Percebe-se com facilidade que a realidade de escola pública, no Brasil, é bastante caótica. Minha experiência como Coordenador de uma escola privada me dá subsídios para afirmar que não há aprendizagem sem a presença de grandes professores. O último resultado do Vestibular UVA demonstra essa máxima. Os alunos do Colégio Luciano Feijão alcançaram 1/3 das vagas oferecidas pela Universidade Vale do Acaraú. Foram 307 aprovados. Afinal, qual a diferença? Investimento maciço em excelentes professores. Não dá para conceber a idéia de aprendizagem eficaz sem investir no material humano. O que se vê na Escola Pública, com raríssimas exceções, é a sintomática carência de recursos humanos qualificados. É preciso mais incentivo ao professor e, naturalmente, essa ferramenta deve vir junto com bons salários.
Na cultura ocidental temos, há muitos anos, a formiga como exemplo do trabalhador incansável. O fabulista francês La Fontaine expressou muito bem essa característica na história da Cigarra e da Formiga , que encantou gerações. Esses insetos sempre foram citados como exemplo de organização e de trabalho estoico. Agora, um estudo da Universidade Tucson, no Arizona (Estados Unidos), destrói o mito e nos sem um modelo metafórico do trabalhador ideal. Os pesquisadores americanos construíram um formigueiro e instalaram câmeras para filmar as atividades delas durante 24 horas e analisar seus comportamentos. Das 225 formigas observadas, 34 eram babás, 26 faziam trabalhos externos, 62 eram generalistas e 103 não faziam absolutamente nada – só andavam de um lado para o outro. Ou seja, 46% das formigas não trabalhavam! Os cientistas não conseguiram uma justificativa para o ócio. Uma hipótese, para tentar salvar a imagem do admirado inseto, era que essa parte da população fosse um exército de...
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