terça-feira, 30 de junho de 2009

PEDRO HENRIQUE, DO SOLETRANDO, VISITA O COLÉGIO LUCIANO FEIJÃO

Ontem tivemos o prazer de receber no Colégio Luciano Feijão o talentoso Pedro Henrique, nascido em Viçosa do Ceará. O garoto foi Vice-Campeão Nacional do SOLETRANDO 2009, patrocinado pelo Programa global Caldeirão do Huck. Tive oportunidade de conversar com ele e fiquei admirado com a sua maturidade. Pedro Henrique escolheu o Colégio Luciano Feijão para fazer o Ensino Médio.
Na ocasião de sua visita, ele foi homenageado pela escola através dos alunos do FUNDAMENTAL II. A garotada se entusiasmou com a presença do menino prodígio que saiu do Ceará e brilhou nas teles da Globo. A partir de 2010, Pedro Henrique já manifestou a intenção da fazer parte do time dos Feras.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

REFLEXÃO: MICHAEL JACKSON: UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA

A morte do astro Michael Jackson comoveu seus fãs e o mundo. Trata-se de uma celebridade que chegou no auge da fama e não suportou o fardo do sucesso. De origem pobre, Jackson ascendeu ao estrelato sem estar preparado para as arapucas da glória efémera. Nesse desespero quis mudar sua cor e seu rosto. Lembro-me do personagem Dorian Gray, de Oscar Wilde, que o tempo não envelheceu, mas ao final amargou uma tragédia pessoal.
Essas fugas são reflexos da ditadura da matéria. Nela se exterioriza o vazio do homem frente ao seu destino. Para muitos o conceito de felicidade é ter muito dinheiro e fama. Imagine você comprando um carro novo.Aquele com que sonhara há muitos anos. No início há um êxtase total. Passam-se alguns dias e você percebe que a sua ilha de satisfação reduziu drasticamante. O que aconteceu de fato para essa mudança de humor?
Para respondermos a essa questão é necessário entendermos que há um erro do homem em acreditar que a felicidade é algo externo e consegui-la reside na aquisição material de um bem ou pessoa. Atribuímos ao outro, no amor, por exemplo, a responsabilidade pela nossa felicidade ou infelicidade. Como se não bastasse nos consideramos infelizes se não vestirmos a roupa de grife ou se não fizermos aquela viagem à Europa. Mais infeliz ainda seremos se não adquirirmos a melhor casa e os melhores móveis, o carro do ano e por aí vai. Tais pseudo conceitos estrangulam a verdadeira acepção de felicidade e provocam no homem um conflito existencial.
Saibam todos que enquanto procurarmos pela felicidade no ambiente externo, naquilo que não nos pertence por natureza, encontraremos a insatisfação, o vazio e a dor existencial. Isso se dá pelo simples fato de que a felicidade reside no interior de cada um de nós e se exterioriza na forma como lidamos com o outro, na maneira como contemplamos as coisas simples. Toda ela está contida naquele bate-papo com o amigo, no encontro com a família, na discussão filosófica ou na trivialidade. Mas é preciso que ela se estabeleça no “sujeito” e não no “objeto”. A felicidade se irradia de dentro para fora. Aqueles que a procuram externamente traduzem pelo seu ato uma profunda incoerência, motivada pelo desencontro consigo mesmo.
Se não me suporto como sou ou como penso, tenho a tendência de fugir de mim mesmo. Nessa fuga me atiro às muletas que a sociedade me oferece: o álcool, o dinheiro, a fama. Só que cada vez que me aprofundo nessa agonia, mas me distancio do que eu sou realmente. Lanço-me como uma personagem deseperada no palco da vida. Já não sei mais quem sou. Roubei de mim a minha identidade. Não domino a cena. O público é que dirige o espetáculo. Renunciei ao meu direito de “ser” pela fantasia do que “parece ser”. A história se desenrola no anfiteatro da vida e meu desencontro aumenta ainda mais. A confusão gerada entre o que sou e o que represento leva-me a um abismo que prenuncia o fim. Já não mais me suporto. A pantera negra da finitude me devora.
Esse quadro nos promove refletir a tragédia de uma sociedade construída pelo império do “Ter” sobre o “Ser”. No palco, o riso fácil. Na vida,a dor incontida de uma viagem que não se realizou, de uma história inconclusa. Não nos permitamos, portanto, ser personagens de um teatro sem rosto, muito menos devemos aceitar que alguém dirija a nossa história. Somos, de fato, seus verdadeiros autores. Temos a faculdade das escolhas. Nossa vida é uma trajetória única que implica singularidade e atitude. Podemos construí-la de forma edificante, sob o imperativo da ética, do amor e do compromisso com outro. Afinal, ser feliz é fazer o outro feliz. É mergulhar no recôndito da alma, numa introspecção profunda, arrancando as dores dos momentos adversos, dos desencontros, para, numa catarse superior, deslumbrar-se com o rompante do “novo” que nasce e renasce junto com cada alvorecer.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

UMA REFLEXÃO PARA A VIDA: O TEMPO E O SER

Certa feita Cecília Meireles perguntou no espelho onde estava seu rosto. Esse utilitário, na verdade, torna visível as nossas rugas e os cabelos brancos. A ação deletéria do tempo assusta o homem desde o primórdio da humanidade. A dor do envelhecimento é cruel e solitária. Aprendemos a compreender a vida pelos anos que passam, esquecemo-nos, entretanto, de que a cronologia humana é uma convenção arbitrária, fruto de nossa visão cartesiana.
Imagine pensar nossa vida pela marcha inexorável do tempo. Cada segundo no relógio nos faz aproximar-se do fim indesejado. O suor do terror da decrepitude humana é ofegante, insípido. A matéria se faz soberana e se os anos tornam os ossos mais frágeis, o raciocínio mais lento, cada dia é um dia a menos no diário da nossa existência.
O pânico toma conta a cada badalada do relógio. Entregamo-nos a um destino incontrolável. Ficamos impotentes. Olha só o que criamos: A dimensão do tempo nos impelindo à morte. Nesse abismo de pensamentos funestos, perdemos a noção do presente e nos entregamos a uma vida de medos e angústias. Como somos idiotas. Toda essa combustão de sentimentos nos oprime e nos impede de viver a vida na plenitude maior do espírito. O apito do trem não indica a chegada mas sim a partida.A partida para um lugar que não sabemos onde ou que preferimos ignorá-lo. Olha só o tempo passando, enquanto seus olhos arregalados acompanham o corrimão das palavras.
Esse é o mal do homem: Relativizar, racionalizar, indagar o porquê de tudo. Enquanto isso a vida vai passando e não percebemos que os botões de rosas se abriram, que o canto dos pássaros anunciaram o amanhecer, que nossos caminhos vão cortando as estradas sem rumo como se prenunciassem um fim que não desejamos.
É hora de renovar o sentido da vida, sobrepujando a dimensão temporal. Aproveitando cada instante como a celebração do eterno começo e não do fim, como o filme que nos promove o êxtase, concitando-nos a singrar os mares pelo espírito aventureiro dos navegantes, ousados ao enfrentarem o desconhecido.
Somos singulares e podemos construir uma história movida pelo entusiasmo dos momentos, sejam eles breves ou longos, todos dotados da magia do encantamento do viver pelo prazer do existir, sem preocupar-se em demasia com as dores que atravessam os nossos jardins, trazendo espinhos pontiagudos. E se eles ferem a nossa alma, saberemos juntar os pedaços, recolher as fagulhas, olhar para um horizonte de oportunidades.
Afinal, nascemos para a vitória, não necessariamente para o podium. No alto, muitas vezes, não enxergamos as nossas limitações, entretanto o sucesso consiste em fazer da vida um hino de resistência, de determinação, de perseverança. Atravessá-la, exitosamente, implica saber superar os fracassos e as vicissitudes que encontramos na nossa caminhada, implica mais ainda no enfrentamento dos mares tempestuosos e dos limites que muitos vezes impomos a nós mesmos.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

UM LIVRO SURPREENDENTE: CARTAS ENTRE AMIGOS

Li de um fôlego só e digo para vocês que "CARTA ENTRE AMIGOS"(editora Ediouro) é um livro surpreendente. Confesso que inicialmente o prenconceito com relação aos autores falou mais alto. Imaginei que os midiáticos Gabriel Chalita e Fábio de Melo tinham mais propaganda do que sabedoria. Estava errado!!! O livro é fascinante do início ao fim.
Os autores falam dos medos contemporâneos através da troca de cartas - de amigo para amigo - dando um lampejo de poesia no meio de um território árido das dores humanas. Invocam um Deus que é misericórdia e amor. Lamentam pelos jovens aprisionados pelas drogas, pelos amores que se perderam no chão da poeira das vicissitudes e do egoísmo. Concitam a todos a viverem intensa e abundantemente na esperança, na entrega, no companheirismo. É um livro muito bacana. Confira!!!

domingo, 21 de junho de 2009

ERNANI BARREIRA ENFRENTA A PRIMEIRA GREVE NO JUDICIARIO CEARENSE DESDE QUE ASSUMIU A PRESIDÊNCIA DO TJ

Não ter cumprido a palavra com os servidores do Judiciário do Ceará custou ao Presidente do TJ Ernani Barreira a deflagração da greve do Judidiciário após mais de dez anos de céu de brigadeiro. Mais recentemenente os Oficiais de Justiça aderiram ao movimento. Agora todas as categorias estão em estado de greve.
É lamentável que o Ceará que já é, segundo o CNJ, uma das justiças mais atrasadas do país ainda tenha que passar por essa situação. O que ocorre é total ausência de prioridade àqueles que realmente movem a Justiça cearense. É caótico o desdém com a classe dos servidores.

sábado, 20 de junho de 2009

GABRIEL CHALITA E FÁBIO DE MELO JUNTOS NO LIVRO "CARTAS ENTRE AMIGOS"

Estou começando a ler o livro "CARTAS ENTRE AMIGOS" (Editora Ediouro) dos midiáticos Gabriel Chalita e Padre Fábio de Melo. Trata-se de um diálogo sobre os medos contemporâneos. Meu irmão Robério já o leu e sobre ele teceu muitos elogios. Em breve estarei comentando-o para vocês.

UM LIVRO IMPERDÍVEL E UMA TESE EXPLOSIVA: EFEITO VINCULANTE E CONCRETIZAÇÃO DO DIREITO, de Rosmar Rodrigues Alencar

Li e me deliciei com a obra gigante do Professor Rosmar Rodrigues Alencar intitulada "Efeito Vinculante e Concretização do Direito". É, no mínimo, um livro diferente que não pode deixar de ser lido pelos amantes do Direito.
O autor lança críticas contundentes a standardização das decisões judiciais, fruto da influência iluminista-cartesiana. Propõe uma reeleitura da realidade pela contribuição da semiologia do desejo e da plurivocidade dos horizontes com uma hermenêutica producente. Demonstra com precisão que a padronização de decisões judiciais, através do efeito vinculante, resolve o processo mas não o lítigio, uma vez que não mergulha no âmago dos conflitos, restringindo-se a uma superficialidade. Em síntese: mais números para as estatísticas à custa do recrudescimento das pendengas socias.
Ressalta, com maestria, o paradoxo de adotarmos num país de tradição continental (Civil law) um instituto próprio da common law. Tal propósito se cinge, mormente, pela ênfase do imediatismo. O autor assevera que, nesse contexto, há um reducionismo do mundo dos fatos para que se amolde ao mundo do direito. Segundo ele, a consequência desse modo de pensar é de índole reducionista e evidencia a baixa compreensão da aplicação do direito. Fica, portanto, o jurista e o Magistrado com a necessidade de utilizar um método científico para validar suas decisões, aliado ao fato de que não é sublinhada a importância da compreensão dos problemas, recaindo na conhecida tensão entre decidibilidade do processo versus resolução de conflitos.
Por final, arremata o autor que as excessivas alternativas niveladoras dos aspectos singulares a partir de um dado padrão geral redundam em injustiças e em perda de credibilidade do Judiciário, eis que majoritariamente não conferem a devida importância as discrepâncias sócio-econômicas do Brasil.
Ganha corpo a tese explosiva do autor, principalmente por tratar-se de um Juiz Federal que é, em essência, um hermeneuta-concretizante. Sabe-se que a procura pela celeridade judicial faz criar mecanismos bastante temerários, muitas vezes contraproducentes, alargando ainda mais os conflitos socias. A busca pela estatística imotivada fez disseminar no Judiciários ações pirotécnicas de toda ordem, visando aos holofotes da mídia. Somenos importância é dada à formação jurídica nas academias, relegando-se a um ensino técnico-formal sem alma e sem sensibilidade social. O bom do livro é o fato de descortinar essa triste realidade, principalmente quando se fala enfaticamente de uma prestação jurisdicional efetiva que garanta os direitos humanos, a dignidade da pessoa humana. Parabéns ao autor pela coragem!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

SERVIDORES DO JUDICIÁRIO CEARENSE ENTRAM EM GREVE

Os servidores do Poder Judiciário do Estado do Ceará estão em greve em face das péssimas condições de trabalho e dos parcos salários. O motivo deflagrador se deu em virtude do anúncio, ontem, pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Ceará da criação de mais de cem cargos de Juízes e 18 de desembargadores. Enquanto isso o Plano de Cargos e Salários dos funcionários é mais uma vez colocado de escanteio. Tal fato desestimula os servidores a ponto de muitos sonharem com novos concursos que os livrem de uma vez por todas dessa dramática situação. É lamentável o desprestígio dos mandatários com aqueles que realmente metem a mão na massa e trabalham para valer. Isso é o Brasil!!!

TRISTE NOTÍCIA: Preconceito piora desempenho de alunos, diz pesquisa

"Alunos zombando de outros alunos, de professores ou de funcionários do local onde estudam é, mais do que brincadeira de mau gosto, sinal de pior rendimento escolar.
Uma pesquisa realizada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) a pedido do MEC (Ministério da Educação) demonstrou que, quanto mais preconceito e práticas discriminatórias existem em uma escola pública, pior é o desempenho de seus estudantes.
Entre as experiências mais nocivas vividas por esses jovens está o bullying, que é a humilhação perante colegas por motivo de intolerância.
As consequências na performance estudantil são mais graves quando as vítimas de zombaria são os professores. Entre os alunos, os principais alvos são, respectivamente, negros, pobres e homossexuais.
Para chegar a essa associação entre o grau de intolerância e o desempenho escolar, o estudo considerou os resultados da Prova Brasil de 2007, exame de habilidades de português e matemática realizado por quem cursa da 4ª à 8ª série do ensino fundamental da rede pública.
A conclusão foi que as escolas com notas mais baixas registraram maior aversão ao que é diferente. O MEC não informou que medidas pretende tomar a respeito dessa constatação.
"A conjectura que podemos fazer é que o bullying gera um ambiente que não é propício ao aprendizado", afirma o economista José Afonso Mazzon, coordenador da pesquisa.
"Não é uma questão de política educacional, mas de governo, de Estado. O indivíduo que nasce negro, pobre e homossexual está com um carimbo muito sério pela vida toda", diz Mazzon, para quem o preconceito vem normalmente da própria família. "Para alterar uma situação como essa acredito que levará gerações."
Foram entrevistadas 18.600 pessoas, entre alunos, pais, diretores, professores e funcionários de 501 escolas de todo o Brasil. Entre os estudantes, participaram da pesquisa os que cursam a 7ª ou a 8ª série do ensino fundamental, a 3ª ou a 4ª série do ensino médio e o antigo supletivo, o EJA (Educação para Jovens e Adultos). Do total estudantil, 70% têm menos de 20 anos."
Fonte: folha on line
VAMOS NÓS: superar a barreira do preconceito é visceral para reconstrução do nosso país. Os anos de colonização mais a perpetuação do baronato tornou o Brasil uma nação de injustiças gritantes, criando enorme fosso que separa a minoria afortunada da maioria empobrecida. Tal fato se reflete em todas as instâncias do cotidiano. O preço a ser pago é doloroso: um país de desencontros, sem valores, com uma cultura da perversão, da desarmonia e da exclusão.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

SENADO FEDERAL: UMA VERGONHA PARA TODOS NÓS

Não posso deixar de voltar a comentar neste blog sobre os últimos escândalos no Senado Federal. No dia de ontem, seu Presidente foi à Tribuna se defender e durante seu arrazoado culpou a imprensa e os grupos econômicos pelo bombardeio de críticas desferidos ao Senado Federal. Causa-nos, no mínimo, perplexidade!!! Tal fato, cada vez mais, faz soçobrar a imagem daquele Parlamento que tem o dever constitucional de proteger o Estado, fiscalizar os mandatários e implementar políticas de interesse público.
Volto ao debate para afirmar que o ranço patrimonialista do Estado brasileiro está longe de acabar. O que se assiste, na verdade, é um reflexo de uma prática corporativa espúria e imoral que, como uma metástase, disseminou-se nas células de nossas instituições, provocando a dogmatização dos efeitos deletérios do oportunismo, da corrupção e do baronato.
Vendo Sarney falar lembra-nos a ditadura militar e a redemocratização. Essa personagem da política brasileira sobreviveu a todas as ideologias e soube travestir-se, de acordo com o momento histórico, ao sabor dos grupos que se revezaram no Poder. É bom lembrar que aqueles que mandaram durante a colonização, são os mesmos que hoje traçam os destinos deste país, salvo a insistência de protagonização de Lula, todavia limitada as cartilhas dos plutocratas.
Culpar a imprensa ou os grupos econômicos pelo que assistimos no Senado é também uma prática de transferência de responsabilidade. Diga-se,tão absurda quanto culpar São Pedro pelas nossas estradas esburacadas. Lamentavelmente o Senado Federal virou um covil de desonestos, claro com raríssimas exceções, estabelecendo-se uma prática de apropriação indevida do erário, distribuição de benesses através do nepotismo, regalias e esquemas fraudulentos.
Num país politizado, isso já seria motivo para a destituição de todos os Senadores com o fechamento daquela Casa. Aqui, apenas manifestamos nossa indignação por um tempo e, em seguida, nos esquecemos dos fatos e tudo volta acontecer. Continuamos a eleger pilantras, como o Deputado que embriagado provocou um acidente ceifando duas vidas inocentes, além daqueles que praticam homicídios, locupletam-se com o dinheiro público, traficam influência e o pior, ficam impunes sob a proteção do mandato eletivo.
Somente a consciência política pode resgatar a dignidade do Parlamento brasileiro. Enquanto o voto for trocado por uma dentadura,fatos dantescos como estes continuarão a povoar o cenário histórico do Brasil.
É preciso um choque de ética que comece na família, se irradie na escola, e se concretize na vida profissional. Sem esse novo arvoredo estaremos apodrecendo nossos valores mais nobres e como um dia disse nosso ilustre Rui Barbosa “teremos a vergonha de dizer que somos honestos”.
É impraticável que a Lei de Gérson sobreviva malferindo os pilares da moral e da probidade. Basta!!! A responsabilidade é nossa: Temos que execrar da política brasileira os maus políticos e para isto é preciso investir em uma educação que forme cidadãos críticos e conscientes.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

POR QUE A OPINIÃO PÚBLICA BRASILEIRA NÃO FOI, AINDA, AFETADA PELA CRISE?

Do Blog do César Maia trago para vocês essa reflexão. Achei interessante:
1. Após oito meses de uma grave crise econômica, a percepção dos brasileiros sobre a crise, é melhor, que em março. Em alguns itens muito melhor. Não há indicador econômico que permita chegar a esta conclusão. Que razões explicam essa reação da opinião pública?
2. Seis elementos explicativos. O primeiro é a menor intensidade das informações publicadas. Na medida em que elas são percebidas como parecidas, mantê-las em destaque contrariaria a lógica da renovação do noticiário. O segundo, depois de 3 anos de crescimento econômico e seus efeitos positivos sobre o emprego e renda\consumo, é a esperada torcida para que a crise passe logo. O terceiro elemento é a própria natureza empresarial dos meios de comunicação, que são parte da crise, com a redução dos patrocínios, da circulação e da audiência. As boas notícias e as previsões otimistas de economistas, empresários e políticos, ganham destaque, e as más noticias são deslocadas para os cadernos econômicos.
3. Lula é o quarto elemento. Em seu conhecido voluntarismo, optou por minimizar a crise (marolinha) desde o início. Lula estimulou o consumo, que mesmo não tendo vindo, se ajustou ao discurso otimista. Com isso, vestiu o traje de protetor do povo contra a crise (externa), que, aliás, sempre lhe coube muito bem. O quinto, num terceiro ano, pré-eleitoral, os governos, federal e estaduais, frente a uma crise imprevisível e seus riscos políticos, aceleraram os gastos publicitários.
4. Finalmente é importante lembrar, que desde 2006, pós-mensalão, o governo federal passou a ter um forte vetor publicitário direcionado à imprensa das cidades menores, especialmente pólos. A grande imprensa –exceção à TV- não circula nessas cidades (FSP, 13/06: No início do governo Lula, a publicidade oficial atingia 182 municípios. Agora, são 1.149). A sinergia destes seis elementos ajuda a explicar as pesquisas. A questão de sua sustentabilidade depende do acerto ou não, das previsões otimistas e suas relações com o cotidiano das pessoas.

sábado, 13 de junho de 2009

MEDITAR FAZ BEM À SAÚDE: Meditação ajuda a combater insônia, afirma estudo

Há muito os orientais sabem a importância da meditação. Nós, ocidentais, cartesianos em exagero, temos sérias restrições a essa modalidade de introspecção. O mundo da velocidade não nos permite parar para refletir. O custo de tudo isso é um estresse coletivo e as inúmeras doenças da alma, que afetam indistintamente crianças, jovens e adultos.
Sempre fui um apreciador da meditação e sugiro o livro do Hermógenes para os iniciantes. Vocês vão descobrir a grandeza do método e a eficácia da prática para a vida. A propósito, trago a vocês mais uma notícia sobre os efeitos positivos da meditação:

A meditação pode ser uma forma eficaz de tratamento contra a insônia, segundo pesquisa apresentada no 23º congresso anual da Associação Profissional de Sociedades do Sono, nos Estados Unidos.
Os pacientes que meditam sentem melhoras na qualidade subjetiva do sono e em sua duração total, no tempo de adormecer, da vigília e no acordar.
O diretor do programa sobre a insônia do Memorial Hospital de Evanston, Ramadevi Gourineni, disse que este transtorno é causado por 24 horas diárias de "hiperatividade", com altos níveis de tensão durante certos momentos.
No congresso foi apresentado um estudo que analisa os dados de 11 pacientes, de 25 a 45 anos, com problemas de insônia primária crônica. Durante dois meses, eles foram divididos em dois grupos: um participou de Kriya Ioga (uma forma de meditação) e de aulas sobre saúde. O outro recebeu informações sobre como melhorar a saúde com o uso de exercícios, nutrição, perda de peso e gerenciamento do estresse, mas não fez meditação.
Depois do período do estudo, o grupo que fez meditação registrou melhoras na qualidade do sono, o tempo necessário para dormir e o tempo total de sono.
Gourineni afirmou que os resultados do estudo provam que "ensinar técnicas de relaxamento profundo durante as horas do dia pode ajudar a melhorar o sono à noite".
Fonte: Folha on line

sexta-feira, 12 de junho de 2009

AGRADEÇO DE CORAÇÃO AOS MEUS LEITORES


Quero agradecer as dezenas de e-mails recebidos dos leitores do meu blog. Sei que muitos dos elogios são frutos da bondade de vocês. Arrisco em dizer que esse espaço tornou-se muito especial para mim, não somente pelo fato do constante esforço intelectual para produzir as postagens, mas principalmente pelo carinho dos leitores.
Entre os e-mails recebidos que me sensibilizaram bastante, destaco aqueles oriundos dos grandes amigos e dos amigos que ainda não tive a oportunidade de conhecer. Agradeço de coração o carinho de vocês e peço desculpas a todos pelos dias que não tenho postado para o blog, em face do assoberbamento das atividades laborativas e do tempo que tenho reservado para produzir meu artigo de conclusão da minha especialização em Direito Processual Civil. Mais uma vez quero traduzir o meu muito obrigado!!!!

REFLEXÃO NECESSÁRIA PARA O SUCESSO NA VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL: Como desenvolver sua Inteligência Emocional

Ainda sobre Inteligência Emocional trago para vocês um texto do professor Ari Lima.
"Segundo estudos realizados pelo psicólogo Daniel Goleman, autor do livro “A Inteligência Emocional”, (Editora Campus/Elsevier, 1995), 90% da diferença entre as pessoas que obtém grande sucesso pessoal e profissional, e aquelas com desempenho apenas mediano, se deve a fatores relacionados a competências comportamentais, mais do que às habilidades aprendidas na escola.
O conjunto destas competências é o que podemos chamar de Inteligência Emocional. Elas têm cinco componentes principais:
Autopercepção – que é a capacidade das pessoas conhecerem a si próprias, em termos de seus comportamentos frente às situações de sua vida social e profissional, além do relacionamento consigo mesmo.
Autocontrole – ou capacidade de gerir as próprias emoções, seu estado de espírito e seu bom humor.
Auto-motivação – capacidade de motivar a si mesmo, e realizar as tarefas e ações necessárias para alcançar seus objetivos, independente das circunstâncias.
Empatia – habilidade de comunicação interpessoal de forma espontânea e não verbal, e de harmonizar-se com as pessoas.
Práticas sociais – capacidade de relacionamento interpessoal e de trabalho em equipe.
Analisando estes fatores comportamentais que compõem a inteligência emocional, percebemos que eles estão intimamente relacionados ao sucesso e às realizações pessoais.
Em qualquer área da atividade humana, pessoas com estrutura emocional sólida, conseguem melhor produtividade, e, por isto, destacam-se entre as demais.
Um esportista que não estiver bem, emocionalmente, mesmo sendo um atleta de destaque, dificilmente obterá vantagem sobre aquele que se apresentar com alto quociente emocional. Também nas empresas ocorre o mesmo, o profissional instável emocionalmente, tem sua produtividade prejudicada ao desempenhar suas funções.
Existe um estudo do professor John Kotter, da Universidade de Harvard, apresentado no livro As Novas Regras. Ele acompanhou um grupo de 115 alunos desta universidade, durante 20 anos, após sua formatura em 1974. Comparou o desempenho profissional deles ao final do período, com as notas obtidas pelos mesmos, ao concluírem o curso. O resultado, ao contrario do que se esperava, mostrou que não havia ralação positiva entra as notas obtidas, e o sucesso pessoal e profissional alcançado pelos participantes. Ou seja, os melhores alunos não foram os que obtiveram maior sucesso pessoal e profissional.
Baseado nos estudos atuais é possível afirmar que a Inteligência Emocional tem maior impacto na realização pessoal, profissional e na felicidade de uma pessoa, do que o QI, quociente de inteligência. Por isto é tão importante aprendermos a desenvolver nosso quociente emocional, ou QE.
No entanto, surge uma questão: é possível desenvolver a Inteligência Emocional? E como fazer para desenvolver esta habilidade tão importante?
Desenvolvendo a Inteligência Emocional
Um programa para desenvolver a inteligência emocional de uma pessoa, precisa cumprir as seguintes etapas:
Relacionar as principais competências comportamentais desta pessoa em relação ao seu contexto, pessoal e profissional.
Fazer uma avaliação destes comportamentos, comparando o grau atual destas competências, com o grau desejável naquele contexto.
Executar um treinamento, em relação aos comportamentos pouco desenvolvidos, com ações práticas.
Controlar os resultados até conseguir atingir as metas pretendidas.
Depois de saber quais os pontos fortes e as limitações, a pessoa deve ser orientada a desenvolver as competências comportamentais que mais estão prejudicando seu desenvolvimento pessoal e profissional.
Habilidades como empatia, flexibilidade, espírito de liderança, poder de persuasão, motivação, comunicação e relacionamento interpessoal, entre outras, devem fazer parte do programa de desenvolvimento de sua Inteligência Emocional.
É preciso que a pessoa faça uma planilha com as competências que precisa desenvolver e aproveite todas as situações de sua vida pessoal e profissional para praticá-las.
Treinando, treinando, treinando
É como andar de bicicleta, é preciso praticar até tornar estas competências algo natural em sua vida. Se alguém tem dificuldade de falar em público, e esta competência é fundamental para o desenvolvimento de sua carreira, então será preciso praticar esta atividade até tornar-se espontânea.
Segundo pesquisas, o cérebro emocional aprende através de experiências repetidas. Portanto, depois de identificar seus pontos fracos, é preciso centrar forças neles até desenvolvê-los. É necessário enxergar as oportunidades do dia a dia para praticar suas competências em desenvolvimento.
Quem precisa desenvolver a Inteligência Emocional
Todas as pessoas se beneficiarão ao desenvolver sua Inteligência Emocional. Estudantes conseguirão melhor aproveitamento na escola. Jovens terão melhores condições de conseguir seu primeiro emprego, e construí uma carreira de sucesso desde o início. Profissionais terão melhores oportunidades de crescimento e condições de assumir cargos de chefia. Chefes terão melhores condições de liderar suas equipes. Enfim, a Inteligência Emocional poderá ser a diferença entre uma trajetória bem sucedida, com uma vida cheia de realizações, ou uma carreira medíocre.
Por isto, sugerimos a todas as pessoas: profissionais, estudantes, médicos, executivos e empresários, que busquem identificar seus pontos fortes e pontos fracos em relação à Inteligência Emocional, e desenvolvê-los da melhor forma possível. Lembre-se que nunca é tarde para o crescimento pessoal.
Por: Ari Lima

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Hoje é feriado, mas você sabe o que é Corpus Christi?

“Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos díscipulos, dizendo: “Tomai e comei, isto é o meu corpo.”Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho dizendo: “Bebei dele todos, porque isto é o meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados. ” ( MT 26:26-28)
” Corpus Christi é uma festa ao Corpo de Cristo. É uma data adotada na Igreja Católica, para comemorar a presença real de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia, pela mudança da substância do pão e do vinho na de seu corpo e de seu sangue (O Catolicismo declara que a hóstia, torna-se literalmente em Carne e Sangue do Senhor Jesus).
A seguir, veja como iniciou-se esta comemoração:
A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XII. A Igreja sentiu necessidade de realçar a presença real do “Cristo todo” no pão consagrado. Esta necessidade se aliava ao desejo do homem medieval de “contemplar” as coisas. Surgiu nesta época o costume de elevar a hóstia depois da consagração. Disseminava-se uma controvertida piedade eucarística, chegando ao ponto das pessoas irem à igreja mais “verem” a hóstia do que para participarem efetivamente da eucaristia
A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes. O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.
Juliana nasceu em Liège em 1192 e participava da paróquia Saint Martin. Com 14 anos, em 1206, entrou para o convento das agostinianas em Mont Cornillon, na periferia de Liège. Com 17 anos, em 1209, começou a ter ‘visões’,
(que retratavam um disco lunar dentro do qual havia uma parte escura. Isto foi interpretado como sendo uma ausência de uma festa eucarística no calendário litúrgico para agradecer o sacramento da Eucaristia). Com 38 anos, em 1230, confidenciou esse segredo ao arcediago de Liège, que 31 anos depois, por três anos, será o Papa Urbano IV (1261-1264), e tornará mundial a Festa de Corpus Christi, pouco antes de morrer.
A ‘Fête Dieu’ começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia. Em 1247, aconteceu a 1ª procissão eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica.
A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos. Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII.
O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada antes de 1270.
O ofício divino, seus hinos, a seqüência ‘Lauda Sion Salvatorem’ são de Santo Tomás de Aquino (1223-1274), que estudou em Colônia com Santo Alberto Magno. Corpus Christi tomou seu caráter universal definitivo, 50 anos depois de Urbano IV, a partir do século XIV, quando o Papa Clemente V, em 1313, confirmou a Bula de Urbano IV nas Constituições Clementinas do Corpus Júris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial. Em 1317, o Papa João XXII publicou esse Corpus Júris com o dever de levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas.
O Concílio de Trento (1545-1563), por causa dos protestantes, da Reforma de Lutero, dos que negavam a presença real de Cristo na Eucaristia, fortaleceu o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística pelas ruas da cidade, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia.
Em 1983, o novo Código de Direito Canônico – cânon 944 – mantém a obrigação de se manifestar ‘o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia’ e ‘onde for possível, haja procissão pelas vias públicas’, mas os bispos escolham a melhor maneira de fazer isso, garantindo a participação do povo e a dignidade da manifestação.
A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse :‘Este é o meu corpo…isto é o meu sangue… fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo depois de Pentecostes.”
(Por Elias R. de Oliveira)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

SINTOMA DA HISTERIA COLETIVA “QUERO QUE TUDO MAIS VÁ PARA O INFERNO”

Quantas vezes as pessoas não amanhecem o dia irritadas e mal humoradas. Nessas ocasiões temos um estresse coletivo que se irradia por todo o tecido social trazendo uma febre de discórdia e de gestos tresloucados. No trânsito os palavrões assumem a ordem do dia, nas ruas as pessoas se engalfinham umas com as outras com uma facilidade impressionante.
Esse quadro mostra o quanto somos carentes de inteligência emocional. Ao menor gesto de indiferença temos um impulso repulsivo, crivando um olhar de zanga e rancor. Mal sabemos que a raiva só faz mal a quem alimenta tal sentimento, trazendo sérios prejuízos à saúde.
É preciso olhar o mundo com os olhos de quem aprecia a vida em toda sua exuberância, enxergando nossos irmãos como extensão de nós mesmos, partícipes dessa grande safra da criação divina. Se naquele dia alguém lhe foi descortês, não alimente sobre ele o pior dos sentimentos, ao contrário seja empático e coloque-se no lugar outro. Contemporize as razões que o fizeram agir assim. Tenha certeza que não há gratuidade em gestos insolentes, muitos deles são reflexos de uma vida destruída pelo desamor e pela rejeição.
Se soubermos perscrutar a alma do próximo, seremos mais felizes porque compreenderemos as atitudes desarrazoadas, não isoladamente, mas dentro de um contexto de uma história vida, na maioria das vezes escrita por experiências traumáticas vivencidas involuntariamente.
Não faço aqui um apelo ao pieguismo ou a caridade inútil, antes proponho uma reflexão madura para que não sejamos vítimas dessa histeria social que faz disseminar o conflito e a violência. Proponho, enfim, uma leitura dos grandes mestres como Buda, Dalai Lama, Cunfúncio, Luther King, Gandhi e, claro, do Mestre dos Mestres, Jesus Cristo. Com eles aprenderemos que a intolerância, o orgulho e a prepotência aniquilam a alma e empobrecem o espírito. Por outro lado, o amor e a compaixão refrigeram as nossas entranhas pela mais doce brisa, invadindo nosso ser e despertando em nós o verdadeiro ideário humano da felicidade universal.

terça-feira, 9 de junho de 2009

FACULDADE LUCIANO FEIJÃO TRAZ MISAEL MONTENEGRO A SOBRAL

A Faculdade Luciano Feijão traz à Cidade de Sobral, hoje, logo mais às 19h , no Centro Convenções, o renomado advogado e doutrinador DR. Misael Montenegro. Trata-se de uma das figuras mais respeitadas na processualística civil. A comunidae jurídica será presenteado com uma palestra proferida por esse excelente mestre tratando sobre as novas perspectivas do Processo Civil no Brasil. Vale a pena conferir.

UMA TRISTE NOTÍCIA:Relatório do Unicef mostra que Brasil tem 680 mil crianças fora da escola


Relatório divulgado nesta terça-feira pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) mostra que o Brasil registrou avanços importantes na educação nos últimos 15 anos. Cerca de 27 milhões de estudantes estão nas salas de aula, o que corresponde a 97,6% das crianças entre 7 e 14 anos. Mas o Unicef chama a atenção para o fato de que a parcela ainda fora da escola (2,4%) representa 680 mil brasileiros nessa faixa etária.
O estudo "Situação da Infância e da Adolescência Brasileira 2009 - O Direito de Aprender" aponta que os "grandes investimentos" feitos na área desde a década de 90 permitiram ampliar o número de matrículas.
Segundo o documento, "as desigualdades presentes na sociedade ainda têm um importante reflexo no ensino brasileiro". O relatório alerta que são os grupos mais vulneráveis da população que enfrentam dificuldades para ter acesso à educação e concluir os estudos.
"As mais atingidas são as [crianças] oriundas de populações vulneráveis como as negras, indígenas, quilombolas, pobres, sob risco de violência e exploração, e com deficiência", cita o estudo. Segundo dados divulgados pelo Unicef, do total de crianças que não frequentam a escola, 450 mil são negras e pardas e a maioria vive nas regiões Norte e Nordeste.
O relatório ressalta que, enquanto em Santa Catarina 99% das crianças e adolescentes têm acesso à educação; no Acre esse percentual cai para 91,3%.
Com o acesso à escola quase universalizado, o desafio para o país, de acordo com o fundo, é garantir educação de qualidade e, principalmente, reduzir as desigualdades.
Entre os avanços alcançados pelo Brasil nas últimas décadas, o estudo destaca a redução do analfabetismo em consequência do aumento da taxa de escolarização. O Unicef ressalta que a queda tem sido maior entre os grupos mais jovens. "A menor taxa de analfabetismo [segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2007] ficou com o grupo de 15 a 17 anos, 1,7%", diz o texto.
Os altos índices de repetência e abandono escolar são um aspecto importante que precisa ser enfrentado, segundo a organização. A reprovação tem forte impacto na adequação idade-série, ou seja, o aluno cursar a série indicada para a sua idade.
Segundo o relatório, apesar de passar em média dez anos na escola, os estudantes brasileiros completam com sucesso pouco mais de sete séries. "De acordo com os dados do Censo Escolar de 2006, a quantidade de concluintes do ensino fundamental corresponde a 53,7% do número de matrículas na 1ª série deste nível de ensino no mesmo ano. No ensino médio, a proporção entre matriculados na 1ª série e os concluintes é ainda menor: 50,9%", aponta o estudo.
O Unicef destaca que a ampliação da obrigatoriedade do ensino é fundamental para garantir a todos o acesso à educação. Hoje apenas o ensino fundamental (dos 7 aos 14 anos) é obrigatório. O fundo recomenda que a educação infantil (para crianças de 4 e 5 anos) e o ensino médio (dos 15 aos 17 anos) também sejam incluídos. Proposta de emenda à Constituição que estende a obrigatoriedade a essas etapas de ensino tramita no Congresso Nacional.
Segundo o relatório, nas nações desenvolvidas a escolaridade obrigatória varia de dez a 12 anos e engloba o ensino médio. Em alguns países como a Alemanha, a Bélgica e a Holanda, a escolarização obrigatória chega a 13 anos.
"Em conjunto com uma educação de qualidade, cujo pilar é a valorização do trabalho do professor, a permanência na escola por mais tempo garante aos estudantes uma aprendizagem mais ampla e consciente, o que coloca esses países nos lugares mais altos dos rankings dos exames internacionais", diz o documento.
Fonte: Folha on line
VAMOS NÓS: A erradicação do analfabetismo é uma responsabilidade do Estado brasileiro. É inconcebível que em pleno terceiro milênio ainda haja crianças fora da escola no Brasil. Esse número é avassalador para um país que aspira ingressar no primeiro mundo. É, na verdade, uma página triste que sinaliza um descaso da família, até pela própria ignorância, compatilhado pela impotência de nossas pólíticas públicas.

sábado, 6 de junho de 2009

BORIS FAUSTO: TRÊS PROBLEMAS DA POLÍTICA NO BRASIL!

Achei interessante essa abordagem de Foris Fausto que foi publicada no blog do César Maia e resolvi transcrevê-la:
Itens destacados do artigo "Irrelevância da Política?”, do historiador, no Estado de SP, 31/05.
1. Acredito que muitos façam como eu. Leio os títulos da primeira página, vou direto às matérias internacionais e algumas outras, mas apenas passo os olhos pelas páginas que tratam da política nacional. Irrelevância do tema? De modo algum. Essa leitura reflete um sentimento de cansaço, decorrente da repetição de eternos problemas, nunca ou quase nunca solucionados.
2. De seu elenco, extraio alguns: o desequilíbrio entre os três Poderes da Federação, resultando na hipertrofia do Poder Executivo; a questão da representação política e dos partidos; o caráter transgressor da cultura política.
3. A hipertrofia de nosso Executivo, esboçada no governo FHC, pelo uso excessivo das medidas provisórias, escalou no governo Lula, com o acréscimo de expedientes escandalosos, de que o mensalão é o exemplo mais gritante, e da cooptação generalizada. A esse processo corresponderam o esvaziamento da atividade própria do Poder Legislativo e a desmoralização grotesca de vários de seus membros.
4. A crise do Legislativo liga-se ao problema da representação. Excetuada uma parcela minoritária do eleitorado, o elo entre o suposto representante, a quem é conferido o mandato popular, e o representado simplesmente inexiste.
5. O caráter transgressor da cultura política é um problema complexo. Aqui, a diferença do que ocorre em democracias estáveis se situa tanto no aspecto quantitativo quanto no qualitativo. Em nosso caso, poucos membros da classe política se arrependem de transgressões maiores ou menores. Mais ainda, estão convencidos da legitimidade de procedimentos irregulares.
VAMOS NÓS: Seria redundante afirmar que temos um ranço do Estado patrimonialista onde se confunde o público com o privado. O pior é que se perdeu a noção de que a coisa pública pertence ao tecido social diifuso, não a um particular ou a determinado grupo. Mais imoral ainda é perceber que os valores éticos são ignorados pela classe política. A prática do "me arruma que eu te ajudo" é profundamente desonesta e própria de uma conduta transgressora dos princípios maiores da administração pública, mais precisamente dos ditames da probidade e da impessoalidade.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

MAIS DO QUE NA HORA: MEC vai investir cerca de 10 bilhões em programas para melhorar a educação infantil e o ensino médio profissionalizante

"Durante o lançamento do programa Globo Educação, no espaço Criança Esperança, no Morro do Cantagalo, zona sul do Rio, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que os recursos obtidos com a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional da Câmara (PEC), na última quarta-feira, serão investidos de forma prioritária em dois programas: O projeto Brasil Profissionalizante, voltado para o ensino médios técnico e o Pró-Infância, voltado para a educação Infantil.
Isso porque foi aprovada a Desvinculação de Receitas da União (DRU) para a Educação, cujos recursos serão repassados por meio de convênios para prefeituras e governos estaduais.
A PEC prevê ainda que a educação seja obrigatória dos 4 aos 17 anos. Hoje a educação básica é ds 6 aos 14 anos.
Custo do novo Enem
Fernando Haddad, afirmou que o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vai custar ao Governo Federal cerca de R$ 140 milhões - o dobro do exame antigo
."
Fonte: O Globo
VAMOS NÓS: Está mais do que na hora de investir no Ensino Básico. O Brasil continua negligente com a Educação Infantil e Fundamental, causando sérios prejuízos à formação desses alunos. Não adianta se falar em cotas e outras marolas alternativas, pensando-se no Ensino Superior como ápice da pirâmide. É na base que reside o grave problema da formação do aluno. Tal fato se constitui numa tragédia social. Vamos aguardar que nossas autoridades abram os olhos para óbvio!!!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

É SEMPRE BOM REFLETIR: Vida é Superação!

A nossa alegria supera nossa tristeza,
nosso consolo supera nossa dor,
nossa fé supera nossa dúvida,
nossa esperança supera nosso desespero,
nosso entusiasmo supera nosso desânimo,
nosso sucesso supera nosso fracasso,
nossa coragem supera nosso medo,
nossa força supera nossa fraqueza,
nossa perseverança supera nossa inconstância,
nossa paz supera nossa guerra,
nossa luz supera nossa escuridão,
nossa voz supera nosso silêncio,
nossa paciência supera nossa impaciência,
nosso descanso supera nosso cansaço,
nosso conhecimento supera nossa ignorância,
nossa sabedoria supera nossa tolice,
nossa vitória supera nossa derrota,
nossa ação supera nosso tédio,
nosso ganho supera nossa perda,
nossa resistência supera nossa fragilidade,
nosso sorriso supera nosso choro,
nossa gratidão supera nossa ingradidão,
nossa riqueza supera nossa pobreza,
nosso sonho supera nossa realidade...
Nosso amor a Deus, ao próximo, à vida, nos faz superar tudo!
(Pr. Edilson Ramos)

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado quer substituir cotas raciais por sociais

"O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), Demóstenes Torres (DEM-GO), deverá apresentar substitutivo ao projeto de lei de cotas nas universidades e escolas técnicas federais no próximo dia 24. Torres disse que apresentará substitutivo em duas semanas trocando as cotas raciais por sociais (para estudantes pobres da escola pública, independente da raça). Ele pediu vista do projeto nesta quarta-feira, tão logo a relatora, senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), apresentou seu relatório
Serys manteve o texto aprovado na Câmara que reserva 50% das vagas para estudante de escola pública, sendo que metade deles com renda familiar por pessoa de até 1,5 salário mínimo e um percentual variável por estado para alunos pretos, pardos e índios. O percentual de cotas para negros e índios será equivalente a proporção de cada grupo étnico em seus respectivos estados, conforme o último senso do IBGE
A relatora Serys diz que manteve o texto da Câmara porque considera importante para o país o aumento do acesso à universidade por parte de estudantes de escolas públicas, pobres, negros e índios. Segundo ela, o Brasil tem uma dívida com a população negra desde o fim da escravidão.
- O Brasil não resgatou esta dívida, assim como não fez nenhum movimento de ações afirmativas para isso - disse a relatora.
O substitutivo de Demóstenes deverá prever cotas sociais, sem reserva de vagas para negros ou indígenas. "
Fonte: O Globo

terça-feira, 2 de junho de 2009

TRAGÉDIA DO VÔO 747 DA AIR FRANCE: ONDE ESTÁ DEUS ?


O desastre aéreo do vôo 747 da Air France chocou o mundo pela magnitude da tragédia. Pessoas das mais diversas nacionalidades, inclusive brasileiras, tiveram o curso de suas vidas interrompido de maneira abrupta. Assim acontece também com os cataclismos naturais como terremotos. No final da história nos perguntamos: Como pode tantas vidas serem dizimadas tão repentinamente? Onde está Deus diante de tudo isso?
Os familiares, com mais razão, até pelo desespero, diante de um episódio como este, deve ter sofrido um abalo na sua fé. Indagam-se: Como pode um Deus que se diz Pai e Misericordioso permitir que tantas vidas sejam ceifadas, tantas famílias sejam destroçadas.
Essa é a pergunta que mais mexe na cabeça da gente quando fatos tristes como estes nos afetam. Imaginamos que Deus foi omisso, negligente ou que talvez essa entidade divina não exista, esteja apenas povoando a mente humana.
É preciso ressaltar que nascemos no berço do racionalismo cartesiano. Suas idéias alimentaram nossa alma e a partir de então tudo que ocorre é fruto de um pensamento sistemático que se estabelece na fronteira dicotômica: Se o mal existe, o bem é mera quimera. Poderíamos parafrasear essa ambivalência perguntando a nós mesmos: Se uma tragédia dessa natureza aconteceu (o mal) é porque Deus (o Bem) não existe. O reducionismo de horizontes, alimentado por um pensamento cartesiano, nos indica duas fronteiras que se conflitam e que se distanciam, a ponto de que se uma delas subsistir, torna-se a negação da outra. Tal raciocínio é carente de uma avaliação hermenêutica mais aprofundada.
É necessário trazer à lume que os fatos são naturais, embora muitos deles sofram a interferência da ação antrópica. Com a inteligência humana, construíram-se máquinas voadoras, edifícios gigantescos, produtos químicos que facilitam a vida das pessoas e inúmeras outras parafernálias. Entretanto, sabemos que muitas dessas engenhosidades conflitam com o estado natural das coisas e importam em prejuízo ao próprio homem. Essa dimensão antitética é inerente à vida e ao seu curso de evolução natural.
Surge então o bojo de nossa discussão: Imagine um Deus que evita acidentes de toda ordem: crianças que caem das escadas, telhados que desabam, automóveis que colidem, terremotos e outros mais. Sua interferência no campo das probabilidades, invadindo o percurso natural da vida, seria um desacerto ao seu propósito de criar o homem livre e com a capacidade inventiva, inclusive de prevenir acidentes. Mais ainda estaria o Criador limitando a sua Criatura, arrancando-lhe o livre-arbítrio e tornando-o um autômato. Livrar-se-ia da morte como finitude da existência temporal, todavia estar-se-ia eternamente escravizado pela Divina Vontade a um existir sem dor, todavia sem ventura.
De que adiantaria uma vida sem o inesperado, nem que ele nos seja muitas vezes adverso. De que importaria viver sem enxugar as lágrimas. Como seria de fato a vida indolor? Não haveria o inusitado, o abrupto. E o homem como se comportaria se imaginasse que o Criador, a todo tempo, poderia intervir na sua criação, mudando as peças, as personagens, como se estivesse jogando cartas.
Esse é o preço que pagamos pela liberdade. Deus nos criou e nos deu as ferramentas necessárias para que vivamos no anfiteatro da vida como autor de nossa história. Se ela muitas vezes é escrita pela dor, isso não é sobremaneira a negação da grandeza Divina. Ao contrário, só um Deus misericordioso é capaz de abdicar do seu poder para permitir que os homens sejam livres o suficiente para fazer escolhas.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

FORTALEZA ESCOLHIDA UMA DAS SEDES DA COPA DE 2014


Foi com alegria que os cearenses receberam a notícia de que a nossa Capital vai ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Como se tornará uma vitrine, não faltarão obras de infraestrutura, ginásios, praças de entretenimento. Espera-se entretanto que se voltem os olhos às periferias, pois na maioria das vezes desviam-se caminhos e rotas como forma de dissimular os cinturões de pobreza. A Fortaleza tem que ser bela para todos!!!