quarta-feira, 3 de maio de 2017

TRIBUTO AO DESCONHECIDO


Vi um vencedor cair na estrada...
Montado em seus sonhos...
o Mundo não mais lhe cabia.
Seu doce perfume tornou-se odor desagradável.

A utopia ficou mais distante!!
Somente seus versos teimavam em ruflar os tambores.
Na doce melodia de um recomeço, ele tombou, em um único instante,  distante de tudo e de todos.

E antes que a 
luz do alvorecer lhe fizesse ressurgir para um mundo de feras, a luz divina  lhe arrebatou para o cântico dos anjos.

Ele trazia consigo todas as incompreensões de um mundo selvagem, de rostos que se entrecruzavam mas não se viam, de braços que não mais anunciavam o amor, de gestos fáceis mas carregados de futilidade.

E assim ele viveu, nas contradições, nas dores e no desengano. 
Mas sem nunca perder, a sua maneira, o  jeito próprio de viver... longe das luzes da ribalta, mas com o coração cheio de ternura. E quando a morte lhe pegou de repente, ele que  foi feliz ao seu modo, a recebeu de pronto e lhe disse: Eu sou apenas um rapaz latino-americano...

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