segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

NATAL DO MENINO JESUS

É interessante perceber que apesar de o Natal ser uma festa sempre celebrada  no final de cada ano, não há como não se deixar contagiar pela magia que data nos traz. Sem dúvida, o nascimento de Jesus Cristo é um acontecimento único, singular, que mudou a história da humanidade.
Sabe-se, entretanto, que se tornou comum o desvirtuamento do  sentido maior da festa, em face do apelo capitalista e  em razão  de um consumismo desenfreado que se tornou regra geral nas festas de final de ano.
Nesse frenesi, esquecemos que celebrar o Natal é elevar-se espiritualmente, permitindo-nos refletir sobre as nossas ações e comprometendo-nos com uma transformação que nos torne mais irmãos,  fraternos e acolhedores, na verdadeira acepção do pensamento cristão.
As mensagens deixadas pelo Salvador são simples e direta: “Amai-vos uns aos outros” e “Não façais ao outro, aquilo que não queres que te faça”. Todavia, se vivenciadas na sua plenitude resgatariam a humanidade desse abismo existencial a que está submetida, cuja consequência se revela no crescimento da violência, na destruição da família, no desarranjo da sociedade e nas doenças da alma.
Seremos melhores à medida que direcionarmos nossas vidas em consonância com os  princípios ensinados por Jesus Cristo  durante sua passagem terrena. Com Ele aprendemos a amar verdadeiramente, a perdoar sempre, a respeitar o próximo, a não inquietar-se com as adversidades da vida. Com Ele nos tornamos mais humildes, receptivos, melhores. E o que é mais importante: Aprendemos a Servir. E de fato “servir” resume toda a nossa missão na terra. Mas para isto é preciso que  cada um de nós lute, sem cessar e sempre,  contra os inimigos invisíveis que nos impedem de viver na Luz, isto é , o egoísmo, a arrogância, a inveja e a empáfia. Para sobrepujá-los é preciso um exercício diário, guiado pela palavra de Cristo. É esse o verdadeiro espírito de natal. FELIZ "VERDADEIRO " NATAL A TODOS!

Uma possível alegria de natal, POR VASCONCELOS ARRUDA

Última reunião de trabalho do ano. Concluído o planejamento para 2016, veio à baila o último assunto da pauta: a confraternização de Natal. Além de providenciar umà mente uma crônica do Rubem Braga, publicada no que é para mim um dos livros prediletos do autor, “A borboleta amarela”. Chegando em casa, tratei de reler a crônica. Uma dúvida enorme me acometeu: deveria ler aquele texto? Intitulado “Natal”, ele fala da solidão de um homem sozinho diante de um copo de uísque; aquela avassaladora solidão cósmica, que, paradoxalmente, muita gente experimenta nessa que deveria ser uma noite de alegria e celebração comunitária.
Enquanto me debatia com a dúvida, recordei outra crônica, igualmente natalina. Esta, por sua vez, da autoria de Carlos Drummond. Diferentemente da anterior, nela o autor transmite uma mensagem de esperança e crença na humanidade. O problema é que está cada vez mais difícil sustentar essa crença, especialmente para quem, sendo brasileiro, vive um momento que tem visto serem vilipendiados os mais comezinhos princípios que fundamentam o Estado Democrático de Direito. Ética é uma palavra que parece ter sido definitivamente riscada do vocabulário dos que gerem o destino da nação, na condição de representantes políticos. O respeito pela dignidade da pessoa humana é o que menos conta, num jogo de interesses mesquinhos e inescrupulosos, levando o povo brasileiro a uma grande insegurança.
Em que pese o inevitável pessimismo, creio que temos a obrigação ética de acreditar e apostar na esperança. Movido por essa premissa, depois de reler “Organiza o Natal”, a crônica do Drummond, decidi que seria esse o texto que levaria para a confraternização. Curiosamente, ao sentar ao birô para escrever este artigo, de repente lembrei de outra situação em que, provavelmente, o protagonista experimentou algo semelhante. Refiro-me a um conto de Natal da autoria de Moreira Campos, originalmente publicado no O Povo de 27.12.1992, republicado em 2013 no livro “Porta de Academia”. Concluído o conto, de teor não muito otimista, escreveu Moreira Campos: “Mas como é Natal e para atenuar a dureza do miniconto, citemos estes versos de Carlos Drummond de Andrade: Menino, peço-te a graça/ de não fazer mais o poema de Natal/ Um, dois ou três ainda passa…/ Industrializar o tema, eis o mal”.
Repetindo o gesto do saudoso escritor cearense, concluo com um trecho da mencionada crônica de Drummond, desejando a um eventual leitor um pouco de merecida alegria neste Natal: “O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido”.
* blog Sincronicidade

Natal: sempre que nasce uma criança, é sinal de que Deus ainda acredita no ser humano (por Leonardo Boff)


"Estamos na época de Natal mas a aura não é natalina, é antes de sexta-feira santa. Tantas são as crises, os atentados terroristas, as guerras que, juntas, as potencia belicosas e militaristas (USA, França, Inglaterra, Russa e Alemanha) conduzem contra o Estado Islâmico, destruindo praticamente a Síria com uma espantosa mortandade de civis e de crianças como a própria imprensa tem mostrado, a atmosfera contaminada por rancores e espírito de vindita na política brasileira, sem falar dos níveis astronômicos de corrupção: tudo isso apaga as luzes natalinas e amortecem os pinheirinhos que deveriam criar uma atmosfera de alegria e de inocência infantil que ainda persiste em cada pessoa humana.     
Quem pôde assistir o filme Crianças Invisíveis, em sete cenas diferentes,  dirigido por diretores renomados como Spike Lee, Katia Lund, John Woo entre outros, pode se dar conta da vida destruída de crianças, de várias partes do mundo, condenadas a viver do lixo e no lixo; e ainda assim há cenas comovedoras de camaradagem, de pequenas alegrias nos olhos tristes e de solidariedade entre elas.
E pensar que são milhões hoje no mundo e que o próprio menino Jesus, segundo os textos bíblicos, nasceu numa manjedoura de animais porque não havia lugar para Maria, em serviço de parto, em nenhuma estalagem de Belém. Ele se misturou com o destino de todas estas crianças  maltratadas pela nossa insensibilidade.
Mais tarde, esse mesmo Jesus, já adulto dirá:”quem receber esses meus irmãos e irmãs menores é a mim que recebe”. O Natal se realiza quando ocorre esse acolhimento como aquele que o Padre Lancelotti organiza em São Paulo para centenas de crianças de rua sob um viaduto e que contou, por anos,  com a presença do Presidente Lula.
No meio desta desgraceira toda, no mundo e no Brasil, me vem à mente o pedaço de madeira com uma inscrição em pirografia que um internado num hospital psiquiátrico em Minas me entregou por ocasião  de uma visita que fiz por lá para animar as atendentes. Lá estava escrito: ”Sempre que nasce uma criança é sinal de que Deus ainda acredita no ser humano”.
Poderá haver ato de fé e de esperança maior que este? Em algumas culturas de África se diz que Deus está de uma forma toda especial presente nos assim chamados por nós de “loucos”. Por isso eles são adotado por todos e todos cuidam deles como se fossem um irmão ou uma irmã. Por isso são integrados e vivem pacificamente. Nossa cultura os isola e não se reconhece neles.
O Natal deste ano nos remete à essa humanidade ofendida e a todas as crianças invisíveis  cujos padecimentos são como os do menino Jesus que, certamente, no inverno dos campos de Belém, tiritava na manjedoura. Segundo a lenda antiga, foi aquecido pelo bafo de dois velhos cavalos que como prêmio ganharam, depois, a plena vitalidade.
Vale lembrar o significado religioso do Natal: Deus não é um velho barbudo, de olhos penetrantes e juiz severo de todos os nossos atos. É uma criança. E como criança não julga ninguém. Quer apenas conviver e ser acarinhado. Da mengedoura nos vem esta voz: ”Oh, criatura humana, não tenhas medo de Deus. Não vês que sua mãe enfaixou seu bracinhos? Ele não ameaça ninguém. Mais que ajudar, ele precisa ser ajudado e carregado no colo”.
Ninguém melhor que Fernando Pessoa entendeu o significado humano e a verdade do menino Jesus:
”Ele  é a Eterna Criança, o Deus que faltava. Ele é humano que é natural. Ele é o divino que sorri e que brinca. E por isso é que eu sei com toda certeza que ele é o Menino Jesus verdadeiro. É a criança tão humana que é divina. Damo-nos tão bem um com o outro, na companhia de tudo, que nunca pensamos um no outro...Quando eu morrer, filhinho, seja eu a criança, o mais pequeno. Pega-me tu ao colo e leva-me para dentro de tua casa. Despe o meu ser cansado e humano. E deita-me na cama. E conta-me histórias, caso eu acorde, para eu tornar a adormecer. E dá-me sonhos teus para eu brincar até que nasça qualquer dia que tu sabes qual é”.
Dá para conter a emoção diante de tanta beleza? Por causa disso, vale ainda, apesar dos pesares, celebrar discretamente o Natal.
Por fim tem significado esta última mensagem que me encanta: “Todo menino quer ser homem. Todo homem quer ser rei. Todo rei quer ser “deus”. Só Deus quis ser  menino”.
Abracemo-nos mutuamente, como quem abraça a Criança divina que se esconde em nós e que nunca nos abandonou. E que o Natal seja ainda uma festa discretamente feliz."
* Teólogo

sábado, 26 de dezembro de 2015

PARABÉNS AMIGO-IRMÃO RONALDO DIAS CARNEIRO



Com alegria registro, na data de hoje(26/12), a passagem do natalício do amigo-irmão Dr. Ronaldo Dias Carneiro. Trata-se de um amigo com quem tenho uma relação de enorme respeito e admiração. É um médico na acepção plena da palavra. Na sua honrosa profissão trata a todos com a mais profunda humanidade cristã. Sua vida é um hino de dedicação ao próximo. 

Ninguém nunca o procurou que não recebesse dele uma palavra de carinho e  de conforto. Sempre digo que o Ronaldo é esse "anjo bom" que Deus colocou no mundo para servir aos seus filhos. Nele encontramos a sinceridade gratuita, a verdadeira amizade. 

Agradeço ao Pai Celestial pela sua vida e por tê-lo iluminado para essa missão do "Servir". Um abraço no coração,

 Ronaldo, Que Deus lhe conceda muita paz, saúde e luz.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O impeachment e “as ruas”, POR MARCOS COIMBRA

Em meio à vasta quantidade de bobagens suscitadas pela abertura do processo deimpeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, uma se destaca: o recurso à ideia de que “as ruas” estão na origem de tudo e vão determinar seu desfecho. 
Volta e meia, a ideia aparece, ora em termos pretensamente elevados e filosóficos, ora em sentido comezinho. “As ruas” são usadas pelos próceresoposicionistas e seus intelectuais tanto para justificar o impeachment, e dar ao processo fundamento e legitimidade, quanto para auxiliá-los na definição de uma estratégia de tramitação da matéria no Congresso.
Trata-se de uma dupla impostura. Nem o processo de impeachment nasce nas ruasnem delas virá sua solução.
Uma boa maneira de percebê-lo é lembrar o que aconteceu em 1992, noimpeachment de Fernando Collor. Como é recente e tem sido a toda hora invocado, vale a pena discutir os paralelismos e distâncias em relação aos fatos de hoje.
O primeiro elemento que salta à vista é quão diferentes eles são, a começar pelo papel “das ruas” nos dois episódios. Oimpeachment de Collor nasceu efetivamente nelas, quase por geração espontânea. Ao contrário, o processo contra Dilma é uma fabricação de gabinete, um produto de laboratório.
Collor havia se salvado politicamente na reforma ministerial do início de 1992. Trouxe para seu lado os líderes dos partidos da oposição atual e só não nomeou Fernando Henrique Cardoso seu chanceler por causa do veto de Mario Covas.
As demais legendas se acomodaram alegremente, pouco se importando com as denúncias existentes a respeito das movimentações nada ortodoxas de Paulo César Farias e associados.  
Ninguém precisou induzir, convocar, mobilizar ou financiar os cidadãos que foram às ruas contra Collor. Depois da entrevista de seu irmão, Pedro, e, especialmente, das denúncias do motorista Eriberto França, que demonstraram que suas contas privadas eram pagas com dinheiro originado do tesoureiro de sua campanha, os manifestantes ocuparam as ruas de forma espontânea. 
Nos protestos não estavam apenas os petistas, os esquerdistas, aqueles que votaram em Lula. À semelhança do ocorrido em 1983, nas mobilizações das Diretas Já, uma genuína e crescente amostra da sociedade brasileira deixou claro que desejava oimpeachment de Collor.
O que se passou ao longo de 2015 é completamente diferente. Com seu reacionarismo antediluviano, sua beligerância e intransigência, seus heróis caricatos, os manifestantes de agora nada possuem da força simbólica dos caras-pintadas de 1992. Quem desfilou neste ano foi uma parte não representativa do Brasil, muito distante do que temos de melhor.
Fernando-Collor
O impeachment de Collor nasceu efetivamente nas ruas (Waldemir Barreto/ Agência Senado)

Um pedaço que definhou com o tempo, até chegar ao tamanho dos últimos eventos, com inexpressivo número de participantes, que só continuam a merecer a atenção da mídia por ser a brasileira o que é.
A principal razão da diferença entre 1992 e agora é a ausência do sentimento de indignação moral que marcou a opinião pública naquela época. A convicção de que o presidente da República era moralmente indigno de ocupar o cargo unificou a opinião pública, desarticulou seu apoio parlamentar e terminou por derrubá-lo.
impeachment de Collor nasceu nas ruas e foi imposto à maioria do sistema político e aos principais grupos de mídia. Não foi preciso inventá-lo.
Portanto, 2015 não é 1992 e falar “nas ruas” hoje é mera figura retórica. As oposições partidárias, seus aliados no Judiciário, nas corporações de Estado e nos meios de comunicação passaram o ano à cata de alegações para derrubar o governo, por qualquer motivo.
Sem o combustível da indignação moral efetiva, que provoca a falta de movimentos espontâneos respeitáveis, invocar o sentimento das ruas é somente um pretexto.
Tudo o que acontece agora são manobras e movimentações de bastidor, a maioria impublicáveis e inconfessáveis. Votações secretas, conluios e acordos em surdina são a regra. O processo de impeachment contra Dilma Rousseff nada tem do autêntico espírito das ruas.
Outra falácia é afirmar que o sucesso ou o fracasso da tentativa de derrubar a presidenta depende do modo como “as ruas” se comportarão nas próximas semanas e meses. As oposições sabem que o máximo que conseguem promover são as conhecidas e cada vez menos impactantes passeatas de radicais de direita.
Quando buscam prolongar o processo, o que pretendem é apenas torná-lo mais demorado, para aumentar o desgaste do governo e aprofundar os impasses na economia. Como calculam que Dilma, ao cabo do processo, muito provavelmente terá o terço da Câmara necessários para se manter no poder, querem apenas manter sua aposta no quanto pior melhor.

SOMOS CIVILIZADOS, POR crônicas do Menalton

Somos tão civilizados, nós, os brasileiros, que simples questões de boa educação, costume na maioria dos países civilizados, entre nós têm de se tornar lei para que sejam observadas. E a lei, ah! essa é outra história, a lei atropela indivíduos, que ela não quer e não pode ver.
Parece que a boa educação, entre nós, precisa ser empurrada goela abaixo e à força. Às vezes com marreta, malho, tacape e o que mais for necessário para que desça. Meu amigo Adamastor afirma que estou errado, que um pouquinho de vaselina já resolve, porque ajuda a escorregar.
Bem, com os séculos de experiência que acumulou, ele que foi ressuscitado por Camões lá por mil quinhentos e pouco é possível que saiba disso melhor do que eu. Apesar do fora que lhe deu Tétis.
Dar o lugar a uma pessoa idosa em ônibus, a uma mulher grávida, meu Deus do céu, é tão fácil perceber que não se precisa de lei para que o sofrimento humano comova pessoas bem educadas! Podem ser raras, mas ainda se encontram pessoas que mantêm tal comportamento.
Essa reflexão me ocorre porque ontem encontrei um senhor que tinha passado dos sessenta, presumo. Ele praticava Cooper com a desenvoltura de um adolescente. Pernas firmes, peito inflado, bunda encolhida e a coluna reta. Foi seu garbo de atleta que o fez notado. Não fossem os cabelos grisalhos, eu diria que se tratava de um campeão de levantamento de peso.
Minha surpresa foi vê-lo entrar na loja, onde eu esperava na fila para pagar uma conta, passar por todos nós e exigir do caixa o atendimento imediato. Sou idoso, ele argumentou. É direito meu. O caixa hesitou, olhou para a fila e ergueu os ombros, como quem diz, E agora? O que faço?
Na minha frente, um jovem com seus vinte e cinco anos penava uma espera atroz, principalmente para ele, que fisicamente parecia bem mal. Pálido, de muletas, uma perna sem encostar no piso, a perna engessada. O idoso bateu com a mão espalmada no balcão e trovejou,
Direito é direito, então o senhor não sabe? O pobre do caixa sabia, sim, mas contava atender logo o jovem que parecia estar sofrendo muito. Enfim, resolveu-se pelo cumprimento da lei.
Às vezes o detentor de um direito se torna arrogante. Ele não entende o espírito da lei nem imagina que o legal muitas vezes pode ser imoral.
Se a lei nasceu da necessidade de se impor um tipo de solidariedade, uma conduta bem educada, para aliviar o sofrimento humano, parece que ela, cega como é, nem sempre atinge seu objetivo.
Fonte: Carta Capital

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Saia da mesmice.....e seja FELIZ!!!!!!!

Muitas vezes aceitamos para as nossas vidas a acomodação. Ficamos naquele emprego por anos a fio, mesmo sabendo que aquele encargo em nada nos realiza. Insistimos num curso superior que nada tem a ver com aquilo que almejamos. Até no relacionamento a dois,  muitas vezes apostamos em situações que só nos trazem dor, frustração e aborrecimento. Esses aspectos da vida, um ou outro, sempre atingirão as pessoas e as consequências, boas ou ruins, dependerão da forma como cada qual agirá diante de tais circunstâncias.
Por natureza, algo nos impele à inércia. Se persistimos em aceitar esse determinismo minimalista, sem a ele reagirmos, nos tornaremos reféns de um destino manifesto que provavelmente nos levará à infelicidade.  Acomodar-se é aceitar por aceitar; é permitir-se viver “na mesmice”, acumulando sucessivos fracassos  e colecionando derrotas de toda ordem.
E afinal, nascemos ou não para a vitória?!!! Diante dessa indagação, algo nos impele a refletirmos  sobre a saga da humanidade. Fomos capazes de superar as mais absurdas adversidades, singrando mares tempestuosos, abrindo estradas e construindo pontes, habitando em lugares inóspitos, enfrentando inimigos , doenças, cataclismos e muitos outros males que fizeram e fazem parte da história humana. Não só sobrevivemos, mas nos permitimos edificar um nova jornada, com melhores oportunidades, consagração de direitos e horizontes de possibilidades que nos fazem antever, para o futuro, apesar dos desafios coexistentes, um mundo melhor.
Sem dúvida, nascemos para a vitória! E vencer, é movimentar-se “para frente”, sempre. Isso indica dinamicidade, busca permanente pelo “novo”. É aceitar o desafio de “re-nascer” todas as manhãs, alimentando-se dos sentimentos mais nobres, dos desejos  mais altruístas. 
Na verdade, temos a obrigação de ser feliz! E ser feliz é olharmos um dia para trás com a certeza de  que não deixamos projetos inacabados, sonhos desfeitos, pelo medo de tentar. Acredito  no Deus que nos alimenta com a ceiva da vida e exige de nós  que  façamos da nossa  existência uma história única, singular, edificada pela ética, pelo amor ao próximo. Isso nos concita a fazermos  as escolhas certas, impelindo-nos a agir com todas as nossas forças: estudando, trabalhando, construindo. Para isso, é preciso dar um basta à mesmice, ao medo, à aceitação injustificada, à letargia. É preciso gritar para si mesmo: “Eu não me aceito derrotado. Eu nasci para ser feliz”. Não deixemos que ninguém nos arranque os nossos ideais e se eles sucumbirem que saibamos encontrar muitos outros que nos deem razão para viver. Afinal, não é o sangue que corre em nossas veias que nos mantém vivos, mas sim os nossos sonhos. Aposte neles, lute por eles e seja feliz !

Você é autor de sua história....


Os caminhos da vida sempre nos apresentam um desafio. Muitas vezes encarar a realidade do cotidiano nos causa temor. Todavia, imagine vocês se vivêssemos sempre diante do previsível, sabendo que tudo correria bem. Isso pode parecer genial, mas por outro lado furtaria da nossa existência o inusitado, a surpresa às vezes festiva, outras vezes dolorosa.
Uma vida sem batalha, sem a superação da adversidade, torna-se amorfa, insípida e medíocre. O homem nasceu para o enfrentamento, para singrar procelas em mares em meio a tempestades. Ao superá-las, sentirá o sabor da vitória. E se a vitória não chegar, pelo menos a certeza de ter tentado tornar-se-á um apanágio para nossa alma.
A busca pela felicidade não aceita o conformismo, muito menos a letargia nem a inércia covarde. É feliz quem encara a vida com um olhar de possibilidades, mesmo diante das tragédias que muitas vezes nos abatem e tentam a todo custo destruir nossa capacidade de resistência. Mas uma coisa tenham certeza: Somos bem maiores do que os nossos problemas, bem maiores que as nossas dores. Nascemos para chegar ao pódio. E por que muitos não chegam?
Não chegam porque se permitem uma vida abastecida pelo pessimismo, pelo comodismo e pela destrutiva impressão “não tenho capacidade...onde estou tá bom demais.”. Esquecem-se de que a vitória exige sempre andar um metro a mais, ir além. É preciso ter a crença de que sempre podemos fazer diferente e melhor. Alimentar-se da certeza de que a nossa trajetória, única e singular, nos concita a construir uma história de vida edificada pela nobreza de espírito, por um sentimento cristão de partilha e por um comportamento profissional ético.
Nascemos e somos safras de um Deus misericordioso que nos proporciona a liberdade das escolhas para que tenhamos uma vida plenamente abundante de realizações. Para isto é necessário ir à luta com garra, determinação e força. Não nos falta inspiração, muito menos não nos deverá faltar coragem. Olhe para frente, há um horizonte à sua espera. Abra as cortinas, as janelas da sua existência e contemple o sol lá fora. Ainda há tempo para você escrever uma história de vida diferente. O que está esperando? Avante!.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Haja como um vitorioso antes mesmo de conquistar seus objetivos, por SAMY DANA

Quando você pensa em um super herói, qual é a primeira postura que lhe vem à cabeça? Provavelmente deve imaginar uma pessoa forte, com o uniforme de herói, com as mãos na cintura e o peito inclinado para a frente. A pose é típica de personagens heróicos e não é sem motivo. Na análise da linguagem corporal, a pose representa autoconfiança e coragem, características típicas de um vencedor. 
Do mesmo modo, quando você vê uma equipe de qualquer esporte que seja comemorando uma vitória, o gesto mais comum são os braços estendidos para cima. É uma simbologia universal para representar a vitória. O interessante disso tudo é que este tipo de representação através do corpo não foi algo simplesmente inventado e aceito como uma marca de vitória. É algo que nos acompanha no processo evolutivo. 
Vemos, por exemplo, que esta atitude também é adotada entre grupos de chimpanzés e gorilas. Os mais fortes demonstram poder batendo no peito e erguendo os braços para o alto. 
Aliás, as pesquisadoras Amy J. C. Cuddy, Caroline A. Wilmuth e Dana R. Carney, das universidades de Harvard e Berkeley, fizeram um estudo comprovando os efeitos benéficos de adotar posturas vitoriosas para conquistar objetivos. 
Foi realizada uma experiência em que um grupo de pessoas fazia poses que demonstravam fraqueza - como encolher-se e juntar os braços - enquanto outras estendiam os braços em posição de vitória. Em seguida, essas mesmas pessoas eram levadas para uma entrevista de emprego. O resultado é previsível, mas impressionante. As pessoas que levantavam os braços eram recrutadas com mais facilidade. 
Pode parecer bobagem, mas a verdade é que essa atitude simples tem o poder de disparar um gatilho mental que tem efeito imediato em nossa autoestima. A pose de confiança e determinação age de modo semelhante como acontece com os gorilas. Aqueles animais que se destacam no meio do grupo, possuem no sangue níveis maiores de testosterona - responsável pela agressividade - do que o cortisol, que é o hormônio que causa estresse. 
Uma postura de vitória pode ser o suficiente para equilibrar o cérebro a dosar os hormônios de forma que você fique mais confiante. Treinar poses assim antes de uma negociação importante ou mesmo uma entrevista de emprego pode interferir de forma benéfica nos seus resultados. 
Por mais que estejamos acostumados a ver pessoas erguendo os braços somente depois de conquistar uma vitória, não custa nada treinar o gesto previamente para ajudar na conquista de um objetivo.
G1

Brasil é um dos países que pagam menos aos professores, POR ANDREA RAMAL


O salário inicial dos professores, no Brasil, é um dos mais baixos entre os integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, e mesmo entre os países latino-americanos, abaixo do Chile, Colômbia e México. Na pré-escola, paga-se menos da metade da média mundial. É o que mostra o mais recente relatório dos sistemas educacionais do mundo, Education At a Glance 2015.

As salas de aula brasileiras estão entre as que têm mais alunos por professor. Quanto ao preparo docente, 37% dos mestres declaram necessidade de mais formação para o uso das tecnologias, enquanto que, na média da OCDE, só 15% manifestam tal lacuna.

Baixa remuneração, excesso de alunos por turma e insegurança quanto a um importante ambiente de aprendizagem da atualidade, o tecnológico, acabam derivando no abandono da profissão. É o que nos conta o mesmo relatório: mais da metade dos professores dos anos iniciais do ensino fundamental brasileiro tem menos de 40 anos de idade e apenas 15% deles tem mais do que 50. Aliás, somos o segundo colocado na lista de países com menos professores de 50 anos nesse nível de ensino. Dos que entram no magistério, poucos permanecem.

Nesse rápido olhar sobre a educação global, outro dado chama a atenção: o Brasil é um dos países que alocam maior percentual de recursos na educação, com relação ao gasto público total; mas, ainda assim, investe pouco por aluno: US$ 3.441 dólares americanos/ano, simplesmente US$ 5.876 dólares a menos do que a média da OCDE.

Ora, não há milagres. As consequências desse quadro inquietante aparecem páginas à frente, no mesmo relatório. Aumentou a quantidade de alunos formados no ensino médio, mas os índices de aprendizagem (por exemplo no PISA) seguem baixos e só 14% dessa mesma população conclui o ensino superior. Muita quantidade, pouca qualidade. Prova de que, em educação, o Brasil continua investindo menos do que deveria e ainda gasta mal, comparado com outros sistemas educacionais do mundo.