quinta-feira, 30 de março de 2017

DESEMBARGADOR PAULO ALBUQUERQUE DEFENDE TESE DE MESTRADO



O Desembargador Paulo Albuquerque defendeu na manhã de hoje (30/03), na Universidade de Fortaleza - UNIFOR, sua tese de mestrado intitulada "Usucapião Administrativa Extrajudicial - Inaplicabilidade dos arts. 1071 do Novo CPC e 216-A da Lei dos Registros Públicos." O tema versa, ainda, sobre a desjudicialização, no Brasil, com o incremento das normas, além de descrever os fenômenos da mediação e gestão de conflitos no âmbito administrativo.

Aprovado com louvor pela banca examinadora, o  ilustre massapeense desta forma concluiu, com esmero, o Mestrado em Direito e Gestão de Conflitos, pela Universidade de Fortaleza -UNIFOR, em convênio com a Universidade Columbia de New York - EUA. 

Paulo Albuquerque é exemplo de determinação e persistência. Sua atuação no Tribunal de Justiça é destaque entre seus pares. Massapê se orgulha deste eminente filho!!! Parabéns "

E já disse qual será o próximo projeto: DOUTORADO!!!

Destaco agora o belíssimo depoimento do Dr. Assis Filipe Albuquerque( foto acima), cirurgião buco-maxilo-facial e doutorando pela UFC, filho do Desembargador Paulo Albuquerque: 


"E quem disse que existe uma idade certa para ir atrás dos seus objetivos???
Muito feliz em poder ver meu pai defendendo o seu mestrado em pelos 57 anos, é então que eu vejo que com perseverança, dedicação, empenho e humildade que são preceitos básicos da vida, tudo é possível. E que mesmo já tendo caminhado um pouco na minha vida... ainda tenho muito a buscar, mais e mais a cada dia...!!!
O senhor é um exemplo pessoal e profissional para mim, e fico feliz de ter sido também de certa forma um estímulo para o senhor buscar a área acadêmica." (Assis Filipe)

segunda-feira, 27 de março de 2017

Por que Deus assusta os intelectuais?

Muitas vezes quando falamos de Deus para intelectuais eles reagem com absoluta indiferença. Sempre nos vem uma questão ao longo da história: Por que tantos pensadores se opuseram a existência de Deus? Exatamente porque confundiram o "deus" criado pelos homens com o "Deus" que criou os homens. O "deus" criado pelos homens é um justiceiro implacável e vingativo. O Deus que criou os homens é misericordioso e se confunde com a próprio justiça e com o amor.

Na verdade, foram as práticas nefastas de algumas religiões (criadas pelos homens), com seu fundamentalismo arraigado, que causaram repugnância no meio dos grandes pensadores. O erro deles foi não saberem separar "Deus" das religiões. Como fruto dessa falsa percepção preferiram ignorar a existência desse Ser superior.

Minha crença em Deus não se prende a um mero formalismo involuntário. Tive, como diz São João da Cruz, minhas noites escuras de profundas inquietações. Tergiversei bastante e fui um dia levado pela descrença. Porém, os anos me mostraram um Deus diferente presente na natureza, nos gestos solidários, no riso de uma criança e até nas dores da perda.

Lembro-me quando vi pela primeira vez meu filho primogênito sendo gerado, ainda com um mês de concepção: Na ultrassonografia só se avistava e ouvia um coração batendo, pugnando pela vida. Ah! como era extraordinária aquela cena! Agora depois de quase oito anos de nascimento o vejo belo e radiante. É impossível não acreditar em Deus!

sexta-feira, 17 de março de 2017

O Equilíbrio é uma virtude!!!

Tenho sempre dito que o sofrimento, na vida das pessoas, é algo inevitável. Vez por outra ele vai bater na nossa porta. Mas uma coisa é certa: Não podemos evitá-lo, todavia sua magnitude será bem menor na proporção que estivermos preparados para enfrentá-lo.
Para isto é preciso lembrar-se do ensino bíblico do Mestre dos Mestres que nos propugnava a construir nossa casa sobre a rocha. Parafraseando tão divino ensinamento, estendemos essa assertiva a um propósito de edificação das nossas vidas sobre a rocha. Isso diz respeito aos nossos relacionamentos em família, no trabalho, na experiência com os amigos.
Já dizia há pouco que o equilíbrio é fundamental para o nosso sucesso. Quando somos vítimas de nossos desejos, cometemos as piores loucuras. Compramos o que não podemos, agimos irracionalmente, destruímos a nossa reputação. Tudo muitas vezes em virtude de um prazer momentâneo e fugaz.
Quantos homens passaram anos e anos construindo uma biografia e a viram cair por terra em razão de um deslize de conduta, de uma atitude impensada. Infelizmente nosso lado animal muitas vezes sucumbe a nossa racionalidade. Naquele instante nos tornamos reféns de desejos irracionais, culminando na prática de ações desorientadas e prejudiciais às nossas vidas. Por isso, é preciso estarmos em alerta, olhando para o horizonte e tendo a consciência que a felicidade verdadeira não está em dar vazão aos nossos ímpetos imediatos e irracionais, mas se constitui na verdade em cultivar os princípios que são para nós mais valiosos: dignidade, honra, respeito.
Sabemos que os apelos do mundo são fortes. Se não soubermos conter nossas atitudes, atiramo-nos num calabouço sem volta. Mais tarde só restará a dor e o arrependimento.
Por essa razão, rogamos a Deus a força de saber dizer não a tudo que nos distancia dos nossos propósitos mais nobres. Não é uma tarefa fácil! É um exercício permanente e constante de renúncia. Estejamos vigilantes.

quinta-feira, 2 de março de 2017

REFLEXÃO PARA QUARESMA....

Quando tratamos da fé, muitas vezes ficamos intimidados de dizer a alguém que acreditamos em um Ser Superior. Parece que tal afirmação tem  um sentido  pejorativo, antiquado e medievalesco.
Ao longo do tempo, com o humanismo, o iluminismo e o existencialismo, o homem pretendeu ser e dar respostas a tudo. O conhecimento científico tornar-se-ia a redenção do mundo. A partir dele sairíamos das trevas para a luz. Não haveria mais perguntas sem respostas. O homem passou a ser a medida de todas as coisas.
Não havia mais  necessidade das religiões, muito menos de um Deus, com um código de condutas. Liberdade total era a palavra de ordem! A ciência curaria as doenças  e homem  teria felicidade plena, principalmente porque quebraria as amarras  que o prendiam às entidades transcendentes.
Nesse contexto, intelectualidade rimava com racionalismo, ateísmo, negativização do transcendente. Imagine alguém versado nas ciências, dotado de raciocínio lógico, acreditar em Deus? Absurdo!diziam os letrados. Afinal, para eles, a religião era o ópio do povo.
Passaram-se os anos, séculos e as perguntas continuam sem respostas. Cada vez mais assistimos ao desmoronamento moral de nossas instituições. Homens  matam com ações primitivas, dantescas e animalescas. Perdeu-se o sentido da fraternidade. Expressar amor é romântico, porém ultrapassado. Agora é o tempo das máquinas, da frenesi, da velocidade. Não há mais hora para “bobagens”: contemplar a natureza?? Só se estiver desempregado ou louco. O que expressam as flores? Nada. São apenas junções de partículas vegetais, sem raciocínio. Não há mais espaço para futilidades. Lá fora o tempo exige de nós uma incessante busca: Dinheiro, Poder, Promoção. E as doenças??? Vixe, havíamos esquecido. As doenças continuam existindo. Matam aos montes. E agora uma tal de depressão está atingindo crianças de todas as idades. E os pais??? Cadê o tempo para cuidar dos filhos??? Pára com isso! afinal criamos a babá-eletrônica. Ela toma conta dessa tarefa.
E a felicidade? Precisa-se de felicidade? O que é felicidade? Não temos tempo para essas divagações. Isso é coisa para filósofo, para nefelibato. Somos homens modernos. Não devemos nos permitir invadir-se de emoções. Aquele lá  cometeu um suicídio? Foi mesmo. Ah! Isso foi pura fraqueza dele! Não havia motivos. Espera aí que minha esposa está ao telefone! Só pode ser bronca lá de casa! Meu filho está na delegacia??? Como??? Drogas? Ele usa, eu não sabia??? Resolve por aí que eu estou sem tempo agora, mais tarde conversamos!
Esse o retrato do mundo concebido pelos grandes intelectuais que se deixaram arrastar pelo oceano da relativização. Tudo para a ciência! Tudo para o mercado! Nada para Deus! Enquanto isso a humanidade marcha desordenada, desequilibrada e desorientada. A Civilização está em ruína. Criamos leis para se fazer respeitar. Não entendemos, entretanto, que as leis, pelo seu caráter de coercibilidade, são um atestado de incompetência do Estado diante da sua incapacidade de fazer com que homens e mulheres vivam harmônica e respeitosamente em sociedade.
Mal sabemos que uma visão racionalista extremada arranca de nós a sensibilidade para conhecer a Deus. Principalmente, sua misericórdia, seu amor. Não devemos, todavia, enxergá-lo como um justiceiro implacável, um Criador  que adora maltratar suas criaturas. Muito menos  concebê-lo como uma muleta para amparar nossas dores, nossas doenças, nossos medos. Deus é bem mais e maior porque é absoluto, infinito. Para Ele devemos viver pelo ideal de justiça: Não apropriar-se do que a alheio. Ganhar a vida com o suor do rosto. Amar ao próximo e cultivar a grandeza de ser bom.
Mais importante ainda: Enxergar no outro a extensão de nós mesmos. Se magoares o outro, estarás magoando a si mesmo; se praticares o mal a alguém, foi para ti mesmo que o praticou. Afinal, somos uma teia indivisível. Não há felicidade de um sem a felicidade de todos. Pertencemos, queiramos ou não, a uma família única: a humanidade. Essa humanidade que é a grande "safra de Deus".
Por essa razão não tenho vergonha de dizer que acredito em Deus. Ao contrário, minha crença alimenta minha alma, refrigera meu espírito e me dá forças para continuar vivendo. Faz-me esperar no homem, mesmo nas adversidades. Torna-me menos pretensioso, arrogante, egocêntrico. Permite-me apreciar o valor das pequenas coisa escondidas na natureza, nos gestos. E principalmente me traz a Paz!!!

É TEMPO DA QUARESMA: A CRUZ É O SINAL DO CRISTÃO!

OS "deuses" DA MODERNIDADE: DINHEIRO E O PODER

DESEJAMOS A FELICIDADE, MAS A BUSCAMOS PELO CAMINHO ERRADO!