Essa pergunta tem movido debates mundo afora. Assusta-me quando intelectuais afirmam de maneira convincente que Deus não existe. Respeitaria até o direito daqueles que dizem que não acreditam em Deus. Afinal, acreditar ou não é uma questão de mero subjetivismo. Todavia, arvorar-se na assertiva que Deus não existe é no mínimo uma prepotência intelectual desarrazoada, despida de logicidade e da mínima compreensão sistêmica. Ora, se somos limitados pelos nossos sentidos, incapazes de dar respostas a questões tão menores como a possibilidade da existência de vida em outros planetas do sistema solar...como é possível afirmar que Deus não existe, algo muito além do que a nossa vã inteligência é capaz de mensurar.
Na cultura ocidental temos, há muitos anos, a formiga como exemplo do trabalhador incansável. O fabulista francês La Fontaine expressou muito bem essa característica na história da Cigarra e da Formiga , que encantou gerações. Esses insetos sempre foram citados como exemplo de organização e de trabalho estoico. Agora, um estudo da Universidade Tucson, no Arizona (Estados Unidos), destrói o mito e nos sem um modelo metafórico do trabalhador ideal. Os pesquisadores americanos construíram um formigueiro e instalaram câmeras para filmar as atividades delas durante 24 horas e analisar seus comportamentos. Das 225 formigas observadas, 34 eram babás, 26 faziam trabalhos externos, 62 eram generalistas e 103 não faziam absolutamente nada – só andavam de um lado para o outro. Ou seja, 46% das formigas não trabalhavam! Os cientistas não conseguiram uma justificativa para o ócio. Uma hipótese, para tentar salvar a imagem do admirado inseto, era que essa parte da população fosse um exército de...
Kant deixou a coisa muito clara na Crítica da Razão Pura: sim, somos seres sensoriais e, portanto, muito do mundo no escapa e escapará sempre. Se nossa percepção é, talvez, a maior das portas de entrada, então é desprovido de comprovação tanto a inexistência quanto a existência de Deus. Isso por algo simples: ineficácia absoluta do meio. Nossos instrumentos de percepção sensorial (humanos, frise-se!) não captam.
ResponderExcluirQuanto à logicidade, bem, lógica é lógico e está a um fio de distância do sufismo.
Independente de crenças, o debate é interessante...