segunda-feira, 13 de julho de 2015

Recesso parlamentar é comemorado no governo., Por Matheus Leitão


Mesmo desgastada, a presidente Dilma Rousseff tem a chance de desfrutar uma calmaria ao fim da semana que vem, com o início do recesso legislativo, previsto para começar no próximo dia 18. É o que acredita um dos seus assessores próximos ouvidos pelo blog. 

Os trabalhos legislativos vão encerrar o primeiro semestre com uma coleção impressionante de derrotas para a presidente. A aprovação da indexação das aposentadorias ao salário mínimo nesta semana é apenas uma dessas derrotas, que representam aumento de despesas numa fase de ajuste das contas. Vetando, Dilma aumentará seu desgaste junto à base social do governo. 

A desejada calmaria das próximas semanas precederá uma nova tempestade no resto do segundo semestre, quando os efeitos do ajuste fiscal estarão se consolidando. O BNDES terá poucos recursos para emprestar, os impostos sobre a folha vão aumentar, enquanto a inflação estará acima de 9% e o desemprego em alta. A equipe econômica esperava um segundo semestre melhor, mas as análises e projeções de diversos economistas indicam que a conjuntura deve piorar até o final do ano.

Em agosto, além de novas manifestações populares marcadas e a divulgação do parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as contas da presidente em 2014, alguns parlamentares do PT devem aumentar o tom das criticas ao projeto econômico do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. O calcanhar de Aquiles é a “falta” de um plano pós ajuste. Enquanto isso, a oposição continua à espera de oportunidade para levar adiante algo concreto contra Dilma.

Oscilando, o PMDB ora demonstra apoio à presidente, ora ajuda a derrotar seus projetos. Líderes do partido também engrossam o coro contra Levy, segundo apurou o blog, definindo-o como um bom secretário do Tesouro e não um comandante criativo da política nacional. 

Enquanto o pessimismo aumenta, o governo Dilma se arrasta numa crise lenta, gradual e pouco segura. Falta uma agenda para corrigir distorções geradas pela “nova matriz econômica” do primeiro mandato da presidente e, nos dias atuais, só a chegada do recesso é comemorada.


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