segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Grendene de Sobral emite nota sobre readequação de seus horários de produção


A Grendene, continuando seu papel de empresa transparente, sólida e responsável comunica que:

1. Vem investindo em construção, otimização e rearranjo do seu layout fabril de modo a aumentar sua capacidade produtividade e assim superar os desafios da economia nacional e mundial.  Com estas medidas criamos a condição de concentrar os horários de produção para a área de Montagem em Sobral em apenas 2 turnos, sendo aberta a oportunidade aos colaboradores do 3º  turno que trabalham no setor de Montagem para migrarem para os 1º  e 2º turnos, onde já se concentram mais de 90% dos colaboradores diretamente ligados à fabricação de calçados.

2. O terceiro turno permanecerá funcionando normalmente com o setor de embalagem e injeção. Os colaboradores cujos horários serão modificados foram os primeiros a saberem da decisão e perfazem 8% do quadro geral da empresa e 30% do efetivo do 3º turno.

3. Esta redistribuição de horários se dará sem redução do quadro de funcionários, pois todas as pessoas do setor de montagem poderão escolher os novos turnos em que desejam trabalhar e terão 90 dias para fazerem suas adequações, isto é, o setor de montagem do 3º turno continuará funcionando normalmente por mais três meses para que seja completada a migração proposta.

Com esta adequação de horários, feita ao longo de 3 meses, a Grendene espera manter todos os seus colaboradores e assim melhorar sua produtividade e competitividade global, continuando sua trajetória de contribuição para o desenvolvimento social e econômico de Sobral como tem feito há mais de 20 anos

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Herbert Rocha

Relações Públicas da Grendene S/A para Sobral

No reino da improvisação, Por Cristina Lobo.


A proposta de recriar a CPMF durou menos de três dias e foi arquivada pela presidente Dilma Rousseff, sem que o governo saiba o que vai colocar no lugar - outra fonte de receita para financiar a saúde ou, na verdade, para equilibrar o orçamento de 2016 que tem um buraco da ordem de R$ 80 bilhões - ou se vai deixar o orçamento com déficit para resolver o problema depois. Mas o desgaste do governo já foi feito. Mais do que isso, vai-se cristalizando no governo a marca da improvisação.

É o que pelo menos um ministro chama de espontaneismo. "Alguém tem uma ideia e sai tratando dela sem um debate interno e sem analisar suas consequências", disse um ministro. Para ele, a proposta de recriar a CPMF nasceu da conjunção de interesses da Receita Federal e da Saúde, que acabaram vazando a solução encontrada. "E deu no que deu"... Na verdade, o assunto cresceu mais, passou a ser defendido no núcleo do governo, mas a reação negativa fez o governo recuar.

Os exemplos são muitos. No começo da semana, o governo anunciou de supetão uma reforma administrativa para reduzir o número de ministérios e cargos em confiança, sem saber quais ou mesmo quantos podem ser extintos ou reunidos num só. A marca da improvisação está lá e a reação das corporações atingidas também.

Ainda neste mes de agosto houve outro  vai-e-vem do governo que também provocou desgastes. Foi  o pagamento da parcela de 50% do  13o.  salário dos aposentados. O pagamento não é obrigatório e, por isso, o Ministério da Fazenda quis deixar para depois - para pagar todo em dezembro. O Ministério da Previdência reagiu e, depois de idas e vindas, acabou vencendo. Mesmo tendo o Ministério da Fazenda tendo  anunciado o pagamento em duas parcelas (25% em setembro e 25% em outubro e os restantes 50% em novembro), ele foi desautorizado. Dois dias depois, a presidência da República divulgou nota oficial para comunicar o pagamento da parcela integral do 13o. salário para os aposentados. 

Neste caso, o desgaste foi da presidente Dilma, mas também chamuscou  o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.  Levy anda com problemas demais e não precisava de mais um tema para desgastá-lo. Aliás, além da marca da improvisação, outro problema para o  governo é ter seu ministro da Fazenda sofrendo desgastes novos quase diários. Uma hora é o embate com o colega do Planejamento; na outra, o PT em coro criticando sua política econômica e, por fim, o desempenho do conjunto da economia que o tem obrigado a dizer e repetir que não é o ajuste fiscal o responsável pela recessão.

Lei Orçamentária que será entregue ao Congresso trará previsão de déficit, por GERSON CAMAROTTI

O governo decidiu apresentar ao Congresso Nacional uma proposta de Lei Orçamentaria com previsão de déficit em 2016. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi comunicado pessoalmente da decisão no início da noite deste domingo (30) pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.

Na conversa, Renan ouviu que a equipe econômica optou por dar realismo e transparência aos números do orçamento. O Planalto avalia que mandar um orçamento com a inclusão da CPMF explicitaria a percepção no mercado de que o governo incluiu uma receita incerta. Isto porque seria muito difícil de ser aprovado pelos parlamentares. Dessa forma, a interpretação do mercado seria, na prática, um orçamento com déficit, o que tiraria credibilidade das contas do governo.

A peça orçamentária deve explicitar números realistas que indicam aumento de despesas e diminuição de arrecadação. A proposta deve usar parâmetros de mercado para indicar números semelhantes em relação à queda do PIB e o índice da inflação. Além da opção pelo realismo e pela transparência, a peça deve focar ações estruturais na área fiscal a longo prazo.
O governo deve apresentar, até o fim do ano, uma proposta de reforma estrutural no seu gasto. A reforma deve incluir as áreas de saúde e previdência. A ideia é discutir com a sociedade o déficit da previdência e também despesas e fontes para o financiamento da saúde. É dentro deste contexto que pode ser recolocado em debate a CPMF.
O governo esperava, inicialmente, arrecadar cerca R$ 80 bilhões com a recriação da CPMF para o ano de 2016.
 Ao longo do dia de hoje, os ministros da junta orçamentária - Nelson Barbosa, Joaquim Levy (Fazenda) e Aloizio Mercadante (Casa Civil) - falaram por telefone e fizeram também consultas com a presidente Dilma Rousseff. Ficou definido que o número do déficit que será previsto só seria fechado na noite deste domingo. O martelo só será batido depois de uma avaliação final dos três ministros com a presidente.
Na peça orçamentária também serão incluidos limites descricionários para todos os ministérios. O valor para 2016 será semelhante ao percentual do PIB já praticado neste ano. Na prática, será um corte.
A decisão do governo foi bem recebida pelos aliados. "A melhor sinalização para os mercados é jogar transparência e verdade até porque ninguém engana o mercado. Se tivessem enviado uma peça orçamentária com a CPMF, o governo ficaria desacreditado porque o imposto não seria aprovado", disse o senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator do Orçamento de 2015.
Jucá também defende ações estruturantes de mercado mas concorda com a previsão de déficit primário definido pela equipe econômica. Ele reconhece que isso causa algum risco, até mesmo o rebaixamento do Brasil pelas agências de classificação de risco mas disse que é melhor que a equipe atual trabalhe em cima da credibilidade.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

COLÉGIO LUCIANO FEIJÃO FECHA PARCERIA COM CENTRO DE ENSINO A DISTÂNCIA - CED

Enem 2015 | Alunos da rede estadual terão aulões online através do CED

Alunos da rede estadual que se preparam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2015 poderão participar de um curso online para reforçar os conteúdos vistos em sala de aula na área de atualidades. As atividades serão realizadas de 01 de setembro a 01 de outubro próximo e ofertadas pelo Centro de Educação a Distância do Estado do Ceará (CED), órgão vinculado à Secretaria da Educação (Seduc), em parceria com o Colégio Luciano Feijão. As inscrições podem ser feitas AQUI

Conforme o diretor do CED, Herbert Lima, os aulões vão acontecer durante a semana no auditório principal do Centro com capacidade para até 800 estudantes. Além disso, estão programadas aulas de conteúdos específicos aos sábados. “Os alunos que estão em outros municípios podem acompanhar tudo pela internet" - ressalta o gestor.

Os aulões serão também transmitidos ao vivo pelo canal do CED no YouTube:

(com Sobral em Revista)

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Desembargador Paulo Albuquerque participará de seminário sobre o novo CPC em Brasília


O desembargador Paulo Albuquerque Filho, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), participa, nesta quarta-feira (26/08), em Brasília, do seminário “O Poder Judiciário e o Novo Código de Processo Civil (CPC)”. O eventro prossegue até sexta, dia 28, no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Mais de 400 magistrados de todo o País estão inscritos para o encontro. A abertura será feita pelo ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre os palestrantes destacam-se o ministro do Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que falará sobre “O Novo Código de Processo Civil”; e a corregedora Nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, com o terma “Juizados Especiais”, entre outros.

O seminário é uma iniciativa da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), que tem como diretor-geral o ministro João Otávio. O objetivo é fomentar o debate sobre as inovações e os desafios do novo CPC para o exercício da magistratura. Também pretende colher subsídios que orientarão o planejamento das ações de capacitação das escolas judiciais e da magistratura em âmbito nacional visando a aplicação do Código.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Governo pode rever previsão do salário mínimo 2016

A presidente Dilma Rousseff se reuniu, no domingo (23), com os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e com o titular da Casa Civil, Aloizio Mercadante, no Palácio da Alvorada, em Brasília. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, está em Washington (Estados Unidos) em agenda particular. A informação é do G1.
A reunião com os dois ministros, que fazem parte da junta de execução orçamentária, aconteceu em uma semana que o governo tem de fechar a proposta de orçamento de 2016 – que tem de ser enviada ao Congresso Nacional até 31 de agosto. Também participaram encontro o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, o chefe da Receita Federal, Jorge Rachid, e o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Dyogo de Oliveira, entre outros. Ao fim da reunião, as autoridades não falaram com a imprensa.
Para o salário mínimo, a previsão do governo estava, em maio, em R$ 855 para o ano que vem, o que representaria um aumento de R$ 67. Este valor poderá ser novamente ajustado, com base na fórmula em vigor para a correção do salário mínimo. Atualmente, o mínimo, que serve de referência para mais 46 milhões de pessoas no Brasil, está em R$ 788.
A correção do salário mínimo é definida pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), índice de inflação calculado pelo IBGE, do ano anterior ao reajuste, somada ao aumento do PIB de dois anos antes, o que proporciona ganhos reais – acima da inflação – para os assalariados, mas somente se o PIB tiver crescimento. Essa fórmula vale até 2019.
(com Eliomar de Lima)

Prefeitura traz a Sobral uma das maiores autoridades mundiais em sociologia do trabalho, Domenico De Masi


A Prefeitura de Sobral irá realiza nesta segunda-feira (24), às 19h, palestra com o sociólogo do trabalho Domenico De Masi, internacionalmente reconhecido como um dos maiores pensadores contemporâneos sobre o trabalho e suas implicações nas vidas das pessoas, corporações e países. O evento acontecerá no Centro de Convenções de Sobral e tem como tema 'O profissional competitivo: Conceitos modernos de gestão corporativa que mudarão sua maneira de enxergar o futuro'.  Direcionado para executivos regionais, CEOs e gestores de corporações públicas e privadas, o evento tem entrada gratuita.

Domenico De Masi é italiano, tem uma sólida carreira acadêmica, com publicações de significativos artigos e livros desde os 19 anos de idade e virá ao Brasil para a participar de dois eventos  sobre sociologia do trabalho. Além da palestra em Sobral,  ele também participará do ‘Seminário Futura Trends’, realizado pelo Grupo O Povo de Comunicação e a Fundação Demócrito Rocha.

Fonte: Sobral em Revista

A crise e o desalento dos trabalhadores, POR THAIS HERÉDIA



Por qualquer ponto de vista ou metodologia sobre os dados do mercado de trabalho, não há nada que indique estancamento ou até mesmo arrefecimento do processo de demissões em curso. Com um resultado acima do esperado pelos analistas do mercado financeiro, a taxa de desemprego do IBGE ficou em 7,5% em julho. Mais surpreendente do que o número geral foi a alta de 56% no número de desempregados no mês passado, em comparação com o mesmo período em 2014. Um recorde, nunca antes visto pelos analistas do Instituto. 
 
A Pesquisa Mensal de Emprego das seis regiões metropolitanas do país inclui na conta quem já perdeu o posto ou quem não estava trabalhando, mas quer voltar para ajudar no orçamento de casa. Este movimento revela a deterioração das condições financeiras das famílias. Durante anos, muitos jovens foram poupados do trabalho para investirem nos estudos – uma fórmula que não se sustenta mais com a inflação altíssima e queda acentuada na produção, provocando redução da renda real dos trabalhadores. 
 
Em conversas com economistas de instituições financeiras, surgiu uma leitura diferente sobre o quadro atual e que ajuda a dimensionar o tamanho do ajuste ainda esperado (ou necessário) no mercado de trabalho. Pegando a produção industrial brasileira, ela apresenta hoje os mesmos níveis de produção de 2006, segundo analistas. Há 9 anos, o Brasil começava a se beneficiar de um mundo pujante e fundamentos ajustados da economia. 
 
A taxa de desemprego em julho de 2006 era de 10,8%. O setor industrial crescia a 3%, com alta de 4,2% da renda real dos trabalhadores e de 3,8% na formalização dos empregos – com carteira assinada. Tirando o tombo de 2009, a produção local se manteve no azul e, consequentemente, absorveu toda mão de obra disponível. O setor de serviços também colaborou muito na empregabilidade do país, contratando sem parar para atender a uma demanda cada vez maior. Tanto assim que em julho de 2010, a taxa de desemprego já havia baixado para 6,9%, segundo IBGE. 
 
Desde então, foi o setor de serviços que seguiu derrubando a população desempregada no país porque na indústria, as demissões começaram logo depois da bonança de 2010. O fechamento de vagas no setor foi se acentuando a partir de 2013 e, neste primeiro semestre do ano, ficou ainda mais intenso. Quem estava empregado no comércio ou na prestação de serviços começou a sentir ameaça de perder o posto já no final de 2014, até que ela começou a virar realidade em 2015. 
 
Hoje o país produz o mesmo que em 2006, mas com um contingente de funcionários muito maior. Com estoques cheios, a retomada da produção ainda parece distante, portanto, não há como manter um quadro de trabalhadores sem ter o que fazer. Por isso, a indústria passou a demitir muito mais, principalmente depois do choque de custos imposto este ano. A mesma situação atinge agora o setor de serviços, onde estão aqueles que distribuem, armazenam, transportam e vendem o que sai das fábricas. Se os portões seguem fechados, não há como manter o mesmo quadro de prestadores. 
 
Se esta leitura do que está acontecendo agora no mercado de trabalho se provar realista, o país ainda verá muita gente voltando para casa sem boas notícias, com desalento de quem não viu, não foi alertado e nem entendeu direito o que atingiu o país com a força de causar tamanha crise.

Uma Rainha para o Brasil, por VASCONCELOS ARRUDA

É provavelmente essa mistura de fé com paixão e identificação que nos permite entender Aparecida como o primeiro símbolo verdadeiramente nacional, a figura mais antiga da nossa história que representou a unidade do Brasil.
Rodrigo Alvarez
[Alvarez, Rodrigo. Aparecida: A biografia da santa que perdeu a cabeça, ficou negra, foi roubada, cobiçada pelos políticos e conquistou o Brasil. 1. Ed. – São Paulo: Globo, 2014, p. 16.]
Quando, em 1717, três pescadores da Vila de Guaratinguetá, Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, saíram para pescar no Rio Paraíba do Sul, não tinham, certamente, noção do importante episódio que estavam prestes a protagonizar. Durante a pescaria, a certa altura, João Alves, ao recolher a rede de pesca, percebeu que, ao invés de peixe, “pescara” o corpo de uma imagem sem cabeça. Faz uma segunda tentativa e, desta feita, sobe a tona a cabeça da imagem. Estava iniciada a saga daquela que seria, muitos anos depois, declarada padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, ou, como se tornou mais comumente conhecida, Nossa Senhora Aparecida.
Pois bem, é dessa saga, interessantíssima, que trata o livro “Aparecida: A biografia da santa que perdeu a cabeça, ficou negra, foi roubada, cobiçada pelos políticos e conquistou o Brasil”.  O autor, Rodrigo Alvarez, nasceu no Rio de Janeiro e passou os últimos dez anos entre São Paulo, Nova York, São Francisco e Jerusalém, como repórter e correspondente da TV Globo.  
Não bastasse o peculiaríssimo título da publicação, o leitor se defronta, ao longo dos seus 35 capítulos, com uma história recheada de episódios tão surpreendentes quanto curiosos. Ao atribuir à história narrada o qualificativo de saga, não o fazemos por mera força de expressão. O fato é que, nesse caso, esse é o vocábulo mais adequado para caracterizar o longo e tortuoso caminho seguido pela pequenina imagem de 36 centímetros ao longo de mais duzentos anos, até se consolidar definitivamente como Padroeira do Brasil.
Aspecto muito particular do livro é a interpretação atribuída pelo autor a Nossa Senhora Aparecida como uma autêntica representação da identidade do povo brasileiro. Essa ideia perpassa a publicação da primeira à última página. Cite-se, à guisa de exemplo, o que escreveu o autor a propósito da primeira tentativa de construir um santuário que pudesse abrigar a imagem. A licença, exarada pelo bispo do Rio de Janeiro no dia 5 de maio de 1743, dizia: “Havemos por bem de lhes conceder licença, como pela presente nossa provisão lhes concedemos, para que possam edificar uma capela com o título da mesma Senhora na dita freguesia, em lugar decente e assinalado pelo reverendo pároco” (p. 116).
Sobre o episódio, comenta Rodrigo Alvarez: “Com essas palavras, a Igreja católica reconheceu a existência da primeira imagem milagrosa surgida em terras brasileiras, de uma santa de barro que se tornaria parte importante da identidade do Brasil. No latim usado até hoje pelo Vaticano, foi como se dissesse habemus santa! Ou, colocando em termos mais simples, era o Brasil descobrindo a sua cara, cada vez mais diferente de Portugal” (p. 116).
“Aparecida: A biografia da santa que perdeu a cabeça, ficou negra, foi roubada, cobiçada pelos políticos e conquistou o Brasil”, é um livro que se lê com imenso prazer e, para os devotos de Nossa Senhora Aparecida, com redobrado interesse. Li-o quase de uma assentada só, em apenas dois dias. Não quero me estender nas citações para não roubar ao leitor o prazer da leitura, na própria publicação, de episódios tão curiosos quanto desconcertantes da história dessa que, no dia 8 de setembro de 1904, receberia uma rica coroa, tornando-se, assim, a Rainha dos brasileiros, conforme sugere o autor:
“Depois da chegada dos bispos, leu-se uma oração dedicada a Nossa Senhora Aparecida, feita especialmente para aquela data.”
“A serpente maligna contra quem foi lançada a primeira maldição continua teimosamente combatendo e tentando os míseros filhos de Eva. Eis, bendita Mãe, Rainha e advogada nossa, que, desde o primeiro instante da vossa conceição, esmagastes a cabeça do inimigo.”
“Era um trecho da reza que, àqueles que a repetissem, garantia trezentos dias de perdão, concedidos na forma de indulgência por sua santidade, o papa Pio X. Depois da oração, a coroa que a princesa Isabel dera de presente foi colocada sobre a cabeça da santinha. Deixou de ser só um ornamento luxuoso que se juntava ao manto azul e lhe escondia a feiura do pescoço quebrado para se transformar num símbolo de poder.”
“Era curioso. O Brasil ainda estava se acostumando a viver numa República, sem os nobres herdados de Portugal, mas passava a ter, tardiamente, uma rainha. Era um passo decisivo para a consolidação de uma imagem nacional que se completaria algumas décadas depois com sua proclamação como padroeira do Brasil.” (p. 182).

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Câmara aprova PEC que reduz a maioridade penal em casos de crimes hediondos

A Câmara dos Deputados aprovou em segundo turno na noite dessa quarta-feira (19/8) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171 que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos — como estupro e latrocínio — e também nos de homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. Foram 320 votos a favor, 152 contrários e uma abstenção. O texto da PEC vai agora para apreciação e votação dos senadores.
Ao contrário das discussões e votações anteriores da PEC na Comissão de Constituição e Justiça, na comissão especial e em primeiro turno, a votação desta quarta-feira ocorreu sem grandes disputas. Na orientação do voto das bancadas, encaminharam contra a aprovação os seguintes partidos: PT, PSB, PDT, PCdoB, Pros, PPS, PV e PSO. Orientaram a favor o bloco do PMDB, PSDB, PRB, PR, PSD, DEM e SD.
Ao todo, tramitavam na Câmara 39 PECs propondo a redução da maioridade penal. Todas foram apensadas à PEC 171, pela medida ser a mais antiga em tramitação na Casa. A PEC original, apresentada pelo então deputado Benedito Domingos (DF), propunha a redução da maioridade penal de 18 anos para 16 em relação a todos os crimes.
A proposta aprovada em primeiro turno já havia excluído do primeiro texto, votado pelos deputados e rejeitado, os crimes de tráfico de drogas, tortura, terrorismo, lesão corporal grave e roubo qualificado entre aqueles que justificariam a redução da maioridade.
O texto da PEC aprovado prevê a construção de estabelecimentos específicos para que os adolescentes infratores cumpram a pena. Eles não poderão ficar em estabelecimentos prisionais destinados a maiores de 18 anos nem para os menores de 16 anos. 
Com informações da Agência Brasil

COLÉGIO LUCIANO FEIJÃO DÁ SHOW NA UVA

Mestrado Acadêmico em Zootecnia da UVA tem projeto aprovado pela FUNCAP/CAPES


O Programa de Mestrado Acadêmico em Zootecnia da UVA foi contemplado no Edital Nº 03/2015 de Estímulo à Cooperação Científica e Desenvolvimento da Pós-Graduação, lançado pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP) em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). O resultado foi divulgado pela FUNCAP na última sexta-feira, 14 de agosto.

O Edital visa fortalecer o ensino de pós-graduação stricto sensu (mestrado acadêmico e doutorado) no Ceará, por meio do financiamento de despesas de custeio inerentes à execução dos programas. O financiamento para a UVA foi de R$ 80 mil, com prazo máximo de 12 meses para execução do projeto aprovado. “Os recursos serão aplicados no custeio, que envolve despesas com intercâmbios, custos com participações de professores de outras IES em bancas examinadoras, participação em congressos, publicações de artigos, entre outros”, explica a Coordenadora do Mestrado em Zootecnia da UVA, Professora Aline Vieira Landim.

O Curso de Mestrado Acadêmico em Zootecnia da UVA, com área de concentração em Produção Animal, iniciou suas atividades em março de 2006 e funciona no campus da Betânia. Atualmente está em sua décima turma de mestrandos.

Fonte: UVA

Os tribunais e as ruas, POR ZUENIR VENTURA

Faz parte do jogo democrático. Depois das manifestações de protesto de domingo, vamos assistir às de apoio amanhã, e assim ninguém poderá dizer que ir para a rua é golpismo. Vai ser divertido assistir à disputa para saber qual das duas contou com maior número de participantes, qual a que foi mais representativa, a que venceu politicamente. Entre uma e outra, o clima esquentou. O ex-presidente Fernando Henrique, que vinha agindo de acordo com seu estilo conciliador, subiu o tom e sugeriu que Dilma assumisse seus erros ou renunciasse. Foi a sua inesperada versão para o radical “fora Dilma” da passeata. Os líderes do PT na Câmara e no Senado reagiram com virulência: um perguntou se o ex-presidente estava “girando” bem; o outro classificou a declaração de “pequenez política”. Pode-se prever o ambiente belicoso desse resto de semana.
Na segunda-feira passada, o governo Dilma foi tratado como um corpo enfermo que saíra da UTI e apenas recuperara uma frágil sobrevida, um pequeno alívio, um pouco de fôlego. Mas os políticos não se saíram tão bem no espetáculo. Mesmo rompido com Dilma, Eduardo Cunha foi rejeitado, segundo o Datafolha, por 43% dos participantes, enquanto Renan Calheiros, cada vez mais próximo do governo, e o vice Michel Temer, ficaram com 79% e 68% respectivamente. Os cartazes e palavras de ordem atacaram Dilma, o PT e Lula, representado por um inédito boneco inflável vestido de presidiário.
Figuras oposicionistas presentes, como Aécio Neves, José Serra, Aloysio Nunes e Ronaldo Caiado, se não foram hostilizados, também não foram exaltados. A favor só um personagem não político, ainda que politicamente dos mais importantes: o juiz Sérgio Moro. Isso talvez tenha motivado FHC a balançar a pasmaceira da oposição com seu prestígio, atraindo para si o protagonismo dos debates.
Ao convocar para o ato de amanhã, o governo está usando um discurso otimista: o momento é difícil, mas é preciso desfazer o pessimismo e a intolerância, é possível reverter o quadro atual e, como subtexto, a mensagem de que há salvação para Dilma. No entanto, por mais expressivas que venham a ser essas manifestações, não são elas que vão decidir a sorte da presidente nessa altura, e sim o Tribunal de Contas da União, julgando suas contas; o Tribunal Superior Eleitoral, aceitando ou não o pedido de cassação da chapa Dilma-Temer; a Operação Lava-Jato, que é, como se dizia antigamente do futebol, uma caixa de surpresas, e o Congresso, que pode vir a ter a última palavra sobre o impeachment. Merecíamos destino melhor do que torcer por Renan Calheiros ou por Eduardo Cunha.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Governo saiu do sufoco imediato, mas futuro é imprevisível, POR GERSON CAMAROTTI


Pouco antes de entrar para a reunião com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio da Alvora, um ministro estava cauteloso com o resultado das manifestações desse domingo. As estimativas já indicavam uma mobilização menor do que a onda de protesto que tomou conta do país em 15 de março.

Para o governo, isso permite sair da pressão política por um tempo. “Se o movimento de hoje tivesse sido igual ou maior ao de março, certamente haveria um reflexo direto no Congresso Nacional. O Congresso não faz a cabeça da rua. Mas a rua faz a cabeça dos parlamentares”, disse esse ministro ao Blog.

Apesar do alívio pontual, o governo Dilma sabe que a crise política está longe de terminar. Os últimos dias foram mais favoráveis. A reaproximação com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), garantiu a retomada de uma frágil governabilidade no Congresso. Ao mesmo tempo, o governo ganhou um pouco mais de tempo no Tribunal de Contas da União para se defender das pedaladas fiscais.

Mas se o governo saiu temporariamente do sufoco, o núcleo mais próximo da presidente Dilma sabe que o futuro está fora do controle. Ou seja, o desfecho da crise é imprevisível. Principalmente por causa dos desdobramentos da Operação Lava Jato.

O consenso entre políticos de Brasília é que o ambiente das ruas desse domingo – mais próximo das manifestações de abril – abre espaço para fortalecer um acordão momentâneo com o PMDB e aliados no Congresso.

Porém, o governo sabe que tem uma ponta solta – e incontrolável – dessa crise política. Com frequência cada vez maior, fatos novos aparecem na Lava Jato. Novas delações premiadas estão em processo de negociação, deixando caciques do PT e do PMDB apreensivos com os rumos do escândalo de corrupção que tomou conta da Petrobras.

Por isso, observa um ministro, não dá para ignorar essa insatisfação generalizada pelo país. “Independentemente do número de pessoas nas ruas, é preciso reconhecer que Dilma bateu recorde de desaprovação. A insatisfação é real”, observou.

E o governo ainda não sabe como fazer para recuperar parte da popularidade perdida. “O quadro político não vai mudar nos próximos meses. E Dilma vai continuar pressionada. A única coisa que pode melhorar a popularidade é a recuperação da economia. Mas isso não está no horizonte imediato”.

O PT ou se renova ou se mediocriza de vez, por LEONARDO BOFF

Reza um mito antigo da área mediterrânea que, de tempos em tempos, a águia, observando em seu corpo sinais de envelhecimento, fraqueza dos olhos penetrantes, e flacidez das garras se propunha renovar-se totalmente. Assim fazia também a fênix egípcia que aceitava morrer para voltar rejuvenecida para nova vida. Qual era a estratégia da água? Punha-se a voar  cada vez mais alto até chegar perto do sol. Então as penas se incendiavam e ela toda começava a arder. Quando chegava a este ponto extremo, ela se precipitava do céu e se lançava qual flecha nas águas frias do lago. O fogo nela se apagava.
E então ocorria a grande transformação. Através desta experiência de fogo e de água, a velha águia  voltava a ter penas novas, garras afiadas, olhos penetrantes e o vigor da juventude.
Queremos aplicar este mito ao PT metido numa crise crucial que o obriga a renovar-se como a águia ou aceitar o lento envelhecimento até perder todo o vigor vital e a capacidade de renovação da sociedade, como era seu sonho primordial.         
Para entender melhor esse relato e aplicá-lo ao PT precisamos revisitar o filósofo Gaston Bachelard e psicanalista C. G. Jung que entendiam muito de mitos e de seu sentido profundo. Segundo eles, fogo e água são opostos. Mas quando unidos, se fazem poderosos símbolos de transformação.
O fogo simboliza a consciência, o vigor e a determinação de abrir caminhos novos. A água, ao contrário, representa o inconsciente e as dimensões do cuidado e a  capacidade de entender o sentido secreto das crises.
Passar pelo fogo e pela água significa, portanto, integrar em si os opostos: a determinação com a descoberta do sentido secreto das crises. Elas acontecem para purificar, limpar de todo tipo de agregado e deixar aparecer o essencial. Ninguém ao passar pelo fogo ou pela água permanece intocado. Ou sucumbe ou se transfigura, porque a água lava e o fogo purifica.
 A água nos faz pensar também nas grandes enchentes como conhecemos em 2011 nas cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro. Com sua força tudo carregaram, especialmente o que não tinha consistência e solidez. Numa única noite morreram 903 pessoas e 32 mil ficaram desabrigadas. Foi um cataclismo de ressonância mundial.  É o poder invencível da água.
O  fogo nos faz imaginar o cadinho ou as fornalhas que queimam e acrisolam tudo o que  é ganga e que não é essencial. O ouro e a prata passam por esse processo purificador do fogo.
São notórias as crises existenciais. Ao fazermos esta travessia  pela “noite escura e medonha”, como dizem os mestres espirituais, deixamos aflorar nosso eu profundo sem as ilusões do ego superficial. Então amadurecemos para aquilo que é em nós autenticamente humano e verdadeiro. Quem recebe o batismo de fogo e de água rejuvenesce como a águia do mito antigo.
Mas existem também as crises maiores, de todo um projeto e mesmo de todo um partido como o PT. Ele tem que assumir a verdade: teve muitos acertos que beneficiaram milhões que viviam na pobreza e na marginalidade. Mas também cometeu erros evitáveis: deixou-se tomar pelo “demônio” do poder como fim em si mesmo quando deve ser sempre meio. Houve vergonhosa corrupção de alguns importantes que destruíram o sonho de toda uma multidão que acreditava e se esforçava para viver o novo factível.
Mas abstraindo das metáforas e indo diretamente ao conteúdo real: que significa concretamente para o PT rejuvenescer-se como a águia? Significa entregar à morte tudo o que de errado praticou e que impede o sonho despertar.
 O velho no PT são os hábitos e as atitudes da velha política que servia de instrumento para crescer e perpetuar-se no poder. Com isso perdeu o sentido originário do poder como meio de transformação em benefício das grandes maiorias e jamais como fim em si mesmo. Tudo isso deve ser entregue à morte para o PT poder inaugurar uma forma de relação com os verdadeiros portadores do poder que  é o povo e os movimentos sociais.
Rejuvenescer-se como águia significa também desprender-se de convicções enrijecidas, de certa arrogância de representar o melhor caminho, de querer ter razão em todas as questões. Muitoss dirigentes do PT continuam manejando conceitos ultrapassados, incapazes de oferecer respostas novas à crise que devasta os países centrais e agora nos atinge poderosamente. Rejuvenecer-se como águia significa ter coragem para recomeçar e estar sempre aberto a escutar, a aprender e a revisar.
Mas não é isso que está ocorrendo. Até hoje esperamos uma  revisão sincera e o reconhecimento público de seus erros. Seus líderes imaginam que assim fazendo, dão armas aos adversários, quando mostrariam ser mais fiéis mais à verdade do que à própria imagem.     
O PT que se apresentava como uma águia de alto voo, está se transformando em galinha comum que apenas cisca o chão e faz voos rasteiros. Não é esse o destino que a história quer lhe  destinar.
Por último, se o PT quiser se renovar como uma águia deve regressar ao seio do povo. Este lhe dá belos exemplos de luta, de trabalho, de inteireza ética e também duras lições. Essa imersão é salvadora e renovadora como foi para a águia o arder em fogo, o mergulhar nas águas frias e  assim ressurgir rejuvenescida.
* Leonardo Boff é colunista do JB on line e escritor

A novidade do papa Francisco

DO BLOG SINCRONICIDADE, DO CONTERRÂNEO E AMIGO VASCONCELOS ARRUDA 
Há poucos meses, um colega de trabalho comentava comigo uma conversa com um amigo que se diz ateu convicto, ocasião em que este lhe confessara: “Por causa deste papa Francisco estou quase me convertendo ao catolicismo”. Embora isso tenha sido dito em tom de brincadeira, não deixa de ter certo fundo de verdade. É no mínimo curiosa a constatação de que o pontífice começa a tocar não apenas os católicos, mas até os que se dizem indiferentes ou mesmo avessos à religião.
A recente viagem do papa Francisco a três países da América Latina reacendeu o debate em tornou da figura do pontífice. Não por acaso, escolheu ele três dos países mais pobres do continente para visitar: Equador, Bolívia e Paraguai. Sua opção, parece-me, não deixa dúvidas quanto ao programa estabelecido para o seu pontificado. É clara sua opção preferencial pelos pobres e marginalizados. Não somente o discurso, mas a sua própria maneira de proceder tem deixado muito claro o rumo que ele pretende dar à atuação da Igreja.
Em consonância com esse projeto, outro está claramente em andamento. Refiro-me à grande transformação na burocracia e hierarquia do vaticano, o que tem provocado incômodo a muitos purpurados. Nesse aspecto, Francisco tem mostrado uma coerência admirável, afinal, uma Igreja que opta pelos pobres tem, necessariamente, que se colocar como exemplo.
Em ambos os aspectos, Francisco tem sido uma grande e benéfica novidade para o mundo católico. A propósito, Marco Politi, um dos maiores especialistas da atualidade em questões vaticanas, no livro de sua autoria Francisco entre os lobos: O segredo de uma revolução, escreve: “Dois Papas no vaticano. E no horizonte perfila-se um pontífice a prazo. O ano de 2013 pôs em marcha uma revolução imprevisível no mundo católico. Muda o perfil do papado e Francisco está a alterar o modelo da Igreja. O seu sucessor voltará provavelmente a viver nos apartamentos papais, mas não poderá continuar a apresentar-se com os mantos do passado. Sobretudo não poderá voltar a exercer um poder autoritário sem limites. O absolutismo imperial dos pontífices está irremediavelmente comprometido. O Papa Francisco apresentou-se ao mundo como discípulo de Jesus, e depois dele será difícil que um Papa possa ascender ao trono, com a pretensão de ser o plenipotenciário de Cristo” (Lisboa: Ed. Texto & Grafia, 2014, p. 233).
Sabia, pois, muito bem o que queria e pretendia este homem que, quando de sua escolha para o cargo de Sumo Pontífice da Igreja Católica, em 13 de março de 2013, ao ser indagado pelo cardeal Giovanni Battista Re se aceitava a eleição, respondeu com um claro sim, manifestando no ato o nome pelo qual queria, a partir de então, ser tratado: “Vocabor Franciscus in memoriam sancti Francisci di Assisi (tomarei o nome de Francisco em memória de São Francisco de Assis)”.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Direitos e deveres dos moradores de condomínio é tema do “Judiciário em Evidência”



Desembargador Paulo Airton Albuquerque Filho



O “Judiciário em Evidência” desta semana vai falar sobre direitos e deveres dos moradores de condomínios. O entrevistado é o desembargador Paulo Airton Albuquerque Filho, integrante da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) e especialista em Direito Imobiliário.

Segundo o magistrado, questões envolvendo vaga de garagem, mudança de fachada e ocupação indevida de áreas comuns são os principais motivos de conflitos entre os condôminos. Ele também tira dúvidas sobre cobrança de taxas e qual a responsabilidade do condomínio em caso de roubo.

O entrevistado explica ainda que o novo Código Civil estabeleceu regras mais modernas de convivência nos condomínios. Entre as inovações está a possibilidade de uma pessoa jurídica atuar como síndico. Há ainda situações em que o inquilino pode ter participação nas decisões da assembleia geral de moradores.

O “Judiciário em Evidência” também traz reportagem com os resultados da segunda edição da Semana da Justiça pela Paz em Casa, realizada entre os dias 3 e 7 de agosto. A inciativa do Supremo Tribunal Federal teve como objetivo priorizar julgamentos de processos de violência contra a mulher. No Ceará, os resultados superaram as expectativas. Ao todo, foram realizadas 734 audiências e proferidas 301 sentenças, além de 338 despachos e cinco sessões de julgamento do Tribunal do Júri.

No quadro “Além da Toga”, vamos mostrar as regras, curiosidades e benefícios do xadrez. O esporte faz parte da vida do juiz Fernando Luís Pinheiro Barros, titular da 7ª Vara Cível de Fortaleza.

O programa será exibido neste sábado (15/08), na TV Assembleia, às 18h30; no domingo (16/08) na TV O Povo, às 12h15; e na segunda-feira (17/08), na TV Fortaleza, às 14h30.

CANAIS
TV Assembleia – canal 30 aberto e Multiplay
TV O Povo – canais 48 aberto e 23 da Multiplay
TV Fortaleza – canais 6 da Multiplay e 61.4 digital aberto. Nessa emissora, as reprises ocorrem na quarta-feira (7h), quinta-feira (15h10) e no sábado (12h).

O programa também fica disponível nos sites www.tjce.jus.br e youtube.com.br/tjceimprensa.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O amor maior do mundo



Dia 30 de julho de 2015, DEUS me concedeu a graça de ser mais uma vez pai. Nasceu João Guilherme. Por essa razão, farei uma parada técnica do blog. Por que? Porque vou ajudar a mamãe a cuidar dele. Obrigado Senhor!!!!

A novidade do papa Francisco, por Vasconcelos Arruda


Há poucos meses, um colega de trabalho comentava comigo uma conversa com um amigo que se diz ateu convicto, ocasião em que este lhe confessara: “Por causa deste papa Francisco estou quase me convertendo ao catolicismo”. Embora isso tenha sido dito em tom de brincadeira, não deixa de ter certo fundo de verdade. É no mínimo curiosa a constatação de que o pontífice começa a tocar não apenas os católicos, mas até os que se dizem indiferentes ou mesmo avessos à religião.
A recente viagem do papa Francisco a três países da América Latina reacendeu o debate em tornou da figura do pontífice. Não por acaso, escolheu ele três dos países mais pobres do continente para visitar: Equador, Bolívia e Paraguai. Sua opção, parece-me, não deixa dúvidas quanto ao programa estabelecido para o seu pontificado. É clara sua opção preferencial pelos pobres e marginalizados. Não somente o discurso, mas a sua própria maneira de proceder tem deixado muito claro o rumo que ele pretende dar à atuação da Igreja.
Em consonância com esse projeto, outro está claramente em andamento. Refiro-me à grande transformação na burocracia e hierarquia do vaticano, o que tem provocado incômodo a muitos purpurados. Nesse aspecto, Francisco tem mostrado uma coerência admirável, afinal, uma Igreja que opta pelos pobres tem, necessariamente, que se colocar como exemplo.
Em ambos os aspectos, Francisco tem sido uma grande e benéfica novidade para o mundo católico. A propósito, Marco Politi, um dos maiores especialistas da atualidade em questões vaticanas, no livro de sua autoria Francisco entre os lobos: O segredo de uma revolução, escreve: “Dois Papas no vaticano. E no horizonte perfila-se um pontífice a prazo. O ano de 2013 pôs em marcha uma revolução imprevisível no mundo católico. Muda o perfil do papado e Francisco está a alterar o modelo da Igreja. O seu sucessor voltará provavelmente a viver nos apartamentos papais, mas não poderá continuar a apresentar-se com os mantos do passado. Sobretudo não poderá voltar a exercer um poder autoritário sem limites. O absolutismo imperial dos pontífices está irremediavelmente comprometido. O Papa Francisco apresentou-se ao mundo como discípulo de Jesus, e depois dele será difícil que um Papa possa ascender ao trono, com a pretensão de ser o plenipotenciário de Cristo” (Lisboa: Ed. Texto & Grafia, 2014, p. 233).
Sabia, pois, muito bem o que queria e pretendia este homem que, quando de sua escolha para o cargo de Sumo Pontífice da Igreja Católica, em 13 de março de 2013, ao ser indagado pelo cardeal Giovanni Battista Re se aceitava a eleição, respondeu com um claro sim, manifestando no ato o nome pelo qual queria, a partir de então, ser tratado: “Vocabor Franciscus in memoriam sancti Francisci di Assisi (tomarei o nome de Francisco em memória de São Francisco de Assis)”.