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SANTA CASA DE SOBRAL EM ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA

Durante visita a um amigo que se encontrava no Setor de Emergência, na Santa Casa de Misericórdia de Sobral, nessa quarta-feira, deparei-me com um quadro dramático e desolador. Presenciei nos corredores do setor de emergência macas espalhadas, com pessoas em profunda agonia. Muito parecido com as imagens que costumamos ver em filmes de guerra, nos hospitais de campanha onde são atendidos soldados mutilados. Não se trata de exagero, vi “in loco” pessoas desesperadas clamando atendimento e uma total insuficiência de estrutura: um só médico plantonista para dar conta de tudo e auxiliares de enfermagem presenciando a tudo impotentes.
Ali se assiste de perto a uma violação consentida à dignidade da pessoa humana, sob o olhar das autoridades que preferem ignorar aquela triste realidade. Naquele lugar pessoas são transformadas em “trapos” humanos. Muitos agonizam até que a morte venha suavemente como uma pluma apascentar sua dor. Uma verdadeira inversão de valores. Ali se rasgou a Constituição Federal, pois as garantias fundamentais, destaca-se o direito à saúde, fica bem distante da sala de emergência daquele nosocômio.
Não quero aqui culpar unicamente seus gestores, até porque o caos na saúde pública deste país é generalizado, fruto das ações desastrosas e das omissões dos entes públicos nas suas três esferas: Município, Estado e União. O que me causa perplexidade é o fato de as autoridades (diga-se Ministério Público, controladoria, legislativo, executivo e judiciário e etc) assistirem a tudo e não reagirem na defesa dos direitos dos cidadãos, principalmente aqueles mais desassistidos pelo Estado. Já está mais do que claro o esgotamento da Santa Casa de Sobral. Há muito tempo sabemos disso. Entretanto, nada foi feito de concreto para solucionar essa calamidade pública. Enquanto isso pessoas morrem à mingua e não passam de estatísticas. Até quando, cenas tão tristes serão presenciadas naquela unidade de saúde. Com a palavra “as autoridades”.

Comentários

  1. Isso sem falar na quantidade de infecção hospitalar principalmente na maternidade´. Apesar dos profissionais do local afirmarem que está dentro da normalidade acredito não ser a verdade. Caso queira constatar é só dar uma volta pelos corredores da maternidade e ver o absurdo e o descaso do fato.

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  2. Aluna do prof. Carlos Albuquerque.30 de agosto de 2011 às 01:56

    Muito triste! Imaginem como deve estar a situação deste hospital com o recebimento das vítimas do acidente com o coletivo de estudantes do Acaraú. CAOS TOTAL!

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  3. isso nao e so na santa casa mas nas escolas nas cadeias e etc.

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