Hoje tive a alegria de participar da celebração litúrgica, no Santuário São Francisco. O evangelho da semana foi retirado do Evangelista Marcos (cap. 1, 12-15). Trata-se da tentação de Cristo no deserto. A Ele foram oferecidos Dinheiro, Poder e Fama. O Divino Mestre recusou a todos. Fico me perguntando como reagiríamos a uma oferta dessa magnitude. Mormente porque somos de um tempo onde o dinheiro, o poder e a fama se tornaram verdadeira obsessão para muitos. A sociedade moderna esqueceu o Criador e criou seus próprios deuses.Como resultado de tudo isso estamos impotentes assistindo ao declínio da civilização. É chegada a hora de refletirmos sobre o futuro da humanidade. Nada melhor do que o tempo da quaresma para mergulharmos na sabedoria de Cristo.
Na cultura ocidental temos, há muitos anos, a formiga como exemplo do trabalhador incansável. O fabulista francês La Fontaine expressou muito bem essa característica na história da Cigarra e da Formiga , que encantou gerações. Esses insetos sempre foram citados como exemplo de organização e de trabalho estoico. Agora, um estudo da Universidade Tucson, no Arizona (Estados Unidos), destrói o mito e nos sem um modelo metafórico do trabalhador ideal. Os pesquisadores americanos construíram um formigueiro e instalaram câmeras para filmar as atividades delas durante 24 horas e analisar seus comportamentos. Das 225 formigas observadas, 34 eram babás, 26 faziam trabalhos externos, 62 eram generalistas e 103 não faziam absolutamente nada – só andavam de um lado para o outro. Ou seja, 46% das formigas não trabalhavam! Os cientistas não conseguiram uma justificativa para o ócio. Uma hipótese, para tentar salvar a imagem do admirado inseto, era que essa parte da população fosse um exército de...
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