"Parece incrível, mas é vero! Por absoluta falta de mão de obra local, a construtora cearense Interpar/Urban, pilotada pelo empresário Manoel Cesário Mendes, que, com financiamento da Caixa Econômica Federal, executa em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, um projeto de construção de 2.800 unidades para o público do programa Minha Casa Minha Vida, teve de importar de São Paulo 80 pedreiros. Vale repetir: 80 pedreiros. Para quem acha isso algo inusitado, vem agora o mais instigante: cada um desses profissionais - arrebanhados e contratados na capital paulista por uma empresa de terceirização de mão de obra - ganha salário mensal de R$ 3 mil. Repita-se: três mil reais, assim mesmo, "por extenso", como ensinava o professor Osório Campos nos anos 50 no Colégio Anchieta, de Maranguape. Porém isto não é tudo. Cada pedreiro importado tem, ainda, direito à casa, almoço, jantar e café da manhã - tudo pago pela construtora. Mas a lista tem um ítem ainda mais inacreditável: mensalmente, o pedreiro ganha uma passagem aérea para São Paulo, pois faz parte do seu contrato de trabalho o direito de rever a família uma vez por mês. E em que esse pedreiro paulista se diferencia do seu colega cearense? Manoel Cesário responde: "Acredite: ele produz três vezes mais". Se alguém duvidava da existência de uma crise de mão de obra, eis aí a prova de que ela existe. Oh!"
Na cultura ocidental temos, há muitos anos, a formiga como exemplo do trabalhador incansável. O fabulista francês La Fontaine expressou muito bem essa característica na história da Cigarra e da Formiga , que encantou gerações. Esses insetos sempre foram citados como exemplo de organização e de trabalho estoico. Agora, um estudo da Universidade Tucson, no Arizona (Estados Unidos), destrói o mito e nos sem um modelo metafórico do trabalhador ideal. Os pesquisadores americanos construíram um formigueiro e instalaram câmeras para filmar as atividades delas durante 24 horas e analisar seus comportamentos. Das 225 formigas observadas, 34 eram babás, 26 faziam trabalhos externos, 62 eram generalistas e 103 não faziam absolutamente nada – só andavam de um lado para o outro. Ou seja, 46% das formigas não trabalhavam! Os cientistas não conseguiram uma justificativa para o ócio. Uma hipótese, para tentar salvar a imagem do admirado inseto, era que essa parte da população fosse um exército de...
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