Não teremos um relacionamento próspero com Deus se insistirmos em vivenciá-lo exclusivamente numa dimensão vertical, única e individual. Não há religião senão na vivência do coletivo. O que queremos dizer: que toda experiência de fé para ser bem sucedida se exterioriza no encontro com o outro, com o próximo, com o humano. Não temo dizer que uma experiência religiosa unicamente contemplativa não passa de um equívoco da subjetividade exacerbada, uma plano de fuga, um auto-engano. O Deus que eu acredito não é um Ser distante, que vive no étereo, que se conforma em manter com suas criaturas uma relação superficial, isolada e indiferente. Não é Aquele que anseia ser louvado no ato solitário de sua criatura. Na verdade, a aproximação e a intimidade com o Sagrado se estabelecem na fronteira das nossas relações com o nosso próximo, com aqueles com quem convivemos e repartimos o pão, com quem experimentamos a entrega e a compaixão. Em Mateus 18:20, Jesus nos diz: “ Porque, onde es...
O que a vida me ensinou.