"O SENHOR É MEU PASTOR E NADA ME FALTARÁ"

"O SENHOR É MEU PASTOR E NADA ME FALTARÁ"

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Governo inaugurou Centro de Educação à Distância em Sobral

O Governo do Estado inaugurou na última sexta-feira (12), em Sobral, o Centro de Educação a Distância do Ceará (CED).  O CED oferta ensino presencial e semipresencial para professores, estudantes e a comunidade da Capital e do Interior. Para construir, equipar e mobiliar o Centro, foram investidos recursos no valor de R$ 15,7 milhões oriundos do Tesouro Estadual.

O equipamento tem como objetivo colaborar para a melhoria da educação no Estado, através de formações que aproximem e utilizem as novas tecnologias como ferramenta de aceleração para o conhecimento. No novo espaço, essas ações acontecem por meio de diferentes ambientes virtuais de aprendizagem com material didático interativo e com recursos de animação, som, imagem e multimídia

A construção ocupa uma área total de 5.095,90 metros quadrados que dispõe de biblioteca, sala de aula multimidiáticas, salas de videoconferência, estúdio de rádio, estúdio de TV, auditórios com capacidade para mais de 300 pessoas, laboratório de física, laboratório de biologia, laboratório de matemática, laboratório química e laboratórios de informática.

O CED também busca a ampliação da oferta de cursos superior, tecnológico, técnico, extensão e aperfeiçoamento por intermédio do ensino em EaD, fortalecendo assim a Educação a Distância no Estado, contando com o apoio das instituições públicas de ensino superior e técnico do Ceará.
Fonte: Sobral em Revista

Vox Populi: Dilma 36%, Marina 27% e Aécio 15%

Pesquisa Vox Populi, encomendada pela Rede Record, mostra a candidata Dilma Rousseff (PT) na liderança com 36% das intenções de voto para presidente da República. A candidata pelo PSB, Marina Silva, aparece com 27% das intenções e Aécio Neves (PSDB) com 15%. Na última pesquisa Vox Populi, Marina tinha 28% das intenções de voto. Os outros dois candidatos mantiveram as mesmas porcentagens.

Brancos e nulos somam 8% e 12% não souberam indicar um candidato ou não quiseram responder. Os candidatos Luciana Genro (PSOL) e Pastor Everaldo (PSC) tiveram 1% das intenções de voto cada um. Eduardo Jorge (PV), Levy Fidelix (PRTB), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) tiveram menos de 1% das intenções.

O Vox Populi fez duas simulações de segundo turno. Em uma disputa entre a candidata Marina Silva e Dilma Rousseff, Marina teria 42% das intenções e Dilma, 41%, o que configura um empate técnico, devido à margem de erro do levantamento. Brancos e nulos somariam 11% e 6% seriam os indecisos.

Em uma disputa entre Dilma e Áecio, a candidata do PT venceria com 47% das intenções contra 36% do candidato tucano. Os votos brancos ou nulos seriam 12% e os indecisos, 5%.

O Vox Populi também divulgou avaliação do governo. Os que avaliaram o governo como ótimo ou bom somaram 38%. Aqueles que avaliaram como regular somaram 39% e aqueles que avaliaram como ruim ou péssimo foram 23%. Os que não souberam ou não responderam totalizam 1%.

Foram feitas 2 mil entrevistas em 147 cidades. O levantamento foi feito no sábado (13) e domingo (14). A margem de erro é 2,2 pontos percentuais e o número de registro na Justiça Eleitoral é BR-00632/2014.

 Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Dilma faz com Marina o que Collor fez com Lula, por Ricardo Noblat


O que há em comum entre Dilma e Lobinho?
Conhecido no passado recente como “Lobinho 10%”, o senador Lobão Filho é candidato do PMDB, da família Sarney, de Dilma e de Lula ao governo do Maranhão. Está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. Perde para Flávio Dino, candidato do Partido Comunista do Brasil (PC do B).
O que há em comum entre Dilma e Lobinho? Aguardem o parágrafo seguinte.
O medo da derrota aproxima Dilma e Lobinho. Bem como a principal arma que os dois usam para tentar vencer: a mentira. Além da mentira, manipulações, exageros, meias verdades e infâmias. 
Dilma e Lobão estão por trás das tempestades perfeitas de críticas que ameaçam afogar a evangélica Marina Silva (PSB) e o católico Flávio Dino.

Filho de Edison Lobão, o ministro das Minas e Energia citado por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, como envolvido no escândalo de corrupção da empresa, Lobinho acusa Dino de querer implantar o comunismo no Maranhão.
Sim, senhor, o comunismo que acabou no mundo. Mas para Lobinho não importa. O poder é o que importa. É assim também para Dilma, Lula e o PT.
Resolução do PT diz que Marina é favorável à liquidação do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e do BNDES. Se depender dela, os bancos públicos acabarão esvaziados, o pré-sal perderá importância e a condução da política econômica caberá “a um banqueiro de confiança dos especuladores”. A Petrobras será vendida. E aí? 
Tudo mentira!
“Eu não tenho banqueiro me apoiando” afirmou Dilma. Marina é apoiada por Neca Setúbal, dona de 0,5% das ações do Banco Itaú. Neca nunca trabalhou no banco. Há dois anos, quando ajudou Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, a fazer seu programa de governo, foi apresentada pelo PT como educadora. Agora que ajuda Marina virou banqueira. E aí?
Aí que Dilma mentiu ao dizer que não tem apoio de banqueiro.
Os bancos já doaram R$ 9,5 milhões para a campanha dela. Para a de Marina, menos da metade disso.
"Está escrito no programa [de Marina]: autonomia do Banco Central. Todo mundo sabe o que significa”, disparou Dilma.
O programa de propaganda dela na TV sugeriu que autonomia do Banco Central é igual a faltar comida na mesa dos brasileiros.
Curioso. Em maio de 2010, candidata a presidente da República contra José Serra, Dilma defendeu a autonomia do Banco Central. Do mesmo jeito como Marina faz hoje.
Nos dois governos de Fernando Henrique, os bancos lucraram, em valores atualizados, R$ 31 bilhões. Nos dois governos de Lula, o pai dos pobres, R$ 200 bilhões em números redondos.
Lula sofreu o diabo na mão de Fernando Collor ao enfrentá-lo na eleição de 1989. O mínimo que Collor disse dele foi que era aborteiro e racista. Se ganhasse, garfaria a poupança dos remediados. 
Collor ganhou e garfou a poupança. A corrupção abortou seu mandato pelo meio.

Lula e Collor viraram aliados. Dilma admitiu fazer o diabo para se eleger. Marina sofre o diabo nas mãos dela e de Lula.
Na sabatina de O Globo, na última sexta-feira, Dilma garantiu que nunca teve afinidade com Paulo Roberto Costa, preso como um dos cérebros do esquema de corrupção da Petrobras estimado em R$ 10 bilhões. (O mensalão é troco).
Pois bem: segundo Lauro Jardim, da VEJA, Paulo Roberto foi um dos 300 convidado de Dilma para o casamento de sua filha em abril de 2008, em Porto Alegre. Lá, encontrou Lula que o chamava carinhosamente de Paulinho. E que com ele costumava se reunir para discutir os rumos da Petrobras.

Arte Antônio Lucena

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

PODEMOS IR MUITO LONGE...

Não são pouco aqueles que têm dificuldade em aceitar a si mesmo. Olham-se no espelho e se sentem o pior dos mortais. Nutrem um pessimismo sobre o futuro e se deixam destruir pela depressão, pela distonia e pelo desânimo. Sempre indago dos meus alunos qual a primeira declaração de amor que se deve fazer na vida. A maioria responde que essa manifestação de sentimento deve ser dirigida, primeiramente aos pais e depois às pessoas com quem nos relacionamos. Mal sabem que estão redondamente enganados. Nossa primeira declaração de amor deve ser conferida a nós mesmos. Aqueles que não se amam são incapazes de amar alguém.
Amar a si mesmo não é um gesto de egocentrismo, mas sim um reconhecimento que somos um templo de Deus. Em nosso interior habita a centelha divina e por isso fazemos parte dessa genialíssima obra da criação. Imagine que somos mais de 6 bilhões de homens e mulheres e mesmo a meio de tantas multiplicidades não há sequer um igual ao outro, nem mesmo os gêmeos univitelinos. Somos únicos e singulares. Por esse razão temos que fazer das nossas vidas algo extraordinário. Afinal, não haverá jamais um Carlos Albuquerque, um Francisco Antônio, uma Maria Fernanda. Fomos de fato concebidos para construir uma história, mas tudo depende de nossas escolhas. Enquanto nos perdemos pelo desânimo, pelo medo, lá fora o mundo clama por vida, coragem, determinação. Nós não nascemos para a derrota. Basta que você pense na maneira como chegou até aqui: Foram milhões de gametas masculinos se digladiando, brigando ferozmente, muitos ficaram pelo caminho, foi você quem chegou primeiro.
Portanto, ao nascermos, passamos por uma prova de resistência que nos exigiu habilidade, velocidade e meta. Isso nos dá a certeza de que podemos superar os obstáculos, por maiores que eles sejam. Se temos limitações (na saúde, nas finanças etc)elas não serão suficientes para calar nossos sonhos, soçobrar nossos ideais. Basta assistirmos às paraolimpíadas (atletas especiais) para observarmos que o impossível é mera criação humana. Aqueles atletas, com todas as suas limitações, deixam-nos uma lição de vida. Eles, na verdade, esqueceram as amarras que o destino lhes pregou, e passaram a ver o mundo com um olhar de possibilidades. Superaram a inércia porque deram asas à imaginação. Ao contrário de ficaram presos num quarto, ou mergulhados no abismo de suas dores, eles se permitiram sonhar, e esse sonho foi ganhando tamanho e forma e se transformando em grandes resultados. Mais dos que as vitórias nas competições esses atletas venceram a si mesmos.
É chegada a hora de amar a si mesmo. Se você não tem a beleza da Angelina Jolie, o dinheiro do Bill Gates, a inteligência do Rui Barbosa,tais constatações não devem lhe levar ao desânimo. Até porque nenhum deles tem a sua essência. Você é único e essa singularidade lhe faz especial. Por isso, ao se olhar no espelho não veja mais um espectro de um derrotado. Mire no seu olhar e diga a si mesmo: Eu faço parte da grande safra de Deus, sou único e especial, nasci para a vitória.

DESEMBARGADOR PAULO ALBUQUERQUE MINISTRA PALESTRA NA ESMEC

O desembargador Paulo Airton Albuquerque Filho, do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), ministra, nesta sexta-feira (12/09), o primeiro módulo do curso de aperfeiçoamento em ”Direito Registral Imobiliário e Notarial (Registro Público)”. A capacitação prossegue no sábado, dia 13, no auditório da Escola Superior da Magistratura do Ceará (Esmec).

A carga horária do curso é de 40 horas/aula. O segundo módulo será realizado nos dias 19 e 20 de setembro, e será ministrado pelo notário Alexandre Machado.

Foram disponibilizadas 30 vagas para juízes e 30 aos servidores da Justiça estadual. As inscrições para servidores já foram encerradas, restando apenas algumas vagas para magistrados, que devem se inscrever pelo e-mail esmec@tjce.jus.br, informando nome completo lotação/vara e telefone para contato. Mais informações: (85) 3492.9100/9114.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O DILEMA DA ESCOLHA PROFISSIONAL, por THOMAZ WOOD JR

O conto Profession, publicado em 1957 por Isaac Asimov, retrata a Terra em um futuro distante e distópico. As crianças são educadas por um sistema central, que liga diretamente seus cérebros a um computador. As futuras profissões são definidas com base em um algoritmo. Não cabe aos indivíduos escolherem seus ofícios. Profession é uma entre muitas obras de ficção científica a tratar da questão da escolha ou direcionamento profissional.
O tema também ocupa lugar de destaque entre as preocupações de jovens, pais, psicólogos, educadores e gestores da área. No Brasil, temos uma associação de orientadores profissionais e uma revista científica dedicada ao tema. Em nosso país, todos os anos, no segundo semestre, centenas de milhares de jovens preparam-se para a maratona dos exames vestibulares.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Brasil ultrapassou, em 2012, a marca de 7 milhões de alunos no ensino superior. Eles estão matriculados em 32 mil cursos, oferecidos por mais de 2 mil instituições de ensino. Nosso sistema superior de educação cresceu aceleradamente desde o fim da década de 1990 e quase duplicou nos últimos dez anos.
No entanto, o crescimento e o gigantismo não foram ainda suficientes para atender à demanda por formação de alta qualidade. Nos cursos mais procurados e nas instituições de maior renome, a relação candidato/vaga frequentemente supera a dezena e vez ou outra se aproxima da centena. O funil de acesso coloca legiões de pais e filhos à beira de um ataque de nervos.
Nos últimos anos, a realização de um curso superior tornou-se aspiração de novos contingentes de jovens, antes alijados da universidade por barreiras econômicas. Em paralelo, visando atender ao novo “mercado”, nasceram e prosperaram instituições privadas de ensino superior com um olho na educação e outro no bolso, não necessariamente nessa ordem. Na esquina ideológica oposta, o sistema público, caro e anacrônico, salta de crise em crise, a vergar sob o peso de querelas políticas, governança excêntrica e interesses corporativistas. Enquanto isso, o mundogira e o mercado de trabalho é convulsionado por estripulias econômicas, algumas profissões emergem e outras submergem, enquanto certas carreiras rompem as fronteiras tradicionais.
No meio da confusão, nossos jovens enfrentam o descabido desafio de, aos 17 anos, definir o próprio futuro. Os manuais de autoajuda vocacional costumam ser pródigos em sugestões tão sensatas quanto inexequíveis: conheça a si próprio, as profissões, os profissionais, trabalhe e experimente. Alguns jovens têm vocação clara, mas são raros. Outros pensam tê-las, mas titubeiam diante dos primeiros choques de realidade. A maioria lança-se semiconsciente ao mar, torcendo para que uma corrente amiga a leve a um porto seguro.
A escolha profissional é um caso típico de tomada de decisão na ausência de informações. Quem sou eu? Quais são meus potenciais? O que quero da vida? São perguntas básicas, mas difíceis de responder aos 17 anos. A outra ponta não é mais simples. Como estará o mercado de trabalho daqui a quatro ou cinco anos? Quais serão as melhores profissões do futuro? O que me trará satisfação? O que me garantirá uma vida confortável?
E, não bastassem as dificuldades naturais, as paixões e as ansiedades envolvidas, as decisões são tomadas em um teatro de consumo, no qual escolas secundárias competem pelas maiores taxas de sucesso no vestibular, cursinhos vendem seus serviços e as novas instituições de ensino tentam atrair recrutas para suas “propostas diferenciadas”.
Não é incomum muitos jovens iniciarem cursos superiores, os interromperem pouco depois e tentarem outros caminhos. Há também aqueles fiéis à escolha original que, mesmo frustrados, terminam o curso e seguem a padecer pela vida profissional afora. O custo da escolha malfeita é alto para os jovens, seus pais e a sociedade. Mais sábios seriam, na opinião de alguns, os nossos pares do Hemisfério Norte, que oferecem aos seus universitários a oportunidade de inícios com conteúdos mais genéricos e consequente adiamento das decisões profissionais para momentos de maior maturidade e lucidez.
Fonte: Carta Capital

Para PT, desconstrução de Marina ajudou a reverter tendência, POR GERSON CAMAROTTI

Houve uma discreta comemoração agora à noite entre integrantes da campanha de Dilma Rousseff em razão do resultado da pesquisa Datafolha. Apesar da pequena oscilação, em que Dilma variou um ponto, de 35% para 36%, e Marina Silva, do PSB, passou de 34% para 33%, petistas ficaram aliviados com os números.

Inicialmente, havia o temor de que o noticiário sobre a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa pudesse impactar imediatamente a campanha de Dilma. Pelo menos por enquanto, observou um coordenador da campanha, esse assunto não contaminou Dilma. Ainda há preocupação com o efeito das denúncias de Costa, quando for divulgado o conteúdo da delação.
Para petistas, o que funcionou nos últimos dias foi a campanha de desconstrução de Marina Silva. O partido avalia que deram resultados a comparação da candidata do PSB ao ex-presidente Fernando Collor; os ataques à proposta de autonomia do Banco Central; e a propaganda de que Marina seria contra o pré-sal.
“Foi essa artilharia que reverteu a tendência de crescimento de Marina”, reconheceu um petista com assento na campanha de Dilma.
Por isso, a ordem é intensificar nas próximas semanas a estratégia para desqualificar a candidatura de Marina e o seu discurso. Para o PT, é importante aproveitar esse primeiro turno, em que Dilma tem mais de 11 minutos de propaganda na televisão, contra apenas 2 minutos de Marina.
“Este é o momento para tentar conseguir abrir uma vantagem de 10 pontos em relação a Marina. Essa margem dará conforto para enfrentar num segundo turno, onde a situação será igual e as duas terão exatos 10 minutos no tempo de televisão”, observou esse petista.
Para coordenadores da campanha de Marina, o tempo de televisão de Dilma neutraliza qualquer chance de reação neste momento aos ataques do PT.“Marina ter conseguido manter um empate com Dilma já foi uma vitória. O PT não tem vergonha de manipular informações nos comerciais de televisão. E não temos como rebater”, observou um interlocutor da ex-senadora. 

Ceará é o nono em número de matrículas no ensino superior


O Ceará foi o nono colocado do Brasil em número de alunos no ensino superior presencial no ano de 2013. Ao todo, foram 202.079 matrículas em todo o Estado. Os dados foram apresentados na tarde desta terça, 9, no Censo do Ensino Superior, e divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

"Diferente da tendência nacional, que teve redução no número geral de matrículas, considerando presencial e à distância, o Ceará saltou de 182.938 alunos em 2012 para 202.079 em 2013", aponta o titular do Ministério da Educação, Henrique Paim, na coletiva que apresentou os dados na tarde desta quarta, 9.

Dentre os estados brasileiros, seis têm mais alunos matriculados em instituições públicas do que em instituições privadas. Em São Paulo há mais de cinco alunos na rede privada para cada aluno na rede pública. Na relação de matrículas privada/pública, o Ceará atingiu índice de 1,81. Os estados com menores números foram Paraíba (0,78), Santa Catarina (0,79), Pará (0,80), Roraima (0,86) e Tocantins (0,93).

Na Região Nordeste, em 2013, 40,7% dos professores com mestrado, 29,7% com especialização e 29,6% com doutorado.

Fonte: O Povo Online

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Candidatos, pedintes e profetas, por ROBERTO DaMATTA

O momento pré-eleitoral expõe uma inversão carnavalesca. Um igualitarismo e uma descentralização somente admitidos nos eventos liminares desregrados ou orgiásticos quando Apolo, o controlador dos acontecimentos, cede o palco a Dionísio, o revelador.
De saída, vale mencionar a mudança dos poderosos que — bem vestidos e protegidos, os que sabem tudo sobre o Brasil — transformam-se em profetas e pedintes. É com o coração na mão que nós os vemos fantasiados de gente simples, ouvindo eleitores em locais insalubres e perigosos. Em botequins baratos, a comer pastéis ou traçando com indisfarçável falta de jeito um bandejão.
Essa saída dos palácios e partidos (com seus protocolos protetores) para mergulhar nos braços do populacho é dramática, mas é a prova de que alguns desses profetas amam esse “povo” de coração. Quanto mais não seja por mero reconhecimento, porque é dele que vivem, enriquecem, fazem suas revoluções e morrem e é para ele que profetizam.
São poucas as promessas que fecham com a realidade, mas, como em política “vale tudo”, todos tentam convencer que há um mundo novo a nascer de suas mãos.
De recebedores ricos, tornam-se modestos passistas. Visam acima de tudo aos votos dos desvalidos e, como não trabalham, focam, fascinados, o “trabalhador”. O fato, porém, é que, uma vez vitoriosos e “arrumados”, esses profetas da mudança, da honestidade e da revolução tornam-se “políticos” e viram amigos dos seus inimigos e compadres e comparsas dos seus exploradores, de modo que tudo muda, menos a “política” cuja promessa era justamente mudar.
Vindo de cima ou de baixo, nenhum eleito recusa o palácio, as mordomias e os milhares de cargos que pode preencher nomeando por mérito ou — e essa é uma complicação — simpatia, aparelhamento, parentesco ou no roubo puro e simples em nome do partido.
É tocante.
Havia um desses candidatos que, após visitar os morros, sentia-se “sujo”. Tal como um brâmane — esse ser que habita todos os “superiores” deste nosso Brasil da desigualdade — era somente após um banho que ele ficava à vontade com seus partidários e amigos. Mas muitos, advirto, sentem-se realmente à vontade ao lado do povo pobre, embora o cargo que desejam, com suas incríveis vantagens financeiras e a sua roupagem aristocrática (as “mordomias”) venha contraditoriamente tirá-lo da esfera dos desvalidos.
Não quero estigmatizar os candidatos que surgem na minha televisão como um patético álbum de figuras dignas de um Lombroso no pior método de propaganda eleitoral do planeta pago com dinheiro público. Desejo apenas acentuar essa carnavalização da autoridade obrigada a confrontar-se pessoalmente com a sua obra: a rua esburacada, o esgoto a céu aberto, o mar e os rios emporcalhados, a miséria chocante dos que lhes pagam um grandioso estilo de vida. De todos os idiotas que, de tempo em tempo, retornam ao ato eleitoral tendo como motivo um fio de esperança ao lado das grossas algemas das profecias. E dos últimos escândalos...
Exatamente como num desfile carnavalesco no qual os pobres surgem magicamente fantasiados de felicidade, a fase pré-eleitoral faz o arrogante virar humilde; o insincero tornar-se um marco de honestidade e — pasmemos todos! — os que jamais fizeram coisa alguma a prometer uma enorme competência num novo governo ou num governo novo!
Não deve ser fácil pedir para quem mandava. A competição faz surgir uma dimensão esquecida do papel de administrador público — aquele que depende do seu lado lamentavelmente apagado: o eleitor. O homem comum que não tem puxa-sacos e mordomias. Que mal educa os filhos; que teme a violência e enfrenta todas as filas. Inclusive a do voto.
Trata-se de uma reviravolta dramática porque surge numa moldura de temível igualdade e numa indeterminação competitiva que amedronta. Na eleição, todos dependem de uma conjuntura imprevista que corrói fachadas. Ademais, como competir num país que, mesmo adotando a democracia, ainda chama de “bate-boca” e toma como agressividade discordâncias legítimas?
Seria o medo do retorno do nosso velho companheiro? O famoso autoritarismo risonho, doce e feito sob medida para o povo e de quem discorda e ao qual critica? Esse neofascismo que permitiria permanecer décadas no poder porque somente assim o Brasil pode mesmo ser arrumado, cuidado e consertado?
A ausência de valores e a política como um campo no qual os fins justificam brutal e abertamente os meios, inventa um tempo patético e arriscado. A palavra final não está mais com o governante, mas com o eleitor. Com a opinião pública que o neofascismo nacional sempre odiou, porque ela cria novos fatos para quem, no poder, pensa que não está sujeito a nenhuma circunstância.
Subitamente, vejam que enrascada, a democracia no seu implacável trabalho de igualar, desequilibrar e limitar, mostra que o papel que ocupávamos não é nosso, mas pertence a esse povão que governamos e que aceita e acredita em (quase) tudo.

Roberto DaMatta é antropólogo



Senac traz para Sobral o montanhista Rosier Alexandre para ministrar palestra motivacional‏

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Ceará (Senac/CE) traz a SobralRosier Alexandre, o primeiro montanhista do Norte e Nordeste a escalar o Aconcágua,  para ministrar a palestra “Eu Posso Mudar o Mundo.

A iniciativa faz parte do Projeto da Instituição titulado “Formando para o Mundo do Trabalho”, e será realizada ainda nas cidades de Quixeramobim, Iguatu, Cariri, Itapipoca, Aquiraz e Fortaleza. A palestra ocorre no próximo dia 25, às 19 horas, no auditório Educar Sesc, na rua Dom Lourenço, 855, Campo dos Velhos (atrás do Clube do Sesc, antiga Cofeco).


O ciclo de palestra é destinado a alunos do Senac, estudantes em geral e empresários regionais. As inscrições são gratuitas e podem ser efetivadas pelo sitehttp://www.ce.senac.br/mundo_do_trabalho/

Banda larga é maior desafio da infraestrutura no país, diz Dilma

banner_eleições

A presidenta da República e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, disse hoje (9) que a expansão da banda larga é o maior desafio de infraestrutura no país. Segundo ela, a universalização da rede, no entanto, só deverá ocorrer se houver investimento de dinheiro público.
“Eu acredito que esse seja o maior desafio de infraestrutura que nós temos. E quero dizer que não acredito que ele possa ser feito sem dinheiro público. Dinheiro público que eu falo são duas coisas: Orçamento Geral da União, e financiamento subsidiado. Sem esses dois elementos não sai banda larga”, disse Dilma, antes de encontro com representantes de associações e entidades responsáveis pela campanha Banda Larga é um Direito Seu!
A candidata destacou, no entanto, que a expansão da rede de banda larga depende também do setor privado, mas que ele deverá estar sujeito às metas estipuladas pelo Poder Público. Ela sugeriu que a universalização seja baseada na legislação.
“Nós temos de fazer um grande esforço, esse é um esforço que vai contar muito com a participação do setor privado”, disse.
“A universalização é lei, lei para mim é pública, é obrigado a fazer e ponto. Se não fizer com meta clara, o prazo é tal, tem de dar tal velocidade, que não é só falar que chegou na sua casa, eu quero saber qual é a velocidade, qual é a capacidade, e como está sendo feita a conexão”, disse.
Questionada sobre mudanças em sua gestão, caso seja reeleita, Dilma disse que “todo governo novo terá uma equipe nova”, mas não adiantou o perfil dos novos membros. Ela ressaltou, no entanto, que o ponto fundamental de visão de seu governo não será alterado.
“Ele tem característica de cláusula pétrea. Nós temos um compromisso. Garantir que o Brasil tenha inclusão social, redução da desigualdade, mais emprego com desenvolvimento. E, ao mesmo tempo, seja um Brasil moderno, produtivo, competitivo. Agora, que ele seja inclusivo”, disse.
Ela disse também que, caso reeleita, deverá enfrentar condições bastante diversas daquelas que encontrou no primeiro mandato. “Eu tenho certeza que o segundo mandato, se porventura eu for eleita, terá condições conjunturais completamente diversas. Porque eu espero que a economia internacional se recupere, não acho que ela vá continuar andando de lado como está fazendo” disse.
A candidata ressaltou ainda que, mesmo com a crise, o país conseguiu investir e que não vê como objetivo imediato o pagamento da dívida pública.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

A prisão sem defesa prévia é a causa da violência, não a sua solução, por ESTEVAM SERRANO

Nesta ultima sexta feira 5 a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) lançou em São Paulo um importantíssimo relatório Sobre o uso da Prisão Provisória nas Américas. O relatório aponta o Brasil como o segundo país nas Américas que mais aprisiona, com 550 mil prisioneiros, atrás apenas dos Estados Unidos.
Tal dado demonstra que, ao contrário do que pensa o senso comum, prende-se muito no Brasil e, diga-se, prende-se muito mal.
A imensa maioria dos encarcerados o são por delitos de baixa periculosidade social, como furtos, roubo sem violência física e trafico de pequenas quantidades de drogas. Gente que não deveria estar presa aprendendo como cometer crimes graves
Mas o que comentaremos hoje é o dado principal do relatório, que diz respeito ao índice de 40% de nossa população carcerária presa cautelarmente, ou seja: presa sem ainda ter se defendido.
Não é necessário dizer que essa população aprisionada é pobre, todos sabem deste fato.
Prender alguém sem direito prévio à defesa já é em si um atentado contra a condição humana da pessoa. Banalizar esse tipo de prisão como ocorre no Brasil, além de totalmente incivilizado, é uma evidente pratica própria de um Estado de Exceção permanente que persegue e encarcera nossa população pobre, suspendendo cotidianamente seus direitos fundamentais mínimos como seres humanos e cidadãos.
A prisão provisória ou cautelar virou a resposta do Estado brasileiro ao medo da violência urbana e ao lançamento injusto e ideológico da responsabilidade por esse grave problema público na conta dos pobres.
Nossas elites têm no pobre a figura do bandido, do inimigo a ser combatido a qualquer custo e sem limites suspendendo sua condição humana no plano jurídico, subtraindo-lhe qualquer forma de proteção jurídica ou política mínima, assim como seus direitos à vida, à integridade física e à liberdade.
A população aprisionada sem direito de defesa não tem nesse fato apenas uma suspensão do seu devido direito a liberdade. Ninguém desconhece que, nas condições  desumanas do cárcere no Brasil, a possibilidade de sobreviver fora da cela é imensamente maior que dentro dela.
Agressões à integridade física e à vida são cotidianas em prisões onde o Estado só controla o encarceramento dos muros para fora, deixando a real gestão interna da vida dos aprisionados para o crime organizado.
A compreensão da violência urbana com uma visão punitiva, desinformada e irracional como resposta pura e bruta ao ódio devotado aos “bandidos inimigos” pela população incluída só alimenta a máquina social da violência. O crime organizado nasceu e sobrevive nas prisões e é lá que ensina a prática da violência criminosa a pequenos furtadores e supostos traficantes, a maioria presa sem ter se defendido.
O cárcere brasileiro se transformou no grande berçário da violência. A vocação de nossas organizações políticas e midiáticas em agradar hipocritamente, aderindo ao senso comum punitivista de nossa população, sem procurar convencê-la a racionalizar o debate público, é, sem duvida, um dos maiores fatores que estimula e constrói o ambiente para o vicejar da violência como pratica cotidiana.
Temos cerca de 550 mil presos e mais quase a mesma quantia de ordens de prisão ainda não cumpridas. Não há dinheiro público nem haverá que possibilite qualquer forma de controle estatal adequado sobre a vida prisional dessa população. O cárcere que deveria abrigar apenas prisioneiros condenados por crimes violentos se banaliza como remédio para qualquer delito menor, ampliando mais o problema do que qualquer possibilidade de resolvê-lo ou mitigá-lo.
A prática de prender sem direito prévio à defesa pessoas pobres – e no mais das vezes praticantes de crimes pouco graves mais do que uma ausência de civilidade e respeito à condição humana - é uma profunda insensatez praticada cotidianamente por nossas autoridades judiciárias.
A maioria dessa população deve ser libertada imediatamente como forma, ao menos, de se diminuir o caos e afinar o caldo de violência que vivemos.
 Fonte: Carta Capital

Vote no futuro, Por FREI BETO


 Nas eleições deste ano, avalia o teu município, o teu estado, a tua nação. O que necessita nosso povo? O que macula nossos direitos de cidadania? Quais as causas do desemprego, da fome, da miséria, da violência e das drogas? Por que quase metade das crianças que chegam à quarta série é analfabeta? Por que o peso dos impostos, a falta de moradia e saneamento, de saúde e educação? Quem elege os políticos corruptos?

Seja o teu voto, não a expressão de tuas ambições individuais, de tua amizade com o candidato, de tua simpatia, e sim da compaixão aos mais pobres, de tua fome de justiça, de teu senso cívico, de teu respeito pelos direitos humanos, de teu projeto de Brasil soberano, independente, livre de discriminações e injustiças.

Nas eleições deste ano, não cometas o erro de dar teu voto a quem defendeu a ditadura, meteu a mão no dinheiro público e jamais beneficiou os que labutam arduamente pela sobrevivência. Nem aos pusilânimes, aos arrivistas, aos alpinistas sociais, aos que têm a cara limpa e a ficha suja, e aos que multiplicam seu patrimônio familiar à custa do poder público. Vota com sabedoria e coragem, e empenha-te pela vitória de teus candidatos.

Nas eleições deste ano, indaga como e em quem votarão as pessoas que admiras. Pergunta a ti mesmo quem são os candidatos preferidos por aqueles que julgas exemplo de ética, de transparência cívica, de dedicação aos interesses da coletividade, de exercício do poder como serviço preferencial aos excluídos.

A depender de teu voto, pode ser que, na data da próxima eleição, o Brasil esteja ainda mais endividado, aviltado, conflitado e colonizado. Mas pode ser que se alargue o espaço democrático, robusteça-se a cidadania, ampliem-se a participação popular e o controle da sociedade sobre o poder público.

Nas eleições deste ano, se for nulo o teu voto, nula serão também as tuas queixas e estarás condenado à amargura cívica. À margem do processo político, teu protesto inócuo haverá de favorecer aqueles que merecem ser banidos da vida política. À tua omissão eleitoral agradecerão os que se locupletam com recursos públicos e promovem tráfico de influências, nepotismo e maracutaias. Como dizia Platão, quem tem nojo de política é governado por quem não tem. E tudo que os maus políticos querem é que tenhamos bastante nojo, para ficarem a sós se chafurdando na corrupção às nossas custas.

Contudo, se votares nas reformas que o Brasil tanto necessita, como a agrária, a política, e a melhoria da saúde, da educação, do transporte coletivo, da segurança, e na conquista do desenvolvimento sustentável, com plena soberania nacional, não serão os eleitos que te agradecerão, e sim teus filhos e as gerações vindouras, pois estarás votando por elas e nelas.

Indecisos nas eleições de 2014, por YVONNE MAGGIE



Entrei no táxi e imediatamente o motorista começou a puxar um longo papo sobre política. Fui dando corda. De repente ele falou: “Eu não acredito nessas pesquisas. Nunca fui perguntado sobre nada. Vivo nessa cidade há 53 anos e eles nunca me acharam? Não, tem truta aí!”. Tentei argumentar, mas não adiantou. Ele estava firme na sua posição. E eu que pensava que os brasileiros aceitavam estatísticas como se acredita em uma verdade divina, revelada! Depois dessa conversa fiquei pensando que talvez não seja assim. 
indecisos
Pois bem, no último sábado abri a página do G1para saber das notícias – e, confesso, para ler os comentários ao meu post no blog A Vida como Ela Parece Ser – e me deparei com uma matéria muito interessante. Nada de estatística. Não há gráficos e muito menos tabelas. Apenas um levantamentocom algumas pessoas que se dizem indecisas quanto à escolha do candidato à presidência da república. Para confirmar a veracidade das respostas dos eleitores indecisos, cada entrevistado foi fotografado. 
Os repórteres selecionaram os temas – educação, saúde, transporte e segurança vêm em primeiro lugar nas preocupações desses eleitores. Isso em si mesmo já é um dado relevante. Nem sempre os problemas foram tão claros e bem definidos como estão sendo hoje em dia. E as manifestações de junho de 2013 mostraram isso.
O que mais me chamou a atenção na pesquisa, estilo antropológica, na qual o entrevistado aparece com nome, profissão, local de moradia e rosto, foi o fato de muitos dizerem aquilo que nós sabemos ser verdade. Os candidatos prometem, mas não cumprem. 
Vejam  a afirmação de uma auxiliar de cozinha de 24 anos:
"Eu estou descrente da política. O que a gente vê são promessas, promessas, promessas e nada sendo cumprido. É difícil escolher um candidato porque a gente não acredita que algum vá colocar em prática o que promete."
Impressiona também o fato de muitos, ao contrário da auxiliar de cozinha, não terem perdido totalmente a esperança de encontrar algum candidato que tenha propostas coerentes, como se pode ver pela resposta de uma dona de casa de 69 anos:
"Nenhum candidato apresentou boas propostas para a educação e saúde que me convencesse. Se não aparecer eu só vou justificar."
Finalmente, o mais alarmante mesmo é o fato de muitas pessoas dizerem o que uma amiga afirmou no Facebook:
"São Gonçalo, como sempre, só é lembrada na época das eleições dada a quantidade de eleitores que há na minha cidade. No entanto, fora do período eleitoral ninguém intervém ou faz algo. Há coisas que nunca mudam. De quatro em quatro anos parece que apertam o 'repeat'. Triste!"
Muitos falaram da mesmice, da repetição de promessas e da falta de propostas concretas. 
Vitor Nunes Leal, um dos mais importantes cientistas políticos do século XX no Brasil, autor do clássico "Coronelismo, exata e voto", certamente gostaria de ter visto essa enquete. O voto de cabresto e o coronelismo, tão esmiuçados no seu belíssimo livro, esvoaçaram-se na poeira do tempo? Os eleitores entrevistados, velhos ou novos, homens ou mulheres, pobres ou remediados não aceitam mais promessas e aprenderam que política se faz com o voto consciente, livre e independente e por isso estão indecisos? 
Vale a pena ler a matéria. O motorista de táxi descrente poderá se identificar com algum dos pesquisados, pois mostraram, ao se deixarem fotografar, que realmente foram ouvidos. Não são apenas números, são pessoas de carne e osso. 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

É HORA DE SER FELIZ...

Os caminhos da vida sempre nos apresentam desafios. Muitas vezes encarar a realidade do cotidiano nos causa temor. Todavia, imagine vocês se vivêssemos sempre diante do previsível, sabendo que tudo correria bem. Isso pode parecer genial, mas por outro lado furtaria da nossa existência o inusitado, a surpresa às vezes festiva, outras vezes dolorosa.
Uma vida sem batalha, sem a superação da adversidade, tornar-se-ia amorfa, insípida e medíocre. O homem nasceu para o enfrentamento, para singrar procelas em mares em meio a tempestades. Ao superá-las, sentirá o sabor da vitória. E se a vitória não chega, pelo menos a certeza de ter tentado já será um apanágio para nossa alma.
A busca pela felicidade não aceita o conformismo, muito menos a letargia nem a inércia covarde. É feliz quem encara a vida com um olhar de possibilidades, mesmo diante das tragédias que muitas vezes nos abatem e tentam a todo custo destruir nossa capacidade de resistência. Mas uma coisa tenham certeza: Somos bem maiores do que os nossos problemas, bem maiores que as nossas dores. Nascemos  para chegar ao pódio. E por que muitos não chegam? Não chegam porque se permitem uma vida abastecida pelo pessimismo, pelo comodismo. Esquecem-se de que a vitória exige sempre andar um metro a mais, ir além. 
É preciso ter a crença de que sempre podemos fazer diferente e melhor. Alimentar-se da certeza de  que a nossa trajetória, única e singular, nos concita a construir uma história de vida edificada pela nobreza de espírito, por um sentimento cristão de partilha e por um comportamento profissional ético. Nascemos e somos safras de um Deus misericordioso que nos proporciona a liberdade das escolhas para que tenhamos uma vida plenamente abundante de realizações. Para isto é necessário ir à luta com garra, determinação e força. Não nos falta inspiração, muito menos não nos deverá faltar coragem. Olhe para frente, há um horizonte à sua espera. Abra as cortinas, as janelas da sua existência e contemple o sol lá fora. Ainda há tempo para você escrever uma história de vida diferente. O que está esperando? Avante!

SUCESSO DEPENDE DE ATITUDE

Muitas vezes na vida profissional  nos permitimos atingir a zona de conforto. Imaginamos que aquilo que sabemos é garantia de emprego para toda a vida. Ledo engano! O profissional que quer permanecer na crista do mercado de trabalho tem que estar sempre e permanentemente estudando e inovando. O mundo é dinâmico e exige de cada um de nós uma visão sempre dinâmica e diferenciada. Por isso, estar atento a tudo que acontece, ler sobre as mais diferentes áreas, almejar sempre novos projetos, são receitas que garantirão vida longa ao profissional.
Pense nisso! E o mais importante: Seja uma pessoa que tem atitude, isto é, não espere que o seu patrão diga o que tem de ser feito, proponha você mesmo e, quando surgir um problema, venha logo com a solução.

Pronatec oferece 40 mil vagas no Estado do Ceará

O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) anunciou, na última sexta-feira (10), a quantidade total de vagas destinadas ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) no País.

O Ceará é o quinto Estado com o maior número de vagas. Serão disponibilizadas 40.813 para 165 municípios, sendo Fortaleza, com 5.272 vagas, e Crato, com 3.778, as cidades mais beneficiadas neste processo.

Em 2013, os cursos do Pronatec receberam 830 mil matrículas em todo o País e, neste ano, a meta é qualificar um total de 1,3 milhão de pessoas.

O Pronatec é um programa do governo federal, criado em 2011, que tem por objetivo aumentar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica. Os alunos recebem apostilas, uniforme e ajuda de custo para transporte e alimentação.

Para participar, é necessário estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e se inscrever no Programa. As inscrições são realizadas pelas prefeituras, nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) ou em outros equipamentos da assistência social.

Mar de lama ameaça a Petrobras, por Ricardo Noblat


A exemplo de Lula no caso do mensalão em 2005, quando Dilma dirá que foi traída e pedirá desculpas aos brasileiros pelo escândalo do mar de lama que entope os dutos da Petrobras, ameaçando tragar a maior empresa do continente?
No mínimo, é o que se espera dela, ex-ministra das Minas e Energia, ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobras, e presidente da República em final de mandato.
Digamos que Dilma compete com Lula para ver quem foi mais feito de bobo por seus subordinados.
A auxiliar de mais largo prestígio nos oito anos de Lula no poder, a presidente eleita sem jamais ter sido, sequer, síndica de prédio, Dilma foi surpreendida, assim como o seu mentor, pelo escândalo do mensalão – o pagamento de propina a deputados federais para que votassem conforme a vontade do governo.
Foi surpreendida de novo quando chefiou a Casa Civil da presidência da República e ficou sabendo que um dos seus funcionários confeccionara um dossiê sobre o uso de cartões corporativos pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher, dona Ruth.
Dilma pediu desculpas ao casal. O autor do dossiê conseguiu manter-se na órbita do serviço público.
Outra vez, Dilma foi surpreendida pela suspeita de malfeitos praticados por Erenice Guerra, seu braço direito na Casa Civil e, mais tarde, sucessora no comando do ministério.
Na ocasião, Dilma estava em campanha pela vaga de Lula. Para evitar danos à sua candidatura, Erenice pediu demissão. Dali a dois anos, a Justiça a inocentou por falta de provas de que roubara e deixara roubar.
Quase ao término do seu primeiro ano de governo, batizada por assessores de “a faxineira ética”, Dilma degolou seis ministros de Estado. Pesaram contra eles acusações de corrupção publicadas pela imprensa.
De lá para cá, ministérios e cargos públicos foram entregues por Dilma aos ex-ministros degolados ou a grupos políticos ligados a eles. A “faxineira ética” baixou à sepultura.
Por ora, Dilma está atônita e se recusa a falar sobre o mais novo escândalo que bate à sua porta.
Paulo Roberto Costa, chamado de Paulinho por Lula, preso em março último pela Polícia Federal como um dos cérebros da quadrilha acusada de roubar a Petrobras, começou a contar o que sabe – ou o que diz saber. Em troca, quer o perdão judicial para não ter que amargar até 50 anos de cadeia.
Dilma sabe muito bem quem é Paulinho, nomeado por Lula em 2004 para a diretoria de Abastecimento da Petrobras. Saiu dali só em 2012.
No período, compartilharam decisões, algumas delas, responsáveis por prejuízos bilionários causados à Petrobras.
Dilma mandou diretamente na empresa enquanto foi ministra das Minas e Energia e chefe da Casa Civil. Manda, hoje, via o ministro Edison Lobão, das Minas e Energia.
Lobão foi citado por Paulinho como um dos políticos integrantes da mais nova e “sofisticada organização criminosa” da praça, juntamente com mais seis senadores, 25 deputados federais e três ex-governadores.
A organização superfaturava licitações da Petrobras e desviava dinheiro para um caixa que financiava campanhas de políticos da base de apoio ao governo. Por suposto, nem Lula nem Dilma sabiam disso.
O que é mais notável: entra campanha e sai campanha da Era PT, e os adversários do governo são acusados por Lula e Dilma de se valerem da Petrobras como arma política.
Pois bem, debaixo do nariz deles, camaradas deles usaram a Petrobras como arma para enriquecer. 

Dilma e Lula - Foto Michel Filho /Agência O Globo