segunda-feira, 22 de junho de 2015

E A CRISE.... COMO SÃO INCOMPETENTES NOSSOS ADMINISTRADORES

E a crise no Brasil está galopante. Vê-se um cenário aterrorizador com milhares de empregos desparecendo da noite para o dia. Além, claro, da gravidade da corrupção que grassa incólume neste país, um fato é preponderante para justificar o caos a que estamos submetidos. Trata-se da incompetência e da inapetência de nossos administradores.

Não precisa esforço intelectual para mensurar o absoluto despreparo dos nossos governantes, a saber nos mais diferentes níveis de poder. As ausências de planejamento estratégico, de formulação de políticas públicas e projetos administrativos são resultantes do despreparo da grande maioria dos administradores. Como agentes políticos eleitos pelo voto popular, administram ao sabor das ocasiões e dos interesses partidários, esquecendo-se do compromisso maior de dirigir suas ações tendo como bússola os legítimos interesses da comunidade. 

Carentes de um projeto autêntico e de uma diretriz administrativa que contemple o que é necessário e prioritário, arredam para ações desarrazoadas e pouco planejadas, as quais trazem consigo resultados inúteis e contraproducentes, redundado em enorme prejuízo para a população que mais precisa. Na verdade, administram sem promover o debate, sem alicerçar os rumos e muitas vezes pensando em proteger apenas interesses menos republicanos de perpetuar-se no poder.

Muito pode ser feito quando se une o desejo de trabalhar com uma estratégia administrativa saudável, tendo por propósito ouvir a população, discutir temas importantes e eficazmente executar ações que vão impactar a vida das pessoas. Para isto, é preciso construir uma plataforma administrativa e dispor de  um quadro de colaboradores tecnicamente preparados, dotado de  uma conduta proba e aberto para a escuta. Sem isso, somente um " manda e desmanda" e,  ao reboque da soberba e da incompetência, vai deixando para trás um rastro de miséria, de descaso e de desrespeito. Precisamos de fato de menos políticos e mais administradores, com sensibilidade social e sabedores da enorme responsabilidade que é gerir a coisa pública.

Infelizmente neste país um bom administrador é uma raridade, até porque o processo político de escolha é profundamente paradoxal e desproporcional, fazendo com que muitos homens de bem fiquem alijados da disputa, deixando, por outro lado, o vácuo para os oportunistas e para os incompetentes, muitos deles detentores do poder político, partidário ou econômico, que se arvoram dessas benesses para atenderem ao seu projeto pessoal, esquecendo-se de que a política é arte de servir.

Ai!! que pena tenho do meu país!!!!!

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