevivência da nossa ancestralidade, ainda em forma animalesca, estão incrustados em nossa memória, fazendo-nos reagir de maneira abrupta diante de um iminente perigo. Assim se comportava o homem primitivo.

É óbvio que a ação imediata, quando necessária, evita maiores dissabores e nos protege diante do perigo. Todavia, na mesma proporção que é uma amiga das horas amargas, pode-se tornar um instrumento prejudicial àquele que a utiliza. Isso acontece quando brigamos no trânsito, na discussão acalorada no trabalho e nas muitas cenas dantescas do cotidiano. Esse destempero verbal compromete nosso bem-estar e ainda nos atrai uma legião de inimigos. Mostra uma falha na personalidade e atrapalha, deveras, nossas relações no trabalho, na sociedade e, mormente, na vida pessoal.

Isso impõe a cada um a necessidade de sempre pensar e pensar antes de agir. Tomar fôlego e contar até três. Se agimos com o impulso, estamos fadados a cometer erros grosseiros, provocar ações desastrosas. Com isso ferimos as pessoas, destruímos relações sólidas e trazemos para nós uma imagem antissocial.

O homem do terceiro milênio é um “ser das relações”, que sabe viver a meio da diversidade, construindo pontes, agregando valores. Nunca a dignidade da pessoa humana foi mais decantada do que nos tempos atuais. Por isso, devemos seguir a velha máxima do Mestre dos Mestres: Não façamos aos outros aquilo que não gostaríamos que fosse feito a nós.

MEC oficializa novas regras do Fies no Diário Oficial da União

O Ministério da Educação (MEC)oficializou as novas regras para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O ato foi publicado nesta sexta-feira, 3, no "Diário Oficial da União". A realização da segunda edição do Fies juntamente com suas mudanças já tinham sido anunciadas pelo ministro da educação, Renato Janine, no último dia 8 de junho.
Em relação à publicação, haverá mais vagas de contratos para os cursos que apresentam notas 5 e 4. Além disso, a publicação indica que também haverá prioridade para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (excluindo Distrito Federal) e em carreiras como engenharia, áreas da saúde e formação de professores. Segundo o ministério, esses cursos são considerados estratégicos para o desenvolvimento do país e para o atendimento de demandas sociais. No entanto, Alunos de outros cursos continuarão a ser atendidos.
Desta vez, o contrato de financiamento terá juros de 6,5% - antes o percentual era de apenas 3,4% ano - e um novo teto de renda familiar, que será de 2,5 salários mínimos. Anteriormente, poderiam participar aqueles que tivessem uma renda familiar bruta até 20 salários mínimos.
Fonte: O Povo on line 

MARMOTA GRANDE: Juiz retira cartaz que mandava advogado se levantar para ele

O juiz José Roberto Moraes Marques, titular da 4ª Vara Cível de Taguatinga (DF), retirou o cartaz que mandava advogados e partes se levantarem no momento em que ele entrasse na sala de audiências. Ele atendeu a um pedido da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal. O juiz explicou à OAB-DF que tinha fixado o recado porque conversas paralelas e uso do celular durante as audiências têm sido frequentes.

Sobral vai premiar 201 educadores por atingirem metas de ensino

O prefeito de Sobral, Clodoveu Arruda (PT), comandará, a partir das 19h30min desta sexta-feira, na praça do Teatro São João, a entrega do Prêmio Escola Aprender Melhor. Serão agraciados 201 educadores, entre professores, diretores, coordenadores e secretários escolares de 22 escolas da educação infantil ao 9º ano, que atingiram metas de ensino estabelecidas pelo município.
Um total de R$ 350 mil em dinheiro será distribuído entre esses profissionais da educação, num ato que contará com show de artistas locais. O encerramento ocorrerá com a apresentação de Moraes Moreira e Davi Moraes.
DETALHE – Esse evento integra a programação dos 242 anos de emancipação de Sobral.
escola
Fonte> Eliomar de Lima

quinta-feira, 2 de julho de 2015

O DILEMA DE DILMA, POR Yvonne Maggie

Dilma Rousseff anda se superando. No dia 23 de junho, na cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Brasília, disse: "Nenhuma civilização nasceu sem ter acesso a uma forma básica de alimentação e aqui nós temos uma, como também os índios e os indígenas americanos têm a deles. Temos a mandioca e aqui nós estamos e, certamente, nós teremos uma série de outros produtos que foram essenciais para o desenvolvimento de toda a civilização humana ao longo dos séculos. Então, aqui, hoje, eu estou saudando a mandioca, uma das maiores conquistas do Brasil".
Como assim?  Ela estava usando uma metáfora? A mandioca tem outro significado? E todas as conquistas apregoadas pelo Partido dos Trabalhadores de nada valem em comparação com a mandioca? E a civilização dos povos indígenas se resume à mandioca? 

Mas não parou por aí. Sob os olhares perplexos da plateia, continuou: "Nós somos do gênero humano, da espécie sapiens, somos aqueles que têm a capacidade de jogar, de brincar, porque jogar é isso aqui (referia-se à bola feita com folhas de bananeira usada nos jogos). O importante não é ganhar e sim celebrar. Isso que é a capacidade humana, lúdica, de ter uma atividade cujo o fim é ela mesmo, a própria atividade. Esporte tem essa condição, essa benção, ele é um fim em si. E é essa atividade que caracteriza primeiro as crianças, a atividade lúdica de brincar. Então, para mim, essa bola é o símbolo da nossa evolução, quando nós criamos uma bola dessas nos transformamos em Homo sapiens ou mulheres sapiens".

Desgovernou-se nisso de mulheres sapiens? Ou estava fazendo uma blague? Afinal ser politicamente correta até esse ponto é demais! Certamente nossa presidente sabe o que significa Homo sapiens, espécie de hominídeo à qual pertence o homem moderno, que surgiu entre 200 mil e 150 mil anos atrás, na África, e se espalhou pelo mundo, ou não sabe?

Finalmente, em plena terra do Tio Sam saiu-se com outra pérola ainda mais séria: “Eu não respeito delator. Até porque eu estive presa na ditadura e sei o que é. Tentaram me transformar em uma delatora”, disse em resposta à pergunta dos jornalistas sobre a delação premiada de Ricardo Pessoa da empreiteira UCT, que doou 7 milhões de reais para sua campanha. 

Tentando consertar, piorou arrematando: “E há um personagem que a gente não gosta, porque as professoras nos ensinam a não gostar dele. E ele se chama Joaquim Silvério dos Reis, o delator. Eu não respeito delator”. Estava se referindo ao suposto delator da Inconfidência Mineira em uma versão canhestra de nossa história.

A presidente comparou o dono da empreiteira acusado de participar de uma máfia ou cartel para roubar o dinheiro do povo com Joaquim Silvério dos Reis que denunciou um movimento libertário que lutava pela independência do Brasil e justamente contra a opressão e os impostos abusivos da metrópole. Pois eu acho que ela acredita mesmo nessa sua proposição. Os que estão denunciando os roubos, as propinas e os “mal feitos” são na verdade traidores do povo. Ela não mentiu e fala a verdade porque acredita que está lutando contra a opressão como na década de 1970 lutou contra a ditadura.

A presidente acha que os roubos de seu partido se justificam porque, ao fim e ao cabo, são meios para libertar o povo. Acredita que os fins justificam os meios. Acredita que os denunciados roubaram para salvar o povo da opressão.

FERREIRA GOMES NO PDT????

Lupi conversa com prefeito e irmãos Ferreira Gomes em Brasília e cancela vinda ao Ceará

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, não vem mais ao Ceará no próximo sábado, como estava programado. Ele participaria de encontro regional do partido em Aracati (Lirtoral Leste) e conversará com o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio ,e os irmãos Cid e Ciro Gomes (todos do Pros) sobre possibilidade de mudança partidária desse grupo.

A conversa ocorreu nessa quarta-feira, em Brasília, segundo André Figueiredo, que não adiantou detalhes, mas fortalece a tese de que o grupo cidista pode ingressar no pedetista.

André Figueiredo, no entanto, disse que não se sabe se o grupo vai mesmo migrar para a sigla, pois nada estaria resolvido. “Sempre houve uma proximidade muito grande entre eles e o PDT. Mas, por enquanto, há apenas uma tentativa, um diálogo que está sendo feito agora”, acentuou ele.

UM DIA DEPOIS : CÂMARA APROVA REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL PARA CRIMES HEDIONDOS

Sob o comando do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em menos de 24 horas a Câmara dos Deputados derrubou a rejeição à redução da maioridade penal e aprovou, em primeiro turno, por 323 votos a 155 e 2 abstenções, no começo da madrugada de hoje (2) umaemenda substitutiva, praticamente idêntica ao texto derrubado ontem (1º), e que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.
Contrariamente ao que ocorreu na sessão de terça-feira (30), quando o substitutivo do deputado Laerte Bessa (PR-DF) foi derrotado por 5 votos (eram necessários 308 votos para a aprovação, mas a proposta recebeu 303 favoráveis), as galerias estavam vazias. Estudantes e integrantes de movimentos sociais tentaram chegar ao local, mas foram impedidos pela segurança da Casa. O PT, PCdoB, PDT, PSB, PPS, PV, PROS se colocaram contrários à aprovação. O PSOL entrou em obstrução.
A emenda aprovada propõe a redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos, nos casos de crimes hediondos (estupro, sequestro, latrocínio, homicídio qualificado e outros), homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. O texto também prevê a construção de estabelecimentos específicos para que os adolescentes cumpram a pena.
Contrário à redução, o peemedebista Darcísio Perondi (PMDB-RS) criticou o argumento usado para aprovar a emenda, de que a redução não valeria para os crimes de tráfico de drogas. "Não é verdade que adolescentes não terão sua maioridade reduzida. A emenda mantém o entendimento de que adolescentes possam ter a idade reduzida por envolvimento com drogas, defendeu, Perondi. "A saída é o Estatuto da Criança e do Adolescente. Não adianta vender carne de picanha e oferecer carne de terceira”, acrescentou.
 
A mesma argumentação foi usada pelo líder do PT, José Guimarães (CE). Segundo ele, o jovem entre 16 e 17 anos acusado de tráfico de drogas poderá ser julgado como adulto mesmo depois da alteração da emenda que reduz a maioridade para 16 anos em crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morta. “Esse é o problema da emenda, diz uma coisa e resulta em outra.”

Liderados pelo PMDB, mesmo partido de Cunha, PSDB, DEM, PSD, PR, PTB, PRB e PP votaram pela redução. O deputado Beto Mansur (PRB-SP) defendeu a proposta. Ele disse que a mudança da maioridade penal não anula esforços para melhorar a educação de crianças e adolescentes. “Precismos colocar na cadeia aquele que mata, estupra, tira a vida das pessoas.”

quarta-feira, 1 de julho de 2015

CÂMARA REJEITA REDUÇÃO DA MAIORIDADE

A Câmara dos Deputados rejeitou nesta terça-feira (30) o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes graves. Para ser aprovada, a PEC precisava de ao menos 308 votos favoráveis – equivalente a 3/5 do número total de deputados –, mas somente 303 deputados foram a favor. Outros 184 votos foram contra e houve 3 abstenções.

Apesar da derrubada da matéria, a Casa ainda precisará votar o texto original, que reduz a idade penal para 16 anos em qualquer crime. De acordo com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a votação deverá ser retomada na próxima semana ou depois do recesso parlamentar de julho. Se a matéria for rejeitada outra vez, a proposta será arquivada.

Pela PEC, poderiam ser penalizados criminalmente os jovens com 16 anos ou mais que cometessem crimes hediondos (como latrocínio e estupro), homicídio doloso (intencional), lesão corporal grave, seguida ou não de morte, e roubo qualificado. Eles deveriam cumprir a pena em estabelecimento separado dos maiores de 18 anos e dos menores de 16 anos.

A rejeição da PEC foi comemorada por cerca de 200 manifestantes ligados à União Nacional dos Estudantes (UNE) e à União Nacional dos Estudantes Secundaristas (UNES)  que acompanharam a sessão das galerias do plenário (veja vídeo acima). Eles gritaram palavras de ordem e repetiram o grito "não, não, não à redução".

Por acordo entre líderes partidários, 10 parlamentares foram escolhidos para falar a favor do projeto em plenário e outros 10 discursaram contra. O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), defendeu a proposta. “É um texto que tem equilíbrio, propõe a redução para crimes graves, hediondos, crimes contra a vida. Fico imaginando a justificativa para se suprimir a vida de alguém. É injustificável, nem a idade nem a classe social justificam.”
O líder do Solidariedade, Arthur Maia (BA), afirmou acreditar um jovem de 16 anos que comete crime tem “absoluta consciência” do que está fazendo. “Nenhum jovem deve temer a aprovação dessa lei. A lei serve para punir criminosos. Ser pobre e ser humilde não é salvo-conduto para matar e estuprar”, disse.
Já PT se posicionou contra alterar a Constituição para reduzir a maioridade penal e defendeu como alternativa à PEC alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente para ampliar o tempo de internação de jovens que cometem crimes graves.

"Todos querem combater a violência, e se combate a violência reformando o ECA. [Defendemos] a ampliação do tempo máximo de internação daqueles que praticam crime com grave ameaça de 3 para oito anos. As civilizações modernas trabalham a ideia da ressocialização, não é cadeia mais cadeia", discursou o líder do governo, José Guimarães (CE).
Fonte: G1

Ministério da Educação adia para 20 de julho renovação de contratos do Fies


O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) emitiu nesta terça-feira (30), portaria que oficializa a prorrogação do prazo de renovação semestral dos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o próximo dia 20 de julho. O prazo terminaria nesta terça-feira (30). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

De acordo com a portaria, além do aditamento de contrato, os estudantes que já têm contrato do Fies têm até 20 de julho para solicitar a transferência integral do curso ou da instituição de ensino, para solicitar a dilatação do prazo de utilização do financiamento – referente ao primeiro semestre de 2015 –, e para solicitar o aditamento da suspensão temporária do financiamento referente ao segundo semestre de 2013 e aos primeiro e segundo semestres de 2014.

Fies no segundo semestre
Na última sexta-feira (26), o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, disse que a segunda edição de 2015 do Fies terá reajuste nos juros para 6,5% ao ano e abrirá 61,5 mil novos contratos.

Segundo o ministro, as mudanças só valerão para os próximos contratos. "Os juros e todas novas regras se aplicam somente aos contratos novos. Você não pode mudar um contrato por vontade unilateral. O governo firmou um contrato com milhões de estudantes com determinadas regras e essas regras serão mantidas e respeitadas", disse o ministro.
  
O edital com as novas regras deve ser publicado na edição de sexta-feira, 3 de julho, do "Diário Oficial da União.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

VIVA O HOJE COMO SE FOSSE O ÚLTIMO DIA

A morte do cantor sertanejo Cristiano Araújo de maneira tão repentina me fez lembrar da postagem que aqui fiz sobre como uma vida deve ser vida na intensidade de cada dia. CONFIRAM: 

                               Sempre tenho dito neste blog que costumamos imaginar o tempo como algo manipulável e que sempre está à nossa disposição. Estabelecemos nossos  projetos para o futuro e, quando adiamos o cronograma de execução, por uma desculpa ou outra,  somos suficientemente prepotentes a ponto de imaginar que mais uma vez o tempo irá esperar nossa demora.
Vandré  já dizia que “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Algo nos parece enigmático: Podemos controlar o tempo, adiando nossos planos e projetos? Somos senhores do tempo? Ledo engano, afinal o tempo não para. O que temos de concreto é o dia de hoje, mais precisamente o agora. Esse raciocínio impõe refletirmos sobre muitos aspectos de nossas vidas em que deixamos o tempo passar e as oportunidades irem com ele, ficando um rastro de frustração.
Quantas vezes na vida não guardamos aquele whisky escocês, a lingerie francesa, o vestido daquele costureiro famoso para uma “ocasião especial”. Ficam lá envelhecidos pelo tempo, esperando o momento oportuno de entrar em cena. Adiamos até mesmo aquela sonhada declaração de amor pois, quem sabe um dia, não aparece a princesa ou o príncipe dos sonhos pueris. Chegamos ao cúmulo de postergar até o perdão, ou talvez o sorriso para aquele desafeto. Tudo isso fazemos porque imaginamos para cada coisa um dia no futuro, uma circunstância que seja mais propícia. Aprendemos, pelo horizontalismo cartesiano, a dividir nossas vidas pelos dias da semana, pelos meses e  anos. Esse convencionalismo brutal e arbitrário nos afasta do que é óbvio: O que temos de fazer tem que ser agora sob pena de que não  haja mais tempo para realizá-lo.
Imagine aquele empresário, de origem pobre,  que alimentou tantos sonhos de um dia, no futuro,  viajar com os filhos pela Europa, mas antes porém precisava ganhar dinheiro, muito dinheiro. A viagem já tinha até data marcada(no ano tal). Ocorre que um ataque cardíaco fulminante atravessou seu caminho e sucumbiu sua vida. De fato ele arriscou no futuro, esqueceu-se, entretanto,  de perceber  que a vida não se conta pelos dias mas sim pelos momentos. E quantos de nós ainda estamos esperando algum dia  no futuro para começar a estudar pra valer, para iniciar a academia, frequentar aquele curso , abraçar os filhos, fazer dieta e etc. Lamentável, mal sabemos quantos segundos nos restam, mas cometemos a asneira de adiar sempre os planos e projetos como se a finitude, destino implacável de cada ser humano , não nos concitasse a viver o agora com a intensidade que lhe é devida, apreciando cada instante como se fosse único,aproveitando o sabor das coisas boas e sentindo-lhe o gosto derradeiro.
Se vivêssemos cada dia como se fosse o último, teríamos uma vida intensa e abundante. Não perderíamos tempo com discussões burlescas, com rancores infrutíferos, com  debates intermináveis, com intrigas que não nos leva à nada. Na intensidade desse único dia que ainda restava , saberíamos aproveitar mais a beleza das coisas  simples e valorizaríamos mais as pessoas, que muitas  vezes nos estão tão próximas e ao mesmo tempo nos parecem  tão distantes. Olharíamos a família, o irmão, o outro com um olhar de acolhimento, de uma saudade consentida, e  faríamos, daquele momento último, uma entrega absoluta, incondicional.
E vivendo o dia como se fosse último, aprenderíamos que não há uma data  para amar, perdoar, construir. O que há de fato é o agora para colocar os planos em ação, os sonhos  em execução, sem se permitir tergiversar,  procrastinar. Por isso, não guarde as coisas para uma ocasião especial. Todo dia é dia para se comemorar e realizar. 

CAMILO SANTANA INAUGURA HOJE ESTRADA DO DISTRITO DE TANGENTE

O Governo do Estado inaugura, nesta sexta-feira (26), a pavimentação da rodovia de acesso ao distrito de Tangente, trecho do entroncamento da CE-362, na Região Norte do Estado. A solenidade será realizada às 18h, no município de Massapê, com a presença do governador Camilo Santana.

Segundo o superintendente do Departamento Estadual de Rodovias – DER, Sérgio Azevedo, aproximadamente quatro quilômetros foram pavimentados. A obra teve o prazo de 120 dias para execução e envolveu recursos da ordem de R$ 1.928.375,94, oriundos do Tesouro do Estado. Para a construção dessas rodovias, foram realizados serviços de terraplanagem, pavimentação, drenagem, obras d'artes correntes, sinalizações horizontal e vertical, além de proteção ambiental. A Construtora Resumo LTDA foi a responsável pela obra.


Serviço

Inauguração da pavimentação de acesso ao distrito de Tangente
Local: Massapê
Data: 26 de junho de 2015
Hora: 18h


Preservar a perspectiva singular do Papa: a ecologia integral, POR LEONARDO BOFF

O Papa Francisco operou uma grande virada no discurso ecológico ao passar da ecologia ambiental para a ecologia integral. Esta inclui a ecologia político-social,  a mental,  cultural, a educacional, a ética e a espiritual.
Há o risco de que esta visão integral seja assimilada dentro do costumeiro discurso ambiental, não se dando conta de que todas as coisas, saberes e instâncias são interligadas. Quer dizer o aquecimento global tem a ver com a fúria industrialista, a  pobreza de boa parte da humanidade está relacionada com o modo de produção, distribuição e consumo, que a violência contra a Terra e os ecossistemas é uma deriva do paradigma de dominação que está na base de nossa civilização dominante já há quatro séculos, que o antropocentrismo é consequência da compreensão ilusória de que somos donos das coisas e que elas só gozam de sentido na medida em que estão colocadas ao nosso bel-prazer.
Ora, é essa cosmologia (conjunto de idéias, valores, projetos, sonhos e instituições) leva o Papa a dizer:”nunca temos maltratado e ofendido nossa casa comum como nos últimos dois séculos”(n.53).
Como superar essa rota perigosa? O Papa responde: ”com uma mudança de rumo” e ainda mais com a disposição de “delinear grandes percursos de diálogo que nos ajudem a sair desta espiral de autodestruição na qual estamos afundando”(n.163). Se nada fizermos podemos ir ao encontro do pior. Mas o Papa confia na capacidade criativa dos seres humanos que juntos poderão formular  o grande ideal :”um só mundo e um projeto comum”(164).
Bem diversa é a visão imperante e imperial presente na mente dos que controlam as finanças e os rumos das políticas mundiais:”um só mundo e um só império”.
Para enfrentar os múltiplos aspectos críticos de nossa situação o Papa propõe a ecologia integral. E lhe dá o correto fundamento: “Do momento que tudo está intimamente relacionado e que os atuais problemas exigem um olhar que atenda a todos os aspectos da crise mundial….proponho uma ecologia integral que compreenda claramente as dimensões humanas e sociais”(n.137).
O pressuposto teórico  se deriva da nova cosmologia, da física quântica, da nova biologia, numa palavra, do novo paradigma contemporâneo que implica a teoria da complexidade e do caos (destrutivo e generativo). Nessa visão o repetia um dos fundadores da física quântica Werner Heisenberg: “tudo tem a ver com tudo em todos os pontos e em todos os momentos; tudo é relação e nada existe fora da relação”.
Exatamente essa leitura o Papa a repete inumeráveis vezes, constituindo  o tonus firmus de suas explanações. Seguramente a mais bela e poética das formulações a encontramos no número 92 onde enfatiza: “tudo está em relação e todos nós seres humanos estamos unidos como irmãos e irmãs …com todas as criaturas que se unem conosco com terno e fraterno afeto, ao irmão sol, à irmã lua, ao irmão rio e à mãe Terra (n.92).
Essa visão existe já há quase um século. Mas nunca conseguiu se impor na política e na condução dos problemas sociais e humanos. Todos permanecemos ainda reféns do velho paradigma que isola os problemas e para cada um procura uma solução específica sem se dar conta de que essa solução pode ser maléfica para outro problema. Por exemplo, resolve-se o problema da infertilidade dos solos com nutrientes químicos que, por sua vez, entram na terra, atingem o nível freático das águas ou os aquíferos, envenenando-os.
A encíclica nos poderá servir de instrumento educativo para apropriarmo-nos desta visão inclusiva e integral. Por exemplo, como assevera a encíclica:“quando falamos de ambiente nos referimos a uma particular relação entre a natureza e a sociedade; isso nos impede de considerar a natureza como algo separado de nós….somos incluídos nela, somos parte dela”(n.139).
E continua dando exemplos convincentes:”toda análise dos problemas ambientais é inseparável da análise dos contextos  humanos, familiares, trabalhistas, urbanos e da relação de cada pessoa consigo mesma que cria um determinado modo de relações com os outros e com o ambiente”(n.141). Se tudo é relação, então a própria saúde humana depende da saúde da Terra e dos ecossistemas. Todas as instâncias se entrelaçam para o bem ou para o mal. Essa é textura da realidade, não opaca e rasa mas complexa e altamente  relacionada com tudo.
Se pensássemos nossos problemas nacionais nesse jogo de inter-retro-relação, não teríamos tantas contradições entre os ministérios e as  ações governamentais. O Papa nos sugere caminhos. Estes são certeiros e nos podem tirar da ansiedade em que nos encontramos face ao nosso futuro comum.
Teilhard de Chardin tinha razão quando nos anos 30 do século passado escrevia: “A era das nações já passou. A tarefa diante de nós agora, se não pereceremos, é construir a Terra” . Cuidando da Terra com terno e fraterno afeto no espírito de São Francisco de Assis e de Francisco de Roma, podemos  seguir “caminhando e cantando” como conclui a encíclica, cheios de esperança. Ainda teremos futuro e iremos irradiar.
* Leonardo Boff é colunista do JB

Pedra no caminho: repetência e falta de revisão da pedagogia usada nas escolas. POR YVONNE MAGGIE

Cadeiras vazias durante aplicação das provas em uma escola de Brasília











Na década de 1930, o pesquisador Mário Augusto Teixeira de Freitas, um dos fundadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatou que as taxas de repetência eram o entrave para uma educação de qualidade. Uma "pedra" no caminho ignorada até meados dos anos 90, quando repetência, e a consequente evasão, começaram a ser mais adequadamente trabalhadas. Hoje, segundo Yvonne, professores ainda ensinam conteúdos sem ligação com a real necessidade dos alunos.  A colunista defende uma revisão da pedagogia atualmente utilizada nas escolas, que responsabiliza o aluno por eventuais deficiências no aprendizado.VEJA ABAIXO A ÍNTEGRA DO ARTIGO:

Por que o Brasil não consegue alcançar uma educação de qualidade para todos? A resposta já foi encontrada, mas permanece como uma pedra no caminho até agora não ultrapassada.

Vou tentar resumir a história da descoberta desta pedra que impede uma educação republicana de qualidade em nosso país, baseando-me em um comentário do pesquisador Sergio Costa Ribeiro ao trabalho do estatístico Mário Augusto Teixeira de Freitas, um dos fundadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Enquanto os pioneiros da Escola Nova – Fernando de Azevedo. Anísio Teixeira, Lourenço Filho, Cecília Meirelles e entre outros – escreviam o famoso manifesto de 1932 que inaugurou uma nova fase na educação brasileira,  Mário Augusto Teixeira de Freitas, em 1931, iniciou seus estudos sobre o Censo Escolar implantado em 1930. 

Em 1941, o eminente estatístico apresentou o trabalho “Evasão escolar no ensino primário brasileiro”. Pela primeira vez no Brasil, e talvez na América Latina, analisava-se os dados escolares na forma de fluxo de alunos num sistema seriado de ensino e não de forma estática, como era regra na época, e continuou sendo pelo menos até 1991. Nesse trabalho, Teixeira de Freitas mostrou que, em condições de estabilidade, o número de alunos na primeira série do ensino não pode exceder o número de crianças de sete anos na população do País no mesmo ano e havia muito mais alunos desta idade na primeira série. 

Em “A escolaridade média no ensino primário brasileiro”, Teixeira de Freitas, trabalhando com os dados dos censos escolares de 1932 a 1939, acompanhou a coorte de idade que em 1932 tinha 7 anos, em 1933, 8 anos e assim sucessivamente, e verificou o problema mais sério do sistema educacional brasileiro: as altas taxas de repetência. 

Nesse trabalho alertou as autoridades brasileiras que de nada adiantariam as campanhas de alfabetização e a construção de novos prédios enquanto as escolas não conseguissem levar os alunos além da 1ª série. Teixeira de Freitas mostrou mais tarde que as crianças ficavam mais de três anos nesta série. As taxas de repetência eram o entrave para uma educação de qualidade. 

O resultado da pesquisa, ou seja, o alto índice de repetência, foi recebido pelos estudiosos e formuladores de políticas públicas de educação com incredulidade, incompreensão e estupefação. Houve intensa polêmica, e os desdobramentos do debate levaram Teixeira de Freitas a deixar o IBGE alguns anos depois. O Ministério da Educação (MEC) fez ouvidos moucos a seus trabalhos e continuou a fazer os cálculos sem usar o método do fluxo, resultando em dados de evasão superestimados e taxas de repetência subestimadas. 

Tudo começou a mudar, de fato, quando, em 1983, o economista Claudio de Moura Castro, na altura secretário-executivo do Centro Executivo de Recursos Humanos e técnico do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, concluiu que os dados sobre evasão e repetência levantados pelo MEC eram totalmente inconsistentes e encomendou ao recém-doutor Philip Fletcher um estudo sobre o assunto. Em suas pesquisas Fletcher descobriu na biblioteca de Stanford os trabalhos de Teixeira de Freitas. 

O demógrafo Fletcher, então, adotou um modelo totalmente novo utilizando os dados levantados pela Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (Pnad) e  conseguiu calcular as taxas de repetência e evasão corretas para cada série. Seus trabalhos de 1985, e os que escreveu com Sergio Costa Ribeiro, em 1987 e 1989, corroboraram as assertivas de Teixeira de Freitas. 

A semelhança entre os dados de repetência e evasão levantados por Teixeira de Freitas para a década de 1930 e as taxas levantadas por Fletcher e Costa Ribeiro em 1980 são impressionantes. Costa Ribeiro afirmou em muitos de seus artigos www.sergiocostaribeiro.ifcs.ufrj.br que se houvessem entendido as descobertas de Teixeira de Freitas nos anos 1940 nosso sistema educacional estaria muito mais avançado em qualidade. Considero que esta é até hoje a pedra de difícil remoção no caminho para uma educação de qualidade.

Passados mais de vinte anos das mudanças nas políticas públicas de educação, devido às novas formas de recolher e analisar os dados escolares, podemos dizer que muita coisa melhorou. O acesso à educação fundamental se universalizou. O País avançou na busca de novos rumos a partir de políticas de avaliação sérias, a cada dia mais compreendidas pelos professores e formadores de opinião. Houve incentivo à formulação de metas a serem atingidas pelas escolas. A educação passou a ser parte da agenda pública. 

A trajetória da nossa educação foi em parte corrigida na década de 1990 quando o MEC, pelas mãos de Sergio Costa Ribeiro e do pesquisador do Laboratório Nacional de Computação Científica, Ruben Klein, decidiu encampar a análise do fluxo e rever os dados sobre o percurso dos estudantes no sistema, levando as políticas de educação a incidirem basicamente sobre o problema das altas taxas de repetência. 

Porém a pedra no caminho, obstáculo renitente, que é exatamente o produto do que Sergio Costa Ribeiro chamou de “pedagogia da repetência”, ainda leva os estudantes a abandonarem a escola e continua impedindo a melhora na qualidade da educação. 

Retirar essa pedra e pavimentar o caminho com políticas que viabilizem os professores a ensinarem conteúdos relacionados às necessidades reais dos estudantes e mantenham os alunos na escola, aprendendo, é condição indispensável para levar o País a um outro patamar civilizatório.

O que fazer com esse exército de crianças e jovens que saem da escola depois de anos de repetência, sem nada haverem assimilado das capacidades que supostamente lhes foram transmitidas, como desgraçadamente ainda comprovam os dados mais recentes?
Apenas 54,3% dos estudantes terminam o ensino médio aos 19 anos. No ensino fundamental os resultados são melhores, mas mesmo assim preocupantes, pois quase 30% das crianças ou abandonam a escola depois de muitos anos de repetência ou terminam essa etapa com mais de 16 anos. Esses são dados levantados pela Organização Todos pela Educação para 2013. 

Uma educação de qualidade implica ensinar e manter na escola todas as crianças e jovens para que não fiquem à mercê do tráfico de drogas, sendo mortos ainda tão jovens ou furtando, roubando e matando outros cidadãos com facas afiadas. 

O que fazer para modificar esse quadro? Não adianta o Tribunal de Contas da União vir a público em 2015 apresentar os dados que conhecemos desde os estudos de Teixeira de Freitas nos anos 1940. 

Precisamos encontrar o caminho e ele é realmente cheio de armadilhas que precisam ser desarmadas. Falar em repetência ainda provoca espanto e muita polêmica não só entre os estudiosos e intelectuais de primeira linha, como entre professores, estudantes e seus familiares. É difícil para a maioria das pessoas aceitar que reprovar ou impedir que o estudante progrida significa não ensinar, e que a solução para o problema não é a aprovação automática porque também significa não ensinar. 

É preciso uma revisão da pedagogia atualmente utilizada nas escolas, que as exime da responsabilidade de ensinar seus alunos. É preciso mudar a mentalidade de que a responsabilidade pelo aprendizado é do estudante, e que se não aprendeu o “pau comeu”.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

MEC cria site para oferecer reforço escolar gratuito


Uma parceria entre é um repositório criado pelo Ministério da Educação – MEC, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, Rede Latinoamericana de Portais Educacionais – RELPE e a Organização dos Estados Ibero-americanos – OEI fez nascer o  Banco Internacional de Objetos Educacionais – BIOE.

Trata-se de um site com o propósito de manter e compartilhar recursos educacionais digitais de livre acesso, mais elaborados e em diferentes formatos, como áudio, vídeo, animação, simulação, software educacional, além de imagem, mapa, hipertexto considerados relevantes e adequados à realidade da comunidade educacional local, respeitando-se as diferenças de língua e culturas regionais.

A ideia é que este repositório venha estimular e apoiar experiências individuais dos diversos países, ao mesmo tempo que se promove um nivelamento de forma democrática e participativa. Assim, países que já avançaram significativamente no campo do uso das tecnologias na educação poderão ajudar outros a atingirem o seu nível.

Uma vez que o repositório conta com recursos de diferentes países e línguas, professores de qualquer parte do mundo poderão acessar os recursos em sua língua materna, traduzir os que estão em outra língua, assim como publicar as suas produções em um processo colaborativo.

Os materiais publicados estão disponíveis para os gestores de políticas educacionais locais, gestores escolares, gestores de repositórios educacionais, bem como os professores da Educação Básica, Profissional e Superior, além dos produtores de recursos pedagógicos digitais, pesquisadores e da população em geral.

Clique AQUI para acessar a página do Banco Internacional de Objetos Educacionais – BIOE

quarta-feira, 24 de junho de 2015

DILEMAS DO BRASIL: UM PAÍS INJUSTO

Há alguns dias comentava neste blog sobre a importância da universalização dos direitos como instrumento de minimização da violência. Trato melhor por dizer que o estado de injustiça social é uma alavanca disseminadora da revolta e da desorientação de uma sociedade.
O Brasil, por excelência, tem perpetuado de forma sublimada o sistema de “castas”, uma vez que tem privado à maioria de seus filhos o acesso às necessidades básicas. Por sua vez, um grupo restrito controla a seu favor os mecanismos de produção de riqueza, ostentando-se com seus lucros e dividendos. Na outra via, milhões de miseráveis encontram nos programas assistencialistas uma forma alternativa de sobreviver.
O Brasil é um país injusto. Sua herança colonial deixou um ranço patrimonialista que se apropria do Estado como propriedade sua fosse. A riqueza só é legítima quando auferida pelo suor do trabalho, não por mecanismos fraudulentos ou pilhada sob argumentos históricos de constituição patrimonial forjadas das capitanias hereditárias.
Urge olharmos a guerra civil travada nas ruas. Cidadãos e deliquentes se conflitam e o bem mais precioso – a vida – é banalizada. O medo e o pavor se tornaram parceiros do cotidiano. Notícias de violência são veiculadas e muitas vezes não mais despertam a indignação. Essa anemia social gera a impotência e com ela surge a aceitação do triste quadro como se ele fosse um resultante de circunstância natural e seria, se ocorresse na excepcionalidade, não dá forma como estamos fadados a assistir. E quando um crime gera maior atenção, surge o time dos salvadores da pátria propondo modificações nas leis penais, imaginando que elas, se mais gravosas, terão um efeito intimidatório. Talvez essa tese seja válida, entretanto entendo que a coercibilidade, por si só, só intimida aqueles que têm a proporção do seus atos, o que não é o caso da maioria dos deliquentes.
Nesse contexto paira uma evidência: é preciso diminuir esse enorme fosso social que alija as pessoas do processo de inserção no meio onde vivem. Tudo isso gera revolta e alimenta a academia do crime. Por outro lado, é vital um choque de valores, proporcionando o resgate da família e da espiritualidade. Sem equilíbrio e valores, tenham certeza, não há Nação próspera. É preciso, portanto, superarmos o ostracismo histórico e alavancarmos, de vez, este país sob a égide da Justiça Social.


AINDA HÁ TEMPO PARA ESCREVER UMA HISTÓRIA DIFERENTE


Os caminhos da vida sempre nos apresentam um desafio. Muitas vezes encarar a realidade do cotidiano nos causa temor. Todavia, imagine vocês se vivêssemos sempre diante do previsível, sabendo que tudo correria bem. Isso pode parecer genial, mas por outro lado furtaria da nossa existência o inusitado, a surpresa às vezes festiva, outras vezes dolorosa.
Uma vida sem batalha, sem a superação da adversidade, torna-se amorfa, insípida e medíocre. O homem nasceu para o enfrentamento, para singrar procelas em mares em meio a tempestades. Ao superá-las, sentirá o sabor da vitória. E se a vitória não chegar, pelo menos a certeza de ter tentado tornar-se-á um apanágio para nossa alma.
A busca pela felicidade não aceita o conformismo, muito menos a letargia nem a inércia covarde. É feliz quem encara a vida com um olhar de possibilidades, mesmo diante das tragédias que muitas vezes nos abatem e tentam a todo custo destruir nossa capacidade de resistência. Mas uma coisa tenham certeza: Somos bem maiores do que os nossos problemas, bem maiores que as nossas dores. Nascemos para chegar ao pódio. E por que muitos não chegam?
Não chegam porque se permitem uma vida abastecida pelo pessimismo, pelo comodismo e pela destrutiva impressão “não tenho capacidade...onde estou tá bom demais.”. Esquecem-se de que a vitória exige sempre andar um metro a mais, ir além. É preciso ter a crença de que sempre podemos fazer diferente e melhor. Alimentar-se da certeza de que a nossa trajetória, única e singular, nos concita a construir uma história de vida edificada pela nobreza de espírito, por um sentimento cristão de partilha e por um comportamento profissional ético.
Nascemos e somos safras de um Deus misericordioso que nos proporciona a liberdade das escolhas para que tenhamos uma vida plenamente abundante de realizações. Para isto é necessário ir à luta com garra, determinação e força. Não nos falta inspiração, muito menos não nos deverá faltar coragem. Olhe para frente, há um horizonte à sua espera. Abra as cortinas, as janelas da sua existência e contemple o sol lá fora. Ainda há tempo para você escrever uma história de vida diferente. O que está esperando? Avante!.



CED oferece 17 vagas de estágio de nível superior em várias áreas

O Centro de Educação a Distância do Estado do Ceará (CED) está com inscrições abertas, até o dia 3 de julho, para o processo seletivo de estagiários de nível superior. São oferecidas 17 vagas para estágio nas áreas de Administração (3 vagas), Comunicação Social – com habilitação em Jornalismo (3), Contabilidade (3), Física (2), Química (2), Biologia (2) e Matemática (2). O estágio terá carga horária de 20h semanais e bolsa no valor de R$400.

Os interessados devem entregar no Centro de Educação a Distância, localizado na Rua Iolanda Barreto, 317 - Derby Clube, no horário comercial, cópia dos seguintes documentos: RG, CPF, comprovante de residência, histórico acadêmico atualizado, currículo acompanhado de documento comprobatórios, declaração de matrícula e documento da instituição de ensino, que comprove a conclusão de, pelo menos, 40% da carga horária ou dos créditos do curso e 1 foto 3x4.

A seleção será realizada em duas etapas: análise curricular (08/07) e entrevista (13 a 15/07). O resultado final da seleção será divulgado no dia 22 de julho e o estágio terá início no dia 1º de agosto. Saiba mais: (88) 3695-1950.

Clique AQUI e acesse o Edital de seleção

Clique AQUI e leia o aditivo ao Edital

(com Sobral em Revista)

A Revolução Cultural de Lula, POR MERVAL PEREIRA


Não é sem razão que o líder do PT José Guimarães teve coragem para se levantar contra as críticas de Lula ao PT. Ele faz parte de uma elite política que galgou degraus na hierarquia partidária a partir da abertura de vagas provocada pela prisão dos principais líderes do partido.

Quando um assessor seu foi preso num aeroporto com dólar escondido na cueca, José Guimarães não era ninguém a nível nacional, onde reinava seu irmão Genoíno, condenado no mensalão e posteriormente anistiado pela presidente Dilma.

Alguns anos depois do mensalão, lá está Guimarães no primeiro plano. E logo agora vem Lula querer uma revolução interna? Lembro-me bem de uma cena icônica do alpinismo social que tomou conta das figuras proeminentes do PT assim que chegou a poder.

Numa mesa do restaurante Antiquarius no Rio, o recém-eleito presidente da Câmara João Paulo Cunha, hoje em prisão domiciliar, o professor Luizinho e outras figuras menos conhecidas na época (talvez até mesmo o próprio José Guimarães) tomavam um porre de licor francês, embriagados de poder. 

Guimarães pode nem saber direito, mas está estrebuchando contra o que pressente ser uma manobra de Lula contra seus interesses. “[...] O PT precisa urgentemente voltar a falar pra juventude tomar conta do PT. O PT está velho. (...) Fico pensando se não está na hora de fazer uma revolução neste partido, uma revolução interna, colocar gente nova, mais ousada, com mais coragem. Temos que decidir se nós queremos salvar a nossa pele e os nossos cargos, ou queremos salvar nosso projeto. E acho que nós precisamos criar um novo projeto de organização partidária nesse país”. 

Fora o ato falho de falar em “livrar a nossa pele”, quase uma confissão, Lula está tentando fazer sua pequena Revolução Cultural dentro do PT, e pode sobrar para gente como José Guimarães. A Revolução Cultural foi comandada pelo então líder do Partido Comunista Chinês, Mao Tsé-tung, para neutralizar o fracasso do plano econômico Grande Salto Adiante, que gerou a morte de milhões de pessoas devido à fome generalizada.

A oposição crescente a Mao no interior do Partido Comunista foi atacada pelos “comitês revolucionários”, formados por jovens radicais que seguiam cegamente o pensamento de Mao e desmoralizavam os intelectuais e membros mais antigos do Partido que o criticavam.

Não chegamos a esse ponto no PT, mas, à sua maneira, Lula, como faziam os jovens chineses com os críticos de Mao, está colocando metafóricos chapéus de burro na presidente Dilma e em todos os petistas que, como José Guimarães, acham que ele no momento mais atrapalha do que ajuda com essas sessões de terapia pública que vem fazendo.

E não é à toa que o senador Lindbergh Farias voltou a ser o cara-pintada de outrora para defender Lula das críticas de Guimarães. Uma disputa de gerações petistas, boa para Lula, que está tentando salvar a sua pele, fingindo que quer salvar o PT.

Todo esse desvario de Lula nos últimos dias tem a ver com a Operação Lava-Jato, que o pega num momento de fragilidade política do governo, do PT e de sua própria figura, antes inatacável, hoje exposta às críticas da opinião pública.

Por isso mesmo, o truque que deu certo diversas vezes, hoje tende a não dar. Toda essa crise petista tem a ver com Lula, foi ele quem levou o partido para acordos políticos deletérios, em nome de um pragmatismo político que cobra seus custos.

O aparelhamento do estado, uma das características do governo petista desde o primeiro momento foi uma estratégia montada por Lula e José Dirceu para tomar conta do poder central. A ampla coalizão partidária sem nexo programático e sem cobranças morais, que acabou em mensalões e petrolões, saiu da cabeça de Lula e José Dirceu, que muito antes de o PT chegar ao poder central já praticavam essa promiscuidade entre o público e o privado nas prefeituras controladas pelo partido.

A morte do prefeito Celso Daniel, exemplar da conseqüência extrema desse tipo de política fisiológica, precedeu a eleição de Lula para a presidência em 2002, e o mensalão de 2005.

A presidente Dilma, que na visão de Lula estaria com ele no “volume morto” da política, foi criação única e exclusiva do ex-presidente, a “nova matriz econômica” começou a ser colocada em prática na metade de seu segundo governo, e deu no que deu.

Lula agora tenta dissociar-se dela e do PT, que está “velho” e só pensa em “empregos, em vencer eleições”. No último momento, com um salto triplo carpado, o grande canastrão tenta dar uma reviravolta política no destino decadente que se avizinha.