quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Um comentário que vale um destaque: Meu amigo-irmão Ronaldo Dias Carneiro

Amigo-Irmão Carlinhos , temos o privilégio de bebermos dessa fonte, que é o seu exemplo de talento e coragem de líder inspirador. " Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. É a única. ", enfatiza Albert Schweitzer. Parece-me oportuna e pertinente a reflexão sobre " O Paradoxo da Autenticidade " de Hermínia Ibarra. Consubstanciando suas valiosas ideias , pequenas mudanças no modo como nos conduzimos, interagimos e nos comunicamos, muitas vezes fazem toda a diferença para a eficácia da liderança. Henry S. Commager expressa com muita propriedade : " A mudança não assegura necessariamente progresso, mas o progresso implacavelmente requer mudança. " Eternos aprendizes que somos , convém fixarmos metas de aprendizado, não só de desempenho, motivando-nos a desenvolvermos atributos valorosos para o enfrentamento de gigantescos desafios no trabalho em equipe. Cecília Meireles pondera : " A vida só é possível reinventada. " Líder de Alta Performance com Credibilidade nos remete à sábia citação de Albert Einstein : " Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso. O sucesso é consequência. "

terça-feira, 25 de outubro de 2016

SER LÍDER NÃO É UMA TAREFA FÁCIL

Talvez uma das maiores dificuldades que temos na vida corporativa e no âmbito pessoal é compreendermos o conceito de liderança. Destaquei, nesse contexto, a vida pessoal pois lá também o exercício da liderança deve ser vivenciado em sua plenitude sob pena do soçobramento da harmonia entre seus membros e, por corolário, do desmoronamento dos valores familiares. Não se há de distinguir ser líder em casa ou no trabalho. Ambas situações se entrelaçam de forma indissociável.
Suas ações em família indicam sua atuação no trabalho. Se em casa sua relação é pautada pelo desrespeito, pelo absenteísmo, pela falta de compromisso, torna-se óbvio que tais práticas transcenderão o espaço do lar e refletir-se-ão na sua atividade laborativa. Daí entendermos que o exercício da liderança começa no recôndito do lar e, por extensão metafórica, no espaço íntimo de nossos pensamentos. Melhor dizendo: Tudo começa de dentro para fora.
É claro que precisamos afinar nossos instrumentos, primeiramente, na vida pessoal: equilíbrio nos gastos do orçamento familiar, criar espaço para uma relação em família sob o imperativo do diálogo, organizar seu tempo para as necessidades urgentes e prioritárias, saber cobrar responsabilidades, cuidar da saúde, implicando abstinência ao exagero.
Com essas experiências vivenciadas, só então estaremos aptos a nos tornarmos líderes no mundo corporativo. Lembro-me da máxima do maior orador sacro da língua portuguesa, autor de "Os Sermões", Padre Antônio Vieira: Só o exemplo educa. Parafraseando o eminente escritor, di-lo-ei: Só o exemplo nos torna um líder.
Seremos capazes de convencer, de motivar o outro, de exercitarmos a liderança plena, à medida que nossas ações correspondam ao nível de nossas exigências. Se falamos algo, cobramos algo, mas fazemos diferentes, não estamos inspirando, educando, ao contrário, impelimos o outro a agir com uma personalidade travestida, mascarada. Só a transparência é capaz de convencer. Se você é austero, continue austero; se você prima pela perfeição, continue primando pela perfeição. Pior seria se tornar uma personagem mutável ao calor das ocasiões, transparecendo algo que não lhe é próprio. Para ser líder não é necessário um sorriso constante no rosto, uma caridade inútil, um gesto de cortesia exagerado.
Ser líder, na verdade, é ser coerente, é ser você mesmo. Se seu jeito de ser não é agradável a todos, fazer o contrário para parecer bacana é tão irreal quanto querer armazenar a água do mar numa cumbuca. Seja você mesmo, afinal todos nós somos diferentes. Mas se permita rever seus atos, corrigir suas ações.
Outro ponto que reputo de real preocupação é reduzirmos o conceito de liderança a uma permissividade na ação praticada pelo subordinado, além da aceitação indecorosa da atitude irresponsável e incompetente de um liderado. Tudo em nome da bondade, da empatia. Não digo que ser empático seja um defeito, pelo contrário, admito a empatia como uma das maiores qualidades de um líder. O que me leva a questionar é que muitas vezes não saímos da zona de conforto pelo medo de magoar o outro e , como consequência, aceitamos que nossos liderados pratiquem as piores atrocidades.
Não percebemos, entretanto, que a nossa omissão em não corrigi-lo, chamá-lo à responsabilidade, porá em risco o futuro de uma empresa e o que é mais grave, atingirá inocentes, mormente aqueles que com zelo e compromisso dedicam sua vida ao trabalho. Dessa forma entendo que o exercício da verdadeira liderança perpassa pelo compromisso de enxergar o coletivo como fim último, inarredável, sob pena de um só apodrecer todo o cacho de uvas.
Finalizo, por dizer, que ao analisarmos a aceitação dos nossos subordinados ao nosso jeito de liderar, tenhamos cuidado com os aplausos em demasia, com os elogios gratuitos. Muitas vezes tais manifestações são apenas frutos do expediente da bajulação. Afinal, há uma máxima há muito reverenciada que diz: "O segredo do sucesso não se sabe. Do fracasso, é querer agradar a todos". 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Não deixe nada para ocasiões especiais !!!

Sempre tenho dito neste blog que costumamos imaginar o tempo como algo manipulável e que sempre está à nossa disposição. Estabelecemos nossos  projetos para o futuro e, quando adiamos o cronograma de execução, por uma desculpa ou outra,  somos suficientemente prepotentes a ponto de imaginar que mais uma vez o tempo irá esperar nossa demora.
Vandré  já dizia que “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Algo nos parece enigmático: Podemos controlar o tempo, adiando nossos planos e projetos? Somos senhores do tempo? Ledo engano, afinal o tempo não para. O que temos de concreto é o dia de hoje, mais precisamente o agora. Esse raciocínio impõe refletirmos sobre muitos aspectos de nossas vidas em que deixamos o tempo passar e as oportunidades irem com ele, ficando um rastro de frustração.
Quantas vezes na vida não guardamos aquele whisky escocês, a lingerie francesa, o vestido daquele costureiro famoso para uma “ocasião especial”. Ficam lá envelhecidos pelo tempo, esperando o momento oportuno de entrar em cena. Adiamos até mesmo aquela sonhada declaração de amor pois, quem sabe um dia, não aparece a princesa ou o príncipe dos sonhos pueris. Chegamos ao cúmulo de postergar até o perdão, ou talvez o sorriso para aquele desafeto. Tudo isso fazemos porque imaginamos para cada coisa um dia no futuro, uma circunstância que seja mais propícia. Aprendemos, pelo horizontalismo cartesiano, a dividir nossas vidas pelos dias da semana, pelos meses e  anos. Esse convencionalismo brutal e arbitrário nos afasta do que é óbvio: O que temos de fazer tem que ser agora sob pena de que não  haja mais tempo para realizá-lo.
Imagine aquele empresário, de origem pobre,  que alimentou tantos sonhos de um dia, no futuro,  viajar com os filhos pela Europa, mas antes porém precisava ganhar dinheiro, muito dinheiro. A viagem já tinha até data marcada(no ano tal). Ocorre que um ataque cardíaco fulminante atravessou seu caminho e sucumbiu sua vida. De fato ele arriscou no futuro, esqueceu-se, entretanto,  de perceber  que a vida não se conta pelos dias mas sim pelos momentos. E quantos de nós ainda estamos esperando algum dia  no futuro para começar a estudar pra valer, para iniciar a academia, frequentar aquele curso , abraçar os filhos, fazer dieta e etc. Lamentável, mal sabemos quantos segundos nos restam, mas cometemos a asneira de adiar sempre os planos e projetos como se a finitude, destino implacável de cada ser humano , não nos concitasse a viver o agora com a intensidade que lhe é devida, apreciando cada instante como se fosse único,aproveitando o sabor das coisas boas e sentindo-lhe o gosto derradeiro.
Se vivêssemos cada dia como se fosse o último, teríamos uma vida intensa e abundante. Não perderíamos tempo com discussões burlescas, com rancores infrutíferos, com  debates intermináveis, com intrigas que não nos leva à nada. Na intensidade desse único dia que ainda restava , saberíamos aproveitar mais a beleza das coisas  simples e valorizaríamos mais as pessoas, que muitas  vezes nos estão tão próximas e ao mesmo tempo nos parecem  tão distantes. Olharíamos a família, o irmão, o outro com um olhar de acolhimento, de uma saudade consentida, e  faríamos, daquele momento último, uma entrega absoluta, incondicional.
E vivendo o dia como se fosse último, aprenderíamos que não há uma data  para amar, perdoar, construir. O que há de fato é o agora para colocar os planos em ação, os sonhos  em execução, sem se permitir tergiversar,  procrastinar. Por isso, não guarde as coisas para uma ocasião especial. Todo dia é dia para se comemorar e realizar. 

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Deus, onde estavas naquele momento? Por que não acalmaste o tufão Mathew? POR LEONARDO BOFF

Quando vemos nas primeiras páginas dos jornais a devastação que o tufão Mathew, agora em outubro, produziu no Haiti e nos EUA destruindo cidades, derrubando árvores, arrastando carros e matando centenas de pessoas, os que cremos, nos perguntamos angustiados:
“Deus, onde estavas naquele momento em que a fúria assassina  do tufão Mathew se abateu sobre o Haiti e os EUA? Por que não usaste o teu poder para amainar a virulência destruidora daqueles ventos  e daquelas águas inimigas da vida? Por que não intervieste, se podias faze-lo?”
“Sequer permitiste aos haitianos, o tempo suficiente para se recuperarem da devastação que significou o terremoto de 2010 onde milhares e milhares morreram soterrados e viram suas cidades e casas destruídas. Por que agora enviaste outro látego para açoitar e matar?”
“Tu bem sabes, Senhor: o povo haitiano é um dos mais pobres do  mundo. Negros, conheceram todo tipo de discriminação. Foram oprimidos por ditadores ferozes que faziam das matanças, política de Estado. Tudo sofreram, tudo suportaram. Não desistiram. Caídos e do meio do pó das ruínas, estavam se levantando. E eis que de novo foram açoitados pela natureza rebelada. Onde está a tua piedade? Não são teus filhos e filhas, especialmente queridos, porque representam o Cristo crucificado?”
Não entendemos os desígnios dAquele que se revelou como Pai de infinita bondade. Ele pode ser Pai de uma forma misteriosa que não conseguimos compreender. Bem dizem as Escrituras:”Ele é grande demais para que o possamos conhecer”(Jó 36,26).
Muito menos pretendemos ser juízes de Deus. Mas podemos, sim,  gritar  como Jó, Jeremias, e o Filho do Homem no Jardim das Oliveiras e no alto da cruz. Jesus, queixoso, clamou: "Meu Deus meu Deus, por que me abandonaste (Marcos 15,34)”?
Nossos lamentos não são blasfêmias, mas um grito humilde e insistente a Deus: “Desperta! Não esqueças da paixão daqueles que atualizam a Paixão de teu Filho bem-amado”.
Seguramente as invectivas de Jó contra Deus por causa do sofrimento incompreensível e as Lamentações de Jeremias vendo Jerusalém  conquistada, o templo, destruído e o povo, marchando escravo para o exílio na Babilônia, foram incluídas no rol das Escrituras judaico-cristãs para que nos servissem de exemplo.     
Podemos gritar como Jó e nos lamentar como Jeremias. Mais ainda, podemos, no limite do desespero, bradar como Jesus na cruz, experimentando o inferno da ausência do Deus que sempre o chamava de “Abba”, meu querido paizinho. E Ele silenciou e não o livrou da morte na cruz.
Semelhante lamentação como  a nossa, a expressou comovedoramente o Papa Bento XVI quando no dia 28 de maio de 2006 visitou o campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau onde mais de um milhão de judeus e outros foram enviados às câmaras de gás:
”Quantas perguntas surgem neste lugar. Onde estava Deus naqueles dias? Por que Ele silenciou? Como pôde tolerar esse excesso de destruição,  este triunfo do mal? Vem-nos à mente o Salmo 44 que diz:” esmagaste-nos na região dos chacais e nos envolveste na mortalha de trevas. Por tua causa somos trucidados todos os dias, tratam-nos como ovelhas de matadouro. Desperta. Sanhor! Por que dormes? Acorda (Sl 44, 20.23-27)”.
Como nunca antes, o Papa Bento XVI se mostrou um finíssimo teólogo que, como homem de fé e sensível, ousou queixar-se diante de Deus.
Embora guardemos um nobre silêncio diante de tamanha dor, perseveramos na fé como Jó, Jeremias e Jesus. Jó chegou a dizer:”Mesmo que me mates, Senhor, ainda assim continuo confiar em ti. Antes  Te conhecia só por ouvir dizer, mas agora viram-te meus olhos (42,5)”. A última palavra de Jesus foi:”Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito (Lucas 23,46)”. E Deus o ressuscitou para mostrar que a dor, mesmo misteriosa, não escreve o ultimo capítulo da história, mas a vida em seu esplendor.
Na esperança ansiamos por aquele dia em que ”Deus enxugará as lágrimas de nossos olhos e a morte não existirá nem haverá luto nem pranto, nem fadiga, porque tudo isso já passou”(Apocalipse 21,4).
E nunca mais haverá tsunamis, nem Katrinas, nem Mathews, porque surgirá uma nova Terra, onde o ser humano aprendeu a cuidar da natureza e esta nunca mais se rebelará contra ele. 
Leonardo Boff é teólogo, articulista do JB on line e escreveu:”Paixão de Cristo-paixão do mundo, Vozes 2003.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

DIA DO MÉDICO - Minha homenagem ao amigo-irmão Ronaldo Dias Carneiro

Neste dia especial, minha homenagem a todos médicos e em especial ao amigo-irmão Ronaldo Dias Carneiro, que é um exemplo de caráter, de ser humano e profissional. De fato, um presente de Deus para aliviar as dores de muitos. Ronaldo dignifica a medicina e a exerce como um sacerdócio. Parabéns amigo-irmão!!!


Oração ao Médico 

Ó Mestre, eu te agradeço porque me entregaste a
missão de exercer a medicina, restituir a alegria de
viver às pessoas que me são confiadas a qualquer
hora, momento e lugar.
Ofereço-te a minha vocação de servir a
sociedade como instrumento de tua providência
como instrumento de tua providência.
Grandes são os avanços da ciência, mas também
são inúmeros os desafios à limitação humana
que exige de mim seriedade, equilíbrio, sabedoria
e fidelidade ao juramento que fiz.
Ó Deus da vida! Ilumina-me e faça de mim um
mensageiro de misericórdia e esperança.
Que no final de cada jornada eu possa celebrar
o renascer da vida, fruto do trabalho e entregar-te
às situações da minha limitação quando não tiver êxito.
Senhor, que vieste trazer vida e vida em abundância,
tornar-me um instrumento de tua misericórdia.

Amém.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O sempre fascinante Sigmund Freud, por VASCO ARRUDA

É sempre com expectativa que aguardo a tradução de um novo livro de Elisabeth Roudinesco. Dessa vez não foi diferente. Há duas semanas iniciava, emocionado, a leitura de “Sigmund Freud em sua época e em nosso tempo”, biografia de Freud escrita pela historiadora e psicanalista francesa.
Logo nas primeiras páginas Elisabeth Roudinesco traça um retrato preciso do biografado: “Este livro, portanto, dividido em quatro partes, narra a vida de um homem ambicioso, oriundo de uma antiga linhagem de negociantes da Galícia oriental, que se dá ao luxo, ao longo de uma época turbulenta – esfacelamento dos impérios centrais, Primeira Guerra Mundial, crise econômica, triunfo do nazismo -, de ser ao mesmo tempo um conservador esclarecido que busca libertar o sexo para melhor controlá-lo, um decifrador de enigmas, um observador atento da espécie animal, um amigo das mulheres, um estoico fanático por antiguidades, um ‘desilusionista’ do imaginário, um herdeiro do romantismo alemão, um dinamitador das certezas da consciência, mas, também e acima de tudo talvez, um judeu vienense, desconstrutor do judaísmo e das identidades comunitárias, aferrado tanto à tradição dos trágicos gregos (Édipo) como à herança do teatro shakespeariano (Hamlet)” (p. 11).
Desde Ernest Jones, autor de uma das mais importantes biografias do criador da psicanálise, Sigmund Freud sobressai como um dos homens que mais teve a vida escarafunchada. No afã de desvendar-lhe a intimidade, alinham-se turiferários e detratores. A par disso, destacam-se, também, respeitáveis estudiosos da vida e obra freudianas.
Embora a muitos parecesse que não restava mais nada a dizer sobre Freud, o livro de Elisabeth Roudinesco veio desmentir a suposição. Parte considerável dos arquivos Freud, preservados no departamento de manuscritos da Biblioteca do Congresso de Washington, apenas recentemente se tornaram acessíveis. Foi essa uma das fontes de que se valeu a autora para escrever sua biografia, e isso já constitui um diferencial importante em relação às anteriores. Dentre as informações valiosas do livro vale destacar a lista dos pacientes de Freud.
O melhor de tudo, entretanto, está no enfoque dado pela autora ao biografado. Das páginas de “Sigmund Freud na sua época e em nosso tempo” emerge um homem profundamente humano, com tudo o que isso comporta de contradições e fragilidades, mas, nem por isso, menos apaixonante.
Para quem vasculhou dimensões tão profundas e obscuras, entretanto, não poderia ser diferente, como assevera Roudinesco: “Nunca é demais dizer como Freud, homem do Iluminismo e decifrador dos verdadeiros enigmas da psique humana, em contraponto a seu amor à ciência, não cansou de desafiar simultaneamente as forças obscuras próprias da humanidade para jogar luzes sobre sua pujança subterrânea, correndo o risco de nela se perder” (p. 330).
Fonte: Blog Sincronicidade (O POVO)

Por que muitos "intelectuais" resistem em acreditar em Deus?

Muitas vezes quando falamos de Deus para intelectuais eles reagem com absoluta indiferença. Sempre nos vem uma questão ao longo da história: Por que tantos pensadores se opuseram a existência de Deus? Exatamente porque confundiram o "deus" criado pelos homens com o "Deus" que criou os homens. O "deus" criado pelos homens é um justiceiro implacável e vingativo. O Deus que criou os homens é misericordioso e se confunde com a própria justiça e com o amor.
Na verdade, foram as práticas nefastas de algumas religiões (criadas pelos homens), com seu fundamentalismo arraigado, que causaram repugnância no meio de grandes pensadores. O erro deles foi não saberem separar "Deus" das religiões. Como fruto dessa falsa percepção preferiram ignorar a existência desse Ser superior.
Minha crença em Deus não se prende a um mero formalismo involuntário. Tive, como diz São João da Cruz, minhas noites escuras de profundas inquietações. Tergiversei bastante e fui um dia levado pela descrença. Porém, os anos me mostraram um Deus diferente presente na natureza, nos gestos solidários, no riso de uma criança e até nas dores da perda.
Lembro-me quando vi pela primeira vez meu filho primogênito sendo gerado, ainda com um mês de concepção: Na ultrassonografia só se avistava e ouvia um coração batendo, pugnando pela vida. Ah! como era extraordinária aquela cena! Agora depois de mais de oito anos de seu  nascimento o vejo belo e radiante. É impossível não acreditar em Deus!