quinta-feira, 23 de junho de 2016

QUALIDADE PARA SOBREVIVER NOS TEMPOS HODIERNOS - RESILIÊNCIA

Já tratei aqui no blog sobre a imperiosa necessidade do profissional ser resiliente. Afinal, o que é resiliência? Se buscarmos o conceito na física, veremos que resiliência é propriedade de que são dotados alguns materiais, de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura. O que isto tem a ver com a vida profissional? Sabemos que hoje vivemos em mundo dinâmico, onde tudo muda a todo instante e a toda hora. Embora essa consciência seja evidente, o que se verifica no ambiente do trabalho é que muitos profissionais se fecham em si mesmos, não se permitindo olhar sua trajetória com outras possibilidades. Na maioria das vezes são ferozes e contrários as mudanças. Não suportam lidar com o “novo” e quando surge uma nova ideia, eles se opõem e se resguardam no seu “mundo”, sob o argumento de que aquilo não vai dar certo.
Essa atitude de pseudo sobrevivência revela, na verdade, fragilidade e absoluta ausência de resiliência. Então ficou fácil perceber que resiliência no mundo trabalho é a capacidade que temos de adaptação as mudanças, com a consciência plena de que a verdadeira sobrevivência no mercado competitivo exige do profissional um olhar aberto para as diversidades, abolindo preconceitos e superando a insidiosa zona de conforto. Exige mais ainda uma ação propositiva, sempre alicerçada pela “atitude”. É preciso andar um metro a mais sempre, surpreendendo e se antecipando aos cenários. Afinal, sempre há uma maneira de se fazer melhor aquilo que costumeiramente se conceitua “rotina de trabalho”.
Então, como ser resiliente na vida laborativa? É óbvio que a junção dessas qualidades não surge do nada. Faz-se necessário cultivar valores e apostar muitas cartas nas relações interpessoais, sabendo lidar com as diferenças, catalisando energias e, principalmente, aprendendo com as opiniões contrárias. Mais ainda: é preciso estudar bastante. Isso não importa dizer que o objeto de estudo se restringe à área de atuação profissional. Claro que é um ponto a mais, todavia é preciso ir muito além: Aprender com os filósofos, mergulhar na história e na sociologia, encantar-se pela arte e a literatura.Em síntese, trata-se de ter uma visão holística do mundo, permeada pela capacidade de vislumbrar o belo na criação divina e nas coisas humanas, não perdendo a sensibilidade para “escutar” e cercando-se da tão saudável “humildade”, que nos faz compreender o quanto somos imperfeitos e do quanto necessitamos do “outro” para alcançarmos o êxito nas batalhas da vida.

Portanto, ser resiliente é também perceber que o sucesso não é resultado de uma ação individual, mas sim fruto de uma construção coletiva em que a colaboração de cada um, direta ou indireta, faz a enorme diferença. Por isso, o verdadeiro êxito não é subir ao pódio sozinho, mas alcancá-lo ladeado de muitos companheiros de luta.

Como experimentar Deus hoje, POR LEONARDO BOFF

Nos dias atuais vivemos tempos tão atribulados na política que acabamos psicologicamente alterados. O não ver caminhos, andar às cegas, ao léu como um barco sem leme, nos tira o brilho da vida. Acabamos esquecendo das coisas essenciais.
Quem leu meu último artigo “O Brasil atual tem jeito?" encontra o transfundo desta reflexão sobre Deus. Em momentos assim, sem sermos pietistas, nos voltamos para aquela Fonte que sempre alimentou a humanidade, especialmente em tempos sombrios de crise generalizada. Sentimos saudades de Deus. Dele esperamos luzes. Mais ainda: queremos experimentá-lo e senti-lo a partir do coração no meio da turbulência.
Se olharmos a história, constatamos que a  humanidade sempre se perguntou pela Última Realidade. Dava-se conta de que não podia saciar sua sede infinita sem encontrar um objeto Infinito adequado à sua sede. Nem conseguiria explicar a grandeza do universo e a nossa própria existência sem apelar para aquilo que se convencionou chamar de Deus, embora tenha miloutros nomes conforme as diferentes culturas. Hoje, numa linguagem secular,vinda da nova cosmologia, falamos da “Fonte Originária de onde vem todos os seres”.
Apesar desta busca incansável, todos testemunham: “ninguém jamais viu Deus” (1 Jo 4,12). Moisés suplicou ver a glória de Deus. Mas Deus lhe disse: ”Não poderás ver a minha face  porque ninguém me pode ver e permanecer vivo”(Ex 33, 20). Se não podemos vê-lo, poderemos identificar sinais de sua presença. Basta prestar atenção e  abrirmo-nos à sensibilidade do coração.
Impressiona-me o testemunho de um indígena norte-americano Cherokee que conta de alguém que buscava desesperadamente Deus mas que não prestava atenção à sua presença em tantos sinais. Ele conta:
“Um homem sussurou: Deus, fale comigo! E um rouxinol começou a   trinar. Mas o homem não  prestou atenção. Voltou a perguntar: Deus, fale comigo! E um trovão reboou pelo espaço. Mas o homem não deu importância.  Perguntou   novamente: Deus , deixa-me vê-lo!  E uma enorme lua brilhou no céu profundo. Mas o homem nem reparou. E,  nervoso, começou a gritar: Deus, mostra-me  um milagre! E eis que  uma criança  nasceu. Mas o  homem não se debruçou sobre ela para admirar  o milagre  da vida. Desesperado, voltou a gritar: Deus, se você existe, me  toque e me  deixa sentir  a sua presença, aqui e agora. E uma borboleta   pousou,  suavemente, em seu ombro.  Mas ele, irritado, a afastou   com a mão”.
“Desiludido e entre  lágrimas, continuou seu caminho.  Vagueando sem rumo.  Sem nada mais perguntar. Só e cheio de  medo. Porque não soube ler os sinais da presença de Deus”.
A consequência dessa desatenção, produziu desespero, solidão e a perda de enraizamento. O oposto à crença em Deus não è o ateismo. Mas a sensação de solidão e de desamparo existencial. Com Deus tudo se transfigura e se enche de sentido.
No meio de emaranhado de nossa situação política atual ainda assim buscamos uma verdadeira experiência de Deus. Para isso precisamos  ir além da razão racional que compreende os fenômenos pela rama, calcula-os, manipula-os e insere-os no jogo dos saberes da objetividade científica e também dos interesses políticos como os atuais. Esse espírito de cálculo pensa sobre Deus mas não percebe Deus.
Precisamos de outro espírito, aquele que sente Deus: o espírito de finura e de cordialidade, de encantamento e de veneração. É a razão cordial ou sensível. Ela sente Deus a partir do coração.
Deus é mais para ser sentido a partir da inteligência cordial do que para ser pensado a partir da razão intelectual. Então nos damos conta de que nunca estávamos sós. Uma Presença inefável, misteriosa e amorosa nos acompanhava.
Não será por isso que nunca acabamos de perguntar por Deus, século após século? Não será por isso que sempre arde o nosso coração quando nos entretemos com Ele? Não seria o advento d’Ele, do sem Nome e do Mistério que nos habita? Não é  por isso que cremos haver sempre uma solução para os nossos problemas?
Estamos seguros que é Ele, quando não sentimos mais medo pois é Ele ó verdadeiro Senhor da história. Ousamos esperar que um destino bom emerja da obscuridade atual sob a qual sofremos.
Leonardo Boff é articulista do JB on line e teólogo.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

“Judiciário em Evidência” com o Desembargador Paulo Albuquerque aborda novas regras para usucapião

O “Judiciário em Evidência” tratou do tema das novas regras para usucapião promovidas pelo novo Código de Processo Civil (CPC). Quem fala sobre o assunto é o desembargador Paulo  Albuquerque , integrante da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).
O magistrado explica que o novo CPC trouxe como novidade a possibilidade de usucapião extrajudicial, ou seja, por meio dos cartórios de registro de imóveis. Segundo o desembargador, os notários e registradores terão agora competência para realizar audiências, juntar documentos e fazer diligências. “Eu considero um grande avanço na legislação, pois vai possibilitar que os processos tramitem na via administrativa, saindo da via judicial. Obviamente, sem prejuízo de também poder recorrer judicialmente”, disse.
O entrevistado fala ainda sobre as atribuições do tabelião e do registrador, explica que tipo de imóvel não pode ser objeto de usucapião e esclarece se é necessária a intervenção de advogado. Ele acrescenta que a Corregedoria Geral da Justiça do Estado está elaborando norma para regulamentar artigos do Código de Processo Civil e da Lei de Registros Públicos que tratam do assunto, bem como orientar os cartórios sobre como operar esse novo procedimento.
O programa foi  exibido nesse sábado (11/06), na TV Assembleia, às 18h30; no domingo (12/06) na TV O Povo, às 12h15; e na segunda-feira (13/06), na TV Fortaleza, às 14h30.
CANAIS
TV Assembleia – canal 30 aberto e Multiplay
TV O Povo – canais 48 aberto e 23 da Multiplay
TV Fortaleza – canais 6 da Multiplay e 61.4 digital aberto. Nessa emissora, as reprises ocorrem na quarta-feira (7h), quinta-feira (15h10) e no sábado (12h).
O programa também fica disponível nos sites www.tjce.jus.br e youtube.com.br/tjceimprensa
ou confira no endereço : http://intranet/tv-judiciario/regras-para-usucapiao/

ALEGRIA NA FORMATURA DO JOVEM MÁRCIO VIVALDI




É destaque a formatura em Medicina do jovem talentoso Márcio Vivaldi Azevedo de Aguiar Filho. Seus pais Márcio Vivaldi e Liziane Dias Carneiro Aguiar estão muito felizes e agradecidos a Deus por este momento tão sublime. 

Para quem não sabe, Dr. Márcio é sobrinho e afilhado do queridíssimo médico e amigo RONALDO DIAS CARNEIRO.  Ao afilhado, Ronaldo manifestou seu profundo carinho:
"Márcio Filho, um aspecto relevante da nobreza de seu reto caráter é a sua postura de simplicidade, valor moral, cuja melhor tradução é aquela que a define como sendo 'a virtude dos sábios e a sabedoria dos santos' (Ronaldo Dias Carneiro)

Pertencente a uma família tradicional, Dr. Márcio sem dúvida será um talentoso profissional. De fato, tem como padrinho uma das mais extraordinárias figuras da medicina cearense. Trata-se do amigo-irmão Dr. Ronaldo Dias Carneiro: Médico por vocação. Um ser humano extraordinário. Detentor de uma grandeza de espírito e uma fé inabalável. Amigo de todas horas, sempre com um sorriso largo pronto para servir. 
Para Márcio, basta seguir os passos do tio Ronaldo!!! Será assim um iluminado!

Sobre o padrinho e tio Ronaldo, assim se manifestou Dr. Márcio: Ao querido e estimado Padrinho Tio Ronaldo, Gostaria de agradecer todo o apoio, suporte e ensinamentos que foram essenciais durante a formação acadêmica. Sempre preocupado em não só passar conhecimentos técnico-científicos, mas em como ter uma boa relação médico-paciente e ser profissional humano, sempre tentando mostrar uma visão holística do paciente. Lembro-me bem que passávamos horas ao telefone, sempre com ouvidos atentos as suas palavras e também encantado pelo seu conhecimento científico, ao qual procuro sempre me espelhar. Afinal de contas, Mestres são para isso: Servir de Exemplo!!!"

Felizes, também, estão seus avós maternos Dona Cleide e Professor Olimar (lá onde está junto ao Pai Celestial) pela conquista de seu neto. 

A toda à família de Márcio, minhas felicitações. 

terça-feira, 7 de junho de 2016

SER LÍDER NÃO É UMA TAREFA FÁCIL

Talvez uma das maiores dificuldades que temos na vida corporativa e no âmbito pessoal é compreendermos o conceito de liderança. Destaquei, nesse contexto, a vida pessoal pois lá também o exercício da liderança deve ser vivenciado em sua plenitude sob pena do soçobramento da harmonia entre seus membros e, por corolário, do desmoronamento dos valores familiares. Não se há de distinguir ser líder em casa ou no trabalho. Ambas situações se entrelaçam de forma indissociável.
Suas ações em família indicam sua atuação no trabalho. Se em casa sua relação é pautada pelo desrespeito, pelo absenteísmo, pela falta de compromisso, torna-se óbvio que tais práticas transcenderão o espaço do lar e refletir-se-ão na sua atividade laborativa. Daí entendermos que o exercício da liderança começa no recôndito do lar e, por extensão metafórica, no espaço íntimo de nossos pensamentos. Melhor dizendo: Tudo começa de dentro para fora.
É claro que precisamos afinar nossos instrumentos, primeiramente, na vida pessoal: equilíbrio nos gastos do orçamento familiar, criar espaço para uma relação em família sob o imperativo do diálogo, organizar seu tempo para as necessidades urgentes e prioritárias, saber cobrar responsabilidades, cuidar da saúde, implicando abstinência ao exagero.
Com essas experiências vivenciadas, só então estaremos aptos a nos tornarmos líderes no mundo corporativo. Lembro-me da máxima do maior orador sacro da língua portuguesa, autor de "Os Sermões", Padre Antônio Vieira: Só o exemplo educa. Parafraseando o eminente escritor, di-lo-ei: Só o exemplo nos torna um líder.
Seremos capazes de convencer, de motivar o outro, de exercitarmos a liderança plena, à medida que nossas ações correspondam ao nível de nossas exigências. Se falamos algo, cobramos algo, mas fazemos diferentes, não estamos inspirando, educando, ao contrário, impelimos o outro a agir com uma personalidade travestida, mascarada. Só a transparência é capaz de convencer. Se você é austero, continue austero; se você prima pela perfeição, continue primando pela perfeição. Pior seria se tornar uma personagem mutável ao calor das ocasiões, transparecendo algo que não lhe é próprio. Para ser líder não é necessário um sorriso constante no rosto, uma caridade inútil, um gesto de cortesia exagerado.
Ser líder, na verdade, é ser coerente, é ser você mesmo. Se seu jeito de ser não é agradável a todos, fazer o contrário para parecer bacana é tão irreal quanto querer armazenar a água do mar numa cumbuca. Seja você mesmo, afinal todos nós somos diferentes. Mas se permita rever seus atos, corrigir suas ações.
Outro ponto que reputo de real preocupação é reduzirmos o conceito de liderença a uma permissividade na ação praticada pelo subordinado, além da aceitação indecorosa da atitude irresponsável e incompetente de um liderado. Tudo em nome da bondade, da empatia. Não digo que ser empático seja um defeito, pelo contrário, admito a empatia como uma das maiores qualidades de um líder. O que me leva a questionar é que muitas vezes não saímos da zona de conforto pelo medo de magoar o outro e , como consequência, aceitamos que nossos liderados pratiquem as piores atrocidades.
Não percebemos, entretanto, que a nossa omissão em não corrigi-lo, chamá-lo à responsabilidade, porá em risco o futuro de uma empresa e o que é mais grave, atingirá inocentes, mormente aqueles que com zelo e compromisso dedicam sua vida ao trabalho. Dessa forma entendo que o exercício da verdadeira liderança perpassa pelo compromisso de enxergar o coletivo como fim último, inarredável, sob pena de um só apodrecer todo o cacho de uvas.

Finalizo, por dizer, que ao analisarmos a aceitação dos nossos subordinados ao nosso jeito de liderar, tenhamos cuidado com os aplausos em demasia, com os elogios gratuitos. Muitas vezes tais manifestações são apenas frutos do expediente da bajulação. Afinal, há uma máxima há muito reverenciada que diz: "O segredo do sucesso não se sabe. Do fracasso, é querer agradar a todos".