segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

OPOSIÇÃO NO CEARÁ:A necessidade da Frente Ampla de Oposições ter um projeto alternativo

Com o título “Lúcio Alcântara e Tasso Jereissati numa união tardia na política cearense”, eis artigo do sociólogo Luiz Cláudio Ferreira Barbosa. Ele comenta perspectivas de uma frente ampla de oposição ao Governo Cid Gomes. Confira:
As oposições ao governador Cid Gomes (PROS) ainda não montaram um esboço político-administrativo de projeto alternativo à atual administração estadual para o próximo pleito eleitoral de 2014. Não existe nome natural com densidade eleitoral suficiente, pois as alternativas apresentadas por essa frente partidária oposicionista ( PSDB – PR – PRB – PSB), são nomes da base aliada do Governo do Estado do Ceará: o senador Eunício Oliveira (PMDB) e o deputado estadual Heitor Férrer (PDT).
O condomínio político-administrativo do governador Cid Gomes (PROS) não vai se separar em duas frentes com candidaturas próprias ao Governo estadual. A tendência será a indicação natural pelos irmãos Gomes do sucessor do atual chefe do executivo, com a escolha de um quadro do Partido Republicano da Ordem Social, para candidato a governador. O Partido dos Trabalhadores deverá fazer a indicação do candidato ao senador, o principal nome é o deputado federal José Nobre Guimarães (PT). O PMDB deverá ficar com o cargo de vice-governador nessa chapa majoritária da coligação governista (PROS – PT – PMDB).
O ex-governador Lúcio Alcântara montou o principal partido de oposição da política cearense, o Partido da República, que tem condição de fazer uma bancada de deputados estaduais, com três representantes, ainda podendo eleger dois deputados federais, no próximo pleito eleitoral de 2014. O Partido da Social Democracia Brasileira e o Partido da República Brasileira vão necessitar de uma aliança na proporcional com o PR, para elegerem os seus parlamentares nas casas legislativas.
O ex-senador Tasso Jereissati (PSDB) ainda não se decidiu sobre a sua postulação para o Congresso Alto ou Senado, para o próximo pleito eleitoral. Tasso Jereissati precisa do apoio do ex-governador Lúcio Alcântara (PR) que tem o maior partido de oposição, com estrutura competitiva, entre os partidos contrários ao domínio político – administrativo dos irmãos Gomes, com isso terá a estrutura necessária para se eleger.
O Partido Socialista Brasileiro está em fase de reorganização interna dos seus quadros, com condição mínima para eleger um parlamentar, na coligação proporcional dos partidos de oposições. A empresária Nicolle Barbosa pode ser o nome socialista de consenso para ser a candidata oposicionista ao governado do Ceará, com as outras agremiações partidárias ( PSDB – PR – PRB).
O ex-governador Lúcio Alcântara (PR) deverá ser candidato para deputado federal, com apoio da cúpula nacional do Partido da República, por isso não teria interesse de uma quarta postulação ao cargo de governador do Ceará. A união pessoal desses dois ex- governadores numa mesa de negociação, por si só aumentariam as chances das oposições de construírem uma chapa majoritária competitiva: Governador, Vice – Governador e Senador.
* Luiz Cláudio Ferreira Barbosa,

Sociólogo e consultor político.
(VIA Eliomar de Lima)

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