Por ocasião do tema ter voltado à tona no Congresso Nacional, mormente sobre a política de cotas nas Universidades, indico a vocês o livro do Jornalista Ali Kamel, intitulado "NÃO SOMOS RACISTAS" (Editora Nova Fronteira). O autor é bombástico na tese que não somos uma nação bicolor, isto é, não somos divididos entre bancos e negros. Fulmina as estatísticas oficiais e propõe uma reeleitura desses indicativos. Traz à tona que o grande divisor deste país é a exclusão social que atinge, indiferentemente, todas as raças. Chama a atenção para o temor de se criar uma cultura de ódio racial, fruto de uma visão distorcida da realidade do país. Afirma que a separação entre cores nunca existiu ,de fato. Para corroborar com sua tese, mostra que os estudos científicos provam que raças não existem, portanto, não pode haver tratamento desigual, para seres humanos iguais.
Na cultura ocidental temos, há muitos anos, a formiga como exemplo do trabalhador incansável. O fabulista francês La Fontaine expressou muito bem essa característica na história da Cigarra e da Formiga , que encantou gerações. Esses insetos sempre foram citados como exemplo de organização e de trabalho estoico. Agora, um estudo da Universidade Tucson, no Arizona (Estados Unidos), destrói o mito e nos sem um modelo metafórico do trabalhador ideal. Os pesquisadores americanos construíram um formigueiro e instalaram câmeras para filmar as atividades delas durante 24 horas e analisar seus comportamentos. Das 225 formigas observadas, 34 eram babás, 26 faziam trabalhos externos, 62 eram generalistas e 103 não faziam absolutamente nada – só andavam de um lado para o outro. Ou seja, 46% das formigas não trabalhavam! Os cientistas não conseguiram uma justificativa para o ócio. Uma hipótese, para tentar salvar a imagem do admirado inseto, era que essa parte da população fosse um exército de...
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