Quando se assiste à falência e ao fechamento de dezenas de livrarias no país, vê-se a porta do inferno se abrindo para nós.
Sem livros, sem conhecimento, estaremos cada vez mais reféns do obscurantismo e do dogmatimo doentio. Cercado por um discurso ideológico petrificado que fez surgir ao longo da história os déspotas e os ditadores.
A morte do livro é a morte da alma.
Sepultaremos a memória e a história.
Presos à superficialidade do pensamento anticomplexo, seremos cérebros despidos do raciocínio e da criticidade.
Sem livros, seremos autômatos e teleguiados. Enfim, soçobraremos o projeto de humanidade e seremos dominados pela máquina.
Portanto, se queremos assumir o protagonismo da história, essa assertiva se faz urgente: Nenhum dia sem livro!!
Na cultura ocidental temos, há muitos anos, a formiga como exemplo do trabalhador incansável. O fabulista francês La Fontaine expressou muito bem essa característica na história da Cigarra e da Formiga , que encantou gerações. Esses insetos sempre foram citados como exemplo de organização e de trabalho estoico. Agora, um estudo da Universidade Tucson, no Arizona (Estados Unidos), destrói o mito e nos sem um modelo metafórico do trabalhador ideal. Os pesquisadores americanos construíram um formigueiro e instalaram câmeras para filmar as atividades delas durante 24 horas e analisar seus comportamentos. Das 225 formigas observadas, 34 eram babás, 26 faziam trabalhos externos, 62 eram generalistas e 103 não faziam absolutamente nada – só andavam de um lado para o outro. Ou seja, 46% das formigas não trabalhavam! Os cientistas não conseguiram uma justificativa para o ócio. Uma hipótese, para tentar salvar a imagem do admirado inseto, era que essa parte da população fosse um exército de...
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