terça-feira, 13 de setembro de 2011

Brasil está melhorando "mesmo com imundície, ladroeira e corrupção", diz Ciro

Em palestra para lojistas, o ex-deputado federal também criticou a política monetária aplicada pelo Banco Central.

O ex-deputado federal Ciro Gomes voltou à cena pública nesta segunda-feira (12), durante palestra na 52ª Convenção Nacional do Comércio Lojista, em Fortaleza, para tecer críticas à política monetária aplicada pelo Banco Central. Para mais de cinco mil lojistas, o irmão mais velho do governador Cid Gomes também manifestou apoio à "faxina" da presidente Dilma Rousseff em Brasilía.
Sobre economia, Ciro classificou a política cambial de "estúpida" e a monetária de "criminosa", ao se referir à redução da taxa de juros. "É a descoordenação absoluta, uma política de câmbio completamente estúpida, provocada por uma política monetária criminosa, porque o mundo inteiro está com taxa de juros negativa e o Banco Central brasileiro administrando a mais alta taxa de juros do mundo", disse.
Com a experiência de quem foi ministro da Fazenda de Itamar Franco e da Integração de Lula, Ciro defende que o Brasil precisa assumir os riscos e ameaças de uma postura mais próxima do desenvolvimento econômico. "E nós não estamos fazendo isso, ainda estamos na perplexidade. Veja o movimento errático do Banco Central: diante de elementos que já estavam dados da crise, o Banco Central loucamente, no governo Dilma, sobe duas vezes a taxa de juros, para agora, envergonhadamente, reduzir a taxa de juros. Das duas, uma: ou eles erraram lá ou estão errados agora."
Apesar das críticas, o socialista acredita que o Brasil está melhorando, "mesmo com o aspecto da imundície, da ladroeira e da corrupção intoleráveis". O governo não pode ter compromisso com o erro. Para corrigir as distorções, a fórmula de Ciro Gomes é simples: "Alguém errou, rua." Preterido nas últimas eleições pelo próprio partido, o ex-deputado federal revela que ainda sonha em ser presidente da República. "Nem sequer são mais planos, tenho sonho de ser [presidente], mas já sei que, a essa altura, só por fatalidade", disse.
*Com informações da Folha de SP.

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