Nunca deixei de acreditar na influência dos bons amigos. Tive a oportunidade, na adolescência, de conhecer o companheiro José Vasconcelos Arruda, da minha terrinha Massapê. Sua inteligência sempre me exerceu fascínio e despertou em mim o interesse pelo mundo das letras. Devo a ele as melhores reflexões e a paixão pela leitura. Vasco, como é conhecido na intimidade, hoje reside em Fortaleza. É escritor, professor de teologia, psicólogo e servidor do Tribunal Regional Eleitoral. Seu livro "Uma Viagem ao Tibet" sempre está na cabeceira da minha cama. A ele a minha homenagem e os meus sinceros agradecimentos.
Na cultura ocidental temos, há muitos anos, a formiga como exemplo do trabalhador incansável. O fabulista francês La Fontaine expressou muito bem essa característica na história da Cigarra e da Formiga , que encantou gerações. Esses insetos sempre foram citados como exemplo de organização e de trabalho estoico. Agora, um estudo da Universidade Tucson, no Arizona (Estados Unidos), destrói o mito e nos sem um modelo metafórico do trabalhador ideal. Os pesquisadores americanos construíram um formigueiro e instalaram câmeras para filmar as atividades delas durante 24 horas e analisar seus comportamentos. Das 225 formigas observadas, 34 eram babás, 26 faziam trabalhos externos, 62 eram generalistas e 103 não faziam absolutamente nada – só andavam de um lado para o outro. Ou seja, 46% das formigas não trabalhavam! Os cientistas não conseguiram uma justificativa para o ócio. Uma hipótese, para tentar salvar a imagem do admirado inseto, era que essa parte da população fosse um exército de...
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