sexta-feira, 24 de abril de 2015

Concluir uma graduação pode dobrar o salário, POR ANDREA AMARAL

Ciclo básico do curso de ciências moleculares da USP inclui madrugadas na sala de aula resolvendo a prova de cálculo
Que estudar vale a pena, todos sabem. Mas uma pesquisa da Universidade Estácio de Sá realizada com ex-alunos de mais de 100 cursos em todo o país, divulgada em abril de 2015, ajuda a verificar isso na prática.

Segundo o estudo, em carreiras como administração ou ciências contábeis, o salário dos estudantes chegou a dobrar com a graduação. O ganho salarial médio, considerando todas áreas, foi de 58%.
Além disso, o índice de empregabilidade um ano após a conclusão do curso é de 78%. Em carreiras como tecnologias da informação e gestão, chega a 90%. Outro dado relevante é o de que, em média, em 25 meses, os estudantes conseguem recuperar o investimento feito ao longo do curso.
De fato, o estudo melhora nossa vida. E aumento salarial e ascensão na carreira não são as únicas conquistas. A dedicação, leitura, esforço e compromisso com um objetivo nos tornam pessoas melhores. Quem estuda se torna mais capaz de lutar pelos próprios sonhos e vencer desafios. Torna-se alguém que pode agregar mais valor ao país, num momento em que falta gente qualificada. Desenvolver-se profissionalmente é aprimorar-se como cidadão capaz de fazer algo pelos demais, mais preparado para mudar a sociedade em que vive.
Vale ressaltar, no entanto, que só o diploma não é suficiente. Com ele, pode-se ingressar no mercado numa posição atraente e conquistar uma boa remuneração. Mas o desafio é manter-se no cargo e, sobretudo, ser capaz de crescer profissionalmente.
Competências comportamentais, como flexibilidade, autonomia, tolerância, respeito pelos demais, capacidade de trabalhar em equipe contam muito. Sem elas, o conhecimento é vazio, acaba se tornando inútil, tanto para as organizações, como para a sociedade. Justamente por isso há uma máxima do mercado de trabalho atual: “contrata-se pelo currículo, demite-se pelo comportamento”.
A continuidade dos estudos também é fundamental. Apenas para citar um exemplo: um profissional de odontologia, formado há 20 anos, usa atualmente em torno 15% do que aprendeu na graduação.
Hoje um aluno recém formado pode ter mais chances de ser contratado do que um profissional que se formou há 10 anos e não estudou mais. Para seguir avançando, são fatores decisivos: atualização permanente, capacidade de gerenciar a própria carreira - o que envolve múltiplas competências - e adaptabilidade para um mercado de trabalho que muda o tempo todo.

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