quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

ANO NOVO: Que nasça um novo homem, que se construa uma nova história

O que nos separa da felicidade? Essa questão muito nos inquieta em um mundo impermanente e com profundas adversidades. A saga do homem no planeta terra sempre foi marcada pelos conflitos de ordem moral, econômica e emocional. Hobbes já nos chamava atenção para o fato de o homem ser o lobo do próprio homem. Afinal, o que queremos e desejamos para nossas vidas?Eis uma questão a ser respondida

Enquanto divagamos filosoficamente, assistimos estarrecidos ao desmoronamento das instituições que deveriam ser esteios para o organismo social equilibrado: a Família, o Estado. Assombrados estamos com o mais absoluto desprezo de muitos para com as suas vidas e a vida de seus semelhantes, como no caso recente da morte do ambulante no metrô em São Paulo e milhares de mortes inocentes nos conflitos da Síria e outros mais pelo mundo afora. Como um relâmpago que corta a escuridão da noite, assim também a mensagem que nos foi deixada pelo homem de Nazaré, ajuda-nos a encontrar a luz num cenário de trevas. 

Reflitamos!

Jesus nos deixou um legado de ensinamentos profundos e atuais, os quais sobreviveram centenas de anos de história. Um deles, particularmente, fascina-me: “Faça aos outros, aquilo que você gostaria que fizessem pra você”. Uma frase simples mas carregada de extraordinário significado. Vivenciá-la em sua integralidade possibilitaria ao homem abolir as leis e afastar da existência humana o arbítrio, a violência e a discórdia.

Fazer aos outros o que gostaríamos que a nós fosse feito é abrir os olhos dos homens para a compreensão de que todos nós, indistintamente, somos parte indivisível de uma única espécie - a humana. Essa teia que nos liga um ao outro exige uma reciprocidade de ações e a compreensão que não haverá uma liberdade plena enquanto restar um homem cativo, aprisionando, marginalizado. O mal que faço ao outro retorna a mim mesmo como corolário da minha condição humana. As nossas ações, se altruístas, iluminam e edificam. Porém, se destrutivas, desagregam e mortificam. Portanto, se queremos sobreviver, é preciso que cada um se sinta responsável pelo “outro”.


Isso nos impele a construir uma nova história: Uma jornada de homens e mulheres livres, onde prevaleçam o respeito, o diálogo, a compreensão mútua, afastando de uma vez por todas do anfiteatro das nossas vidas o egoísmo cego, os interesses escusos e a falsa ideia do poder absoluto, o que obriga muitos a uma vida cercada pelo desamor e pela desesperança. Reflitamos neste final de ano com a convicção de que a fraternidade, o serviço ao próximo e a humildade são valores cristãos capazes de redimir toda a espécia humana. 

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