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Descobri a vida depois dos 50

Descobri a vida depois dos 50… Não, que não tenha vivido antes. Vivi. Vivi intensamente!! Só que agora vivo melhor!! Parei de me preocupar com aquilo que os outros pensam sobre mim. Parei de me preocupar com que eu mesmo penso sobre mim. Descobri-me imperfeito, vulnerável, ansioso. Ao mesmo tempo, passei a aceitar de bom grado esta vulnerabilidade. Vi-me apenas no humano, naquilo que sou, naquilo que fugi de mim.  Percebi que não vale a pena correr atrás dos ventos. Andando a gente chega lá. Só precisa de passos firmes. Aprendi que a vida, assim como a felicidade, é movimento, é ação, é o caminho e não a chegada.  Depois dos 50, veio-me a certeza de que  os dias que tenho pela frente é muito menos do que os dias que ficaram para trás. Por isso, o passado não importa. Tenho que saborear a vida como quem degusta uma pitomba e rói até o caroço. Ela é última e única.  Depois dos 50, descobri que o que a vale a pena o dinheiro não compra. Não mais me preocupo em coleciona...

Tenha contentamento

TENHA CONTENTAMENTO Todos nós em algum momento ou/em muitos momentos da vida atravessaremos mares tempestuosos: perdas, doenças, decepções, traições, ingratidão, injustiças e tantos outros.  Todas essas situações nos trazem enorme desconforto físico e emocional, os quais se não bem trabalhados afetarão por demais a nossa saúde. Virão as dores da alma, a somatização e seus inúmeros efeitos. Nestes trágicos momentos é que devemos aprender a arte de contentar-se. Remeto-me agora às palavras de São Paulo: “Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4:12-13).  Isto se chama de contentamento. Podemos cultivar a sobriedade e o equilíbrio mesmo em momentos devastadores. O contentamento nos leva a alegrar-se em ocasiões satisfatórias ou difíceis. Não é sorrir superficial...

Por que poupar para o futuro?

Sempre aqui tenho dito: Não importa o quanto você ganha, o que importa é o quanto você guarda!!! Criar uma cultura de poupança é o primeiro passo para construir um futuro sustentável.  Se você sabe o quanto é importante ter uma reserva financeira para suas necessidades futuras, por que não a faz? Exatamente porque o futuro parece algo abstrato e distante que não  entra na nossa espiral de realidade. Ao contrário, gastar tudo no presente é real, concreto e imediato.  Esta busca de satisfação imediata e a ausência de uma cultura de planejamento faz do Brasil um país onde apenas pouco mais de 25% da sua população poupa algum dinheiro.   Contra essa mentalidade suicida pesa alguns argumentos sólidos: 1. Se você não poupa, não vai estar preparado para as emergências da vida( saúde, perda de emprego); 2. Como você não tem uma reserva para emergência, quando precisar vai ter que recorrer a empréstimos bancários e agiotas com juros astronômicos, o que vai lhe gerar um e...

Aprender sempre

Desde muito cedo tenho os livros como companheiros de jornada.  Levo comigo sempre aquela impressão socrática – o que eu sei é que nada sei.  O mundo é vasto e complexo. Não tenho a arrogância de saber tudo. Mas minha pequenez me impele a ser um eterno aprendiz.  O hábito de leitura não só me abriu portas para a vida profissional, mas me fez entender melhor o mundo, as pessoas e a mim mesmo. O livro é sempre uma descoberta! O que é interessante é que a cada fase da vida sua forma de interpretar comporta diferenças, uma vez que o conhecimento vai se acumulando, as experiências vão se somando. Tudo isso me fez concluir que se estamos num mundo onde a inconstância é regra, estudar e aprender são sobrevivência.  Jamais podemos ter a falsa impressão de que o que sabemos já é suficiente. Todo dia se aprende coisas novas. Leia bastante. Faça cursos de sua área e de outros interesses. Aprenda um novo hobby. Estude uma língua estrangeira.  Fica um recado final: Arranque ...

Que eu saiba morrer uma única vez

Sempre convivi com a ansiedade. Confesso que não é das melhores companhias.  Está em estado de alerta permanentemente  exaure e drena muito da sua energia. E o que é pior: o ansioso sofre por antecipação, pois antevê cenários dantescos e horripilantes. Seu pensamento é  bastante acelerado e projeta todo o seu "eu" para o futuro. Como consequência tem imensa dificuldade em viver plenamente o presente. Esta reflexão veio a mim neste momento que estamos vivendo muito próximo da morte terrena. A pandemia desnudou todas as nossas fragilidades e, principalmente, a nossa falsa impressão de segurança.   Ora, se vivemos cercados pelo imponderável e pela incerteza,  nada podemos fazer melhor do que viver um dia de cada vez, com exuberância.  Saber aproveitar cada minuto, cada instante como se não houvesse amanhã ( mindfullness). Nessa escalada terrena, como ansioso que sou, peço a Deus que eu aprenda a morrer uma única vez. E enquanto ela não vem, que eu viva in...

Por que tenho tanta dificuldade de poupar?

Hoje mais do que nunca sabemos que ter uma reserva de emergência é essencial  nos tempos de crise.  Por outro lado, pensar numa carteira previdenciária  para o futuro não é senão fazer uma baita reserva de emergência  para os anos onde as dificuldades e os gastos são maiores. Sempre quando tratamos desse assunto alguns dizem:  Vixe, ainda estou muito novo para pensar nisso!! Este é o grande problema. Nunca é cedo demais para preocupar-se com o futuro, principalmente no país onde vivemos( lembre-se das incertezas da reforma da previdência). O tempo para começar a investir na sua aposentadoria é preferencialmente quando se nasce e o papai já se preocupa em montar uma caixinha para o filhão. Mas se isto não foi possível, está na hora de começar. Há aqueles que costumam dizer que não se justifica guardar dinheiro para o futuro porque ele pode não acontecer.  Tudo bem, mas se você durar 80,90 anos. Como sobreviverá com planos de saúde  e medicamentos caríss...

Viver o presente sem prejuízo no futuro

Preferência pelo presente, sem dor de cabeça no futuro! Você já ouviu a frase: “viva hoje como se não houvesse amanhã?”. Muitas pessoas se guiam por este princípio e consomem hoje sem pensar no amanhã.Porém, quando o amanhã chega, muitas vezes nos arrependemos.  O ser humano, em geral, tem grande dificuldade de avaliar suas necessidades futuras e prefere conquistas imediatas, mesmo que de menor valor.  Neste sentido, pode-se dizer que as pessoas preferem o presente na hora de tomar uma decisão.  Mas o que acontece quando compramos aquele carro que não cabia no nosso orçamento?  Contraímos dívidas e reduzimos as possibilidades de consumo futuro. Prejudicamos nosso “eu” futuro que terá que arcar com a imprudência do “eu” presente.  Igualmente, chegar à aposentadoria sem reservas suficientes pode fazer com que nossos recursos acabem justamente quando já não temos mais energia para trabalhar. Nosso consumo é extremamente afetado por esta característica, pois estamos...