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Governo teme ficar refém com crescimento da onda de protestos, POR GERSON CAMAROTTI


Internamente, o governo teme ficar refém das manifestações, caso haja um crescimento dessa onda de protestos que tomou conta do país neste domingo. Esta avaliação realista foi feita no Palácio da Alvorada na reunião da presidente Dilma Rousseff com alguns ministros.

Integrantes do núcleo palaciano ainda estavam surpresos com a dimensão das manifestações. O governo esperava um número menor de populares nas ruas e que o protesto ficasse restrito à cidade São Paulo. Não foi o que aconteceu. 

Mais do que isso: apesar da afirmação do ministro Miguel Rossetto (Secretaria Geral) de que a manifestação deste domingo foi de eleitores que não votaram na presidente Dilma Rousseff, há o reconhecimento interno de que a dimensão dos protestos ampliou e muito o alcance da insatisfação popular, ultrapassando as fronteiras da elite. 

A surpresa foi tamanha, que o governo não conseguiu um discurso novo para responder aos protestos, tanto que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, improvisou uma reação com propostas antigas. 
Cardozo defendeu uma reforma política que inclua fim do financiamento empresarial e  anunciou que o governo vai enviar em breve ao Congresso Nacional uma proposta de legislação para combater a corrupção.

Também ficou evidente na entrevista concedida no Palácio do Planalto a divergência de posições dentro do governo. Enquanto Rossetto minimizou o protesto, Cardozo fez uma fala mais realista e admitiu que era preciso ouvir o recado das manifestações.

Uma coisa é certa: a presidente Dilma Rousseff terá que encontrar uma resposta rápida e convincente para neutralizar essa onda de protestos. “Se a presidente Dilma não reagir rápido, essa onda de protestos vai crescer e deixar o governo refém”, resumiu ao Blog um ministro.

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