sábado, 23 de novembro de 2013

É PRECISO AMAR OS LIVROS...

Desde muito cedo admirei os livros por entender que eles me proporcionavam conhecimento e enriquecimento cultural. Quando comecei a trabalhar, por volta dos 17 anos, assumi o compromisso de destinar parte dos meus parcos vencimentos para a compra de livros. Fiz e faço isto até hoje.
Não me arrependo um só instante dessa decisão. Ao contrário, agradeço a Deus ter me iluminado a assumir essa prioridade para a minha vida. Não foram poucos os reais que a este objetivo dediquei e dedico. Muitas vezes os colegas questionavam por que eu não tinha o carro do ano, o último celular da praça, a blusa de marca. Respondia sempre que essas não eram prioridades minhas. Ao investir nos livros estava proporcionando a mim uma riqueza que as traças nem os larápios iriam lapidar ou surrupiar.
O conhecimento é um dos mais valiosos bens da vida. Através dele vem o amadurecimento, o crescimento espiritual e o sucesso profissional. Investir nos livros é despertar para um mundo novo a cada instante, enxergar novos horizontes, viajar por terras desconhecidas, conhecer os mares e suas procelas, iluminar-se pelo encanto dos poetas e divagar pelos labirintos da existência.
É lamentável constatarmos que o brasileiro lê muito pouco. Senti essa experiência de perto quando ensinava literatura. Os alunos não conheciam nossos maiores escritores como Machado de Assis e Guimarães Rosa; poucos sabiam de Cervantes e Fernando Pessoa, ignoravam os filósofos e se permitiam fazer seus trabalhos escolares através de cópias da Internet. Isso se agravava ainda mais quando se verificava que os pais também não liam.
Não acredito em um país sem leitores. São cegos travestidos de cidadãos. Na verdade, uma massa manobrada e vulnerável, suscetível às influências ideológicas nefastas. Resultado: Nossos representantes são os piores possíveis. Elegem-se políticos inescrupulosos e assiste-se à carnificina de nossas instituições. Ah! Como os livros nos ajudam a ver melhor, a perceber melhor , a entender melhor. Espero um dia que o livro se torne a paixão nacional, todavia enquanto essa paixão for somente o futebol só teremos pão e circo.


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