Numa noite fria nada melhor que saborear um bom livro. Como estamos vivendo um momento quaresmal, indico-lhe a obra "São Francisco de Assis", de Jacques Le Goff (Editora Record). É impossível não amar a história desse santo de Assis. A fraternidade franciscana, a consagração à pobreza e uma liderança dinâmica marcaram a história de Francisco. Soube como ninguém amar a natureza e à vida. Ao seu modo encantou multidões de seguidores. Seu desprendimento é uma lição para um mundo onde a busca material passou a ser centro de muitas vidas. Vale a pena ler.
Na cultura ocidental temos, há muitos anos, a formiga como exemplo do trabalhador incansável. O fabulista francês La Fontaine expressou muito bem essa característica na história da Cigarra e da Formiga , que encantou gerações. Esses insetos sempre foram citados como exemplo de organização e de trabalho estoico. Agora, um estudo da Universidade Tucson, no Arizona (Estados Unidos), destrói o mito e nos sem um modelo metafórico do trabalhador ideal. Os pesquisadores americanos construíram um formigueiro e instalaram câmeras para filmar as atividades delas durante 24 horas e analisar seus comportamentos. Das 225 formigas observadas, 34 eram babás, 26 faziam trabalhos externos, 62 eram generalistas e 103 não faziam absolutamente nada – só andavam de um lado para o outro. Ou seja, 46% das formigas não trabalhavam! Os cientistas não conseguiram uma justificativa para o ócio. Uma hipótese, para tentar salvar a imagem do admirado inseto, era que essa parte da população fosse um exército de...
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