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PT: muito além do divã, POR MAURÍCIO DIAS

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,felicidade-nao-se-compra-imp-,1600922O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilheste conteúdo, utilize o link:http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,felicidade-nao-se-compra-imp-,16Às vésperas de comemorar a posse de Dilma e iniciar o 13º ano instalado no Palácio do Planalto, o Partido dos Trabalhadores, tomado pelos problemas políticos, caiu numa fossa de aparente fundo existencial. Profissionais especializados foram contratados para descobrir as razões pelas quais parte considerável da população foi tomada por um sentimento de ódio ao partido.
Talvez não seja uma pergunta cuja resposta dependa só de Freud.
Após 35 anos de luta bem-sucedida, naturalmente com erros e acertos, tornou-se o mais importante partido político brasileiro liderado por Lula, também o líder político mais influente do País.
A pesquisa, encomendada à empresa Marissol, será de âmbito nacional. O resultado servirá de base para os debates finais do 5º Congresso Nacional do partido, marcado para junho, em Salvador, na Bahia. O trabalho pretende identificar se o antipetismo está concentrado em São Paulo ou espalhado pelo País.
O resultado da eleição presidencial é uma evidência de que o problema vai muito além de São Paulo: Dilma obteve 54 milhões, 499 mil e 901 votos (51,64%); o tucano Aécio beliscou o calcanhar da petista: 51 milhões, 041 mil e 10 votos.
Há um sentimento nas entranhas do PT de que parte da culpa é de Dilma. Falam de suposta antipatia da presidenta. É preciso ser lembrado que a eleição não era um concurso para eleger a “Miss Simpatia”.
Há outro indicador, mais consistente, apoiado nas pesquisas do Ibope sobre a preferência partidária, feito ao longo dos últimos 20 anos (tabela).
Embora haja um número excessivo de partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral, apenas três influem decisivamente no Congresso: PT, PMDB e PSDB.
O mês de março de 1994 é uma data marcante. Pela primeira vez o PT superou o PMDB. O PSDB, com a vitória de FHC, atingiu 5 pontos e, no fim dos oitos anos do tucano no poder, o partido nunca superou a preferência de 10% do eleitorado. É um partido de quadros sem enraizamento na sociedade. Nesse período, PT e PMDB disputavam palmo a palmo a preferência.
O PT é o mais cotado. A vitória de Lula, em 2002, alavanca o partido. Em 2010, chega a ter a preferência de 33% dos eleitores. O PMDB varia em torno de 15 pontos e o PSDB, em 2007, atinge o pico de 9%.
A política sucumbe aos escândalos e os partidos entram em declínio junto aos eleitores. Ninguém escapa. O PT despencou de 25%, em 2013, para 16%, em 2014. O PMDB tem, em toda a sua história, o menor índice de preferência do eleitorado: 2%. O PSDB conseguiu 5%.
Os partidos, medidos pela preferência do eleitor, estão em declínio.

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