Tenho recebido muitos e-mails, principalmente de alunos e ex-alunos, pedindo a indicação de um livro para os iniciantes na Filosofia. De pronto devo dizer-lhes que, sem dúvida, tenho um apreço a uma obra do norueguês Jostein Gaarder, publicado pela Editora Cia. Das Letras, intitulada "O MUNDO DE SOFIA". Na verdade é um romance fabuloso que mergulha na história da filosofia, desde os mitos gregos, passando por Demócrito, Sócrates, Platão, Aristóteles, atravessando a Idade Média com Descartes, Spinoza, Locke. Indo mais a frente no Iluminismo com Kant, Hegel até Sartre. O interessante do livro é o encantamento da narrativa e a linguagem fácil do autor, acessível a todas as idades. Quando li, por volta do ano de 1998, me contagiei com cada página e a cada capítulo mais despertava em mim a vontade de devorá-lo. Vale a pena conferir.
Na cultura ocidental temos, há muitos anos, a formiga como exemplo do trabalhador incansável. O fabulista francês La Fontaine expressou muito bem essa característica na história da Cigarra e da Formiga , que encantou gerações. Esses insetos sempre foram citados como exemplo de organização e de trabalho estoico. Agora, um estudo da Universidade Tucson, no Arizona (Estados Unidos), destrói o mito e nos sem um modelo metafórico do trabalhador ideal. Os pesquisadores americanos construíram um formigueiro e instalaram câmeras para filmar as atividades delas durante 24 horas e analisar seus comportamentos. Das 225 formigas observadas, 34 eram babás, 26 faziam trabalhos externos, 62 eram generalistas e 103 não faziam absolutamente nada – só andavam de um lado para o outro. Ou seja, 46% das formigas não trabalhavam! Os cientistas não conseguiram uma justificativa para o ócio. Uma hipótese, para tentar salvar a imagem do admirado inseto, era que essa parte da população fosse um exército de...
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