segunda-feira, 22 de agosto de 2011

PDT tenta tirar de Heitor o carimbo de opositor de Cid Gomes

“Heitor Férrer tem uma postura de fiscalização extremamente meritória, dentro do Legislativo. Ele não é de oposição. Como ele sempre diz: se o Governo manda 100 projetos de lei, ele vota de favor de 95. Tem cinco que ele discorda e, logicamente, o debate gera os holofotes que fazem dele um deputado de oposição, mas ele não é de oposição. O PDT é a base do Governo”, afirmou o presidente estadual do PDT, deputado federal André Figueiredo.Ainda assim, o deputado estadual diz não acreditar nessa aliança com Cid, saindo o PDT com nome próprio na disputa.“Pode escrever, como previsão: não, o PDT não fará parte de uma composição para eleger o candidato do governador, porque a determinação já está feita em esfera nacional e incorporada em esfera estadual e municipal”, apontou. 
Ser ou não ser oposição
A pouco mais de um ano das eleições municipais e diante da tarefa de tomar decisões sobre candidaturas, até o deputado estadual Heitor Férrer (PDT) está sendo considerado da base aliada ao governador Cid Gomes (PSB). Uma das poucas vozes dissonantes do discurso do Governo na Assembleia Legislativa, ele agora é apontado pelo PDT, partido apoiador de Cid, como aliado da gestão.

 Isso porque a legenda, além de trabalhar a possibilidade de apresentar nome próprio para disputar a Prefeitura de Fortaleza, também cogita a chance de se unir ao arco de aliança do candidato a ser defendido pelo governador, desfazendo a figura de Heitor como opositor. Membros da sigla se reuniram no último sábado, em convenção, no auditório da Câmara Municipal de Fortaleza, quando homologaram os componentes do diretório na Capital, com Papito de Oliveira na presidência.
Férrer confirma a perspectiva. “Um deputado que se chama de oposição e que, em 110 mensagens do Governo, eu votei contra apenas 7, então, eu não sou um deputado que faz oposição por oposição, que aposta em terra arrasada. Aquilo que eu considero imoral, eu discordo. Por exemplo: há como fazer vista grossa diante de um escândalo que envolve a construção de kits sanitários e ficarmos calados? Claro que não”, explica-se.

 “Se, obviamente, nós divergimos, muitas vezes, dos outros companheiros (de partido, como Patrícia Saboya e Ferreira Aragão), é por entendermos que, ou moralmente, ou legalmente, ou constitucionalmente, o Governo está errado. E eu fiz um juramento de cumprir a Constituição Brasileira e a Constituição do Estado do Ceará”, acrescenta Heitor.
Fonte: O Povo

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